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Fora dos festivais, temos uma estreia muito importante para a temporada! As críticas finalmente podem ganhar a luz do dia, e finalmente vamos analisar a estreia de "Digger". "Digger" é dirigido por Alejandro G. Inarritu, vencedor de 4 Oscar, pelos filmes "Birdman" e "O Regresso", que lhe deram 2 prêmios de Melhor Direção, 1 de Melhor Filme e outro de Melhor Roteiro. O diretor também foi indicado por "Babel" e venceu um Oscar Especial por "Carne y Arena", por seu trabalho com realidade virtual. O filme chega com a promessa de finalmente entregar um Oscar de Melhor Ator para Tom Cruise. "Digger" fala sobre um homem poderoso que embarca em uma missão de salvar a humanidade. Além de Cruise, o elenco conta com John Goodman, Riz Ahmed, Sandra Huller, Jesse Plemons e Michael Stuhlbarg. O filme dividiu a crítica. "Digger" parece estar num patamar de ame ou odeie. O filme foi chamado de: decepcionante, ousado, raso, um fracasso surreal, exibicionista, grandioso, exagerado, estranho e conceitualmente desafiador. Entre os pontos mais positivos e muito elogiados temos a fotografia, a direção de arte, os coadjuvantes Riz Ahmed e John Goodman, e Tom Cruise, no filme mais arriscado de sua carreira, em um papel que ele mergulha fisicamente para trazer a arrogância do personagem. Ele é imponente, é agressivo, é uma sátira memorável do norte americanos que se acham donos do mundo. "Digger" pode perder a força em algumas categorias para a temporada de prêmios, mas não é um filme que devemos deixar de lado completamente. Um novo filme do diretor mexicano vencedor do Oscar, Alejandro González Iñárritu, é sempre um acontecimento. Por isso, é desconcertante descobrir que o evento em questão é o filme mais decepcionante do ano: uma sátira exasperantemente rasa, que conta com atores muito bons entregando atuações não muito boas. Há momentos para apreciar na atuação exuberante de Tom Cruise como protagonista, sim, mas o valor do filme reside principalmente em algumas imagens oníricas e perturbadoras criadas pelo diretor de fotografia Emmanuel Lubezki e pelo designer de produção Dennis Gassner. O filme quer ser o "Dr. Fantástico" das mudanças climáticas. Mas, em vez de risadas, entrega uma atuação exagerada e agressiva, além de um cenário de desastre didático. Tom Cruise e Alejandro González Iñárritu quase chegam ao fundo do poço em um fracasso surreal sobre nossa autoilusão coletiva. "Digger" é uma releitura de "Dr. Fantástico" com orçamento gigantesco e tão desconectada da verdade humana que seu personagem mais verossímil é uma gata animatrônica caolha chamada Maggie. Tom Cruise e Alejandro G. Iñárritu formam uma dupla infernal de exibicionismo nesta sátira rasa e insuportavelmente convencida de si mesma. Tom Cruise não convence como um magnata do petróleo texano agressivo nesta obra ambiciosa, porém fracassada, de Alejandro G. Iñárritu. Embora o resultado geral não seja bem-sucedido, há elementos que funcionam. A fotografia de Emmanuel Lubezki e o design de produção de Dennis Gassner alcançam a grandiosidade kubrickiana que Iñárritu claramente almeja. Cruise sai vitorioso, lembrando-nos de como ele pode ser fascinante como ator, e não apenas como astro de cinema. Um papel tão exagerado e absurdo exige um comprometimento destemido, algo que ele certamente entrega. A ousadia da proposta é louvável. Pena que o filme não seja mais gratificante. Digger não é apenas o filme mais estranho que Cruise já fez; é o filme mais estranho que quase qualquer pessoa já fez. A maioria das pessoas não irá assisti-lo — e algumas das que forem sairão do cinema no meio da sessão. Mas isso não significa que Digger seja um fracasso. É apenas uma eco-sátira bizarra, didática e conceitualmente desafiadora. Cruise domina fisicamente suas cenas mais importantes com uma arrogância avassaladora. Uma sequência de destaque mostra Digger expondo seus argumentos diante de uma assembleia de líderes europeus; são 10 minutos vertiginosos em que atuação, fotografia e direção se unem para criar algo emocionalmente intenso, mas que também consegue arrancar algumas risadas. Por mais imponente que seja sua presença, sua atuação não transparece ego — ele se entrega completamente à sátira (...) Riz Ahmed destaca-se no elenco de apoio e John Goodman brilha ao retratar a insensatez presidencial.
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