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Hoje já falamos sobre Montenegro, Geórgia e Quirguistão, e suas escolhas para a categoria de Melhor Filme Internacional. Vamos finalizar o dia com Israel!
O longa selecionado foi "The Sea", de Shai Carmeli-Pollak. Khaled, um menino de 12 anos de uma aldeia palestina, está entusiasmado com a ideia de participar de uma excursão escolar para ver o mar pela primeira vez. No entanto, em um posto de controle militar israelense, soldados declaram sua autorização de viagem inválida e o mandam de volta, enquanto seus colegas continuam. Determinado e desolado, Khaled parte sozinho para chegar ao mar, apesar de não saber o caminho nem falar hebraico. Seu pai, Ribhi, um trabalhador ilegal que trabalha em Israel, abandona o emprego e corre o risco de ser preso para procurar o filho desaparecido. Israel têm uma regra interessante. O vencedor em Melhor Filme no prêmio Ophir, que é o maior prêmio entregue pela academia de cinema do país, é o filme que automaticamente se torna o representante do país no Oscar. Além de Melhor Filme, "The Sea" venceu em Ator e Ator Coadjuvante. O grande problema, é que o governo de Israel se colocou completamente contra esse filme. O ministro da Cultura de Israel prometeu cortar o financiamento da academia de cinema do país e de sua premiação anual, por não aceitar que o vencedor seja um filme sobre um menino palestino. O filme vencedor “apresenta a perspectiva palestina e retrata os soldados das Forças de Defesa de Israel (IDF) e o Estado de Israel de forma negativa”, afirmou o ministério. O ministro da Cultura, Miki Zohar, descreveu a cerimônia e o prêmio como uma "cuspida na cara dos cidadãos israelenses", acrescentando: "O fato de o filme vencedor retratar nossos heroicos soldados de forma difamatória e falsa enquanto lutam e arriscam suas vidas para nos proteger não surpreende mais ninguém." Na quarta-feira, Zohar anunciou a criação do "Oscar do Estado Israelense", uma nova cerimônia de premiação de filmes alternativos patrocinada pelo governo para homenagear criadores e filmes israelenses que "refletem os valores e o espírito da nação". Sem responder diretamente à ameaça, a Academia Israelense defendeu o processo de seleção como "conduzido por membros da academia, criadores, cineastas e figuras culturais, que escolhem o melhor do cinema israelense com um compromisso com a excelência cinematográfica, a liberdade artística e a liberdade de expressão". O presidente da Academia, Assaf Amir, acrescentou estar "orgulhoso de que um filme em língua árabe, fruto da cooperação entre judeus israelenses e palestinos, represente Israel no Oscar. O cinema israelense prova mais uma vez que é relevante e sensível a uma realidade complexa e dolorosa. Este é um filme sensível e empático sobre seres humanos em geral, e sobre seu protagonista em particular – uma criança palestina cujo único desejo é chegar ao mar". Vamos ver como vai desenrolar a escolha de um filme sem o apoio do seu próprio país. Israel envia filmes desde os anos 60 e já teve 10 indicações, mas nenhuma vitória. A mais recente foi um shortlist em 2017 com "Foxtrot".
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