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Chegamos ao final de mais uma edição do Festival de Veneza! Como de costume, na última noite de festival, foram entregues os prêmios para os filmes que participaram da competição entre os dias 31 de agosto e 10 de setembro. Como também é costumeiro, alguns dos principais vencedores não foram as grandes produções Hollywoodianas. No ano passado, por exemplo, "Spotlight", o vencedor de Melhor Filme do Oscar, saiu de Veneza sem prêmio algum, mas com excelentes críticas! No ano anterior o mesmo aconteceu com "Birdmand" e, com "Gravidade" também, lá em 2013. O prêmio principal desse ano, o Leão de Ouro, ficou com o drama filipino "The Woman Who Left" , dirigido por Lav Diaz. O longa, de quase 4 horas, mostra o calvário de uma professora enviada à prisão durante 30 anos por um crime que não cometeu. Outro destaque, levando o Grande Prêmio do Júri, foi Tom Ford, com o longa "Nocturnal Animals". Acompanhamos a estreia desse filme, que foi já chamado por diversos críticos como o melhor filme do ano! Não por acaso, é esperado em diversas categorias do Oscar. Por fim, vale chamarmos atenção para o filme "Jackie", que está levando para casa o prêmio de Melhor Roteiro, e também precisamos falar de Emma Stone, que foi reconhecida como Melhor Atriz pelo longa "La La Land"! Emma já era considerada uma candidata à uma das vagas de Melhor Atriz para o Oscar 2017. Confira a lista completa dos vencedores da competição principal: LEÃO DE OURO DE MELHOR FILME: "The Woman Who Left", de Lav Diaz LEÃO DE PRATA - GRANDE PRÊMIO DO JÚRI: "Nocturnal Animals", de Tom Ford PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: "The Bad Batch", de Ana Lily Amirpour LEÃO DE PRATA DE MELHOR DIRETOR: Amat Escalante, por "La Region Salvaje" Andrei Kontchalovski, por "Paradise" COPPA VOLPI DE MELHOR ATRIZ: Emma Stone, por "La La Land" COPPA VOLPI DE MELHOR ATOR: Oscar Martinez, por "El Ciudadano Ilustre" PRÊMIO MARCELLO MASTROIANNI DE MELHOR ATOR JOVEM: Paula Beer, por "Frantz" PRÊMIO DE MELHOR ROTEIRO: Noah Oppenheim, por "Jackie" PRÊMIO LUIGI DI LAURENTIIS DE FILME DE ESTREIA: "The Last of Us", de Ala Eddine Slim Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Enquanto o Festival de Veneza se aproxima do final, lá em Toronto as coisas estão apenas começando! O primeiro dia de festival foi ontem, com “Sete Homens e um Destino”, de Antoine Fuqua na abertura! O filme é protagonizado por Denzel Washington e ainda conta com Chris Pratt, Ethan Hawke, Vincent D’Onofrio, Peter Sarsgaard, Byung-Hun Lee, Sean Bridgers e Haley Bennett. “Sete Homens e um Destino” já dividia opiniões antes mesmo de estrear, pois batia naquela velha tecla dos últimos meses: todos esses remakes que Hollywood tem feito realmente são necessários? Com um diretor de peso, que têm feito a diferença com filmes de ação no seu próprio estilo, “Sete Homens e um Destino” estreia em Toronto com a responsabilidade de ser tão importante cinematograficamente quanto seus originais. Ou, de pelo menos, ser um filme bom. Jordan Hoffman, do The Guardian, deu 3 estrelas em 5: “Denzel faz um excelente herói clássico, com o apoio muito divertido de Chris Pratt, em um filme, que infelizmente, parece demorar muito para acontecer alguma ação de verdade”. Além de demorar um pouco para aparecer o estilo explosivo de Fuqua, quando aparece, também não é dos melhores: “A batalha final nos convence, mas menos inventiva do que na última colaboração Fuqua-Washington, “The Equalizer” (esse filme é bem ruim, mas cena final de batalha merece ser lembrada). Fuqua tenta deixar claro que esse filme merece ser levado a sério, que os personagens têm boa índole”. Hoffman ainda completa: “Remake é uma faca de dois gumes. Depois de ter visto as outras versões, eu poderia projetar minhas memórias para os novos rostos, mesmo que eles não tinham nomes e nada a dizer, eu os reconhecia e já estava familiarizado. Os recém-chegados podem ter um pouco de problema para manter o interesse”. Owen Gleiberman, da Variety, foi um pouco mais cruel: “Muitas pessoas parecem de repente concordar com a ideia refazer filmes, especialmente quando eles são clássicos amados e indeléveis. Essa é uma péssima ideia para Hollywood ainda considerar! É uma prova de falência criativa - um vício de não-originalidade. Dito isto, só porque um filme é uma cópia não significa que é ruim. (Existem boas remakes, como "Onze Homens e um Segredo" ou "Cabo do Medo", e boas sequelas, como os filmes "Bourne"). Especificamente, o problema desse, é que você pode remontar o mesmo enredo e os personagens; o que é difícil é reacender centelha interior do material”. Owen ainda completa: “Fuqua está tentando seguir o estilo e ser um próximo John Ford ou Sergio Leone: um estilo clássico, com espaço para tiroteios delirantes. O problema é que ele imita as marcas desses diretores, e o enredo que já foi inovador soa comum. Fuqua tem mostrado que ele pode ser um diretor sutil e com estilo (vejam o ótimo “Dia de Treinamento”) mas seus filmes de Hollywood parecem sempre barulhentos”. Robert Abele, do The Wrap, finalizou de uma forma interessante: “Há, certamente, vontade o suficiente e amor pelo gênero, o que faz o filme valer a pena de uma forma geral. Mas, é muito difícil não pensar que é apenas um longa feito por dinheiro. O que é uma pena”. “Sete Homens e Um Destino” talvez consiga chamar a atenção em categorias técnicas, mas com essa estreia morna, tudo deve ficar bem mais distante para Fuqua. Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Esse pode ser o ano de Will Smith. Depois de uma primeira olhada no teaser trailer de "Beleza Oculta", o nome dele está mais forte do que nunca! O longa, dirigido por David Frankel, conta a história de um home que depois de uma tragédia pessoal, cai em depressão e começa a buscar métodos não convencionais para passar por isso. O elenco ainda conta com Helen Mirren, Keira Knightley, Naomie Harris, Edward Norton, Kate Winslet e Michael Peña. Confira o trailer: "Beleza Oculta" estreia no Brasil no final de janeiro. Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Dirigido por Stephen Gaghan, "Gold" coloca Matthew McConaughey como Kenny Wells. O longa, baseado em fatos reais, conta a história de como Wells rouba a própria namorada para ir em busca de um sonho: achar ouro na Indonésia. O longa ainda conta com Edgar Ramírez, Toby Kebbell, Rachel Taylor e Bryce Dallas Howard. Confira o trailer: O que se fala sobre "Gold", é que Matthew está sensacional e que uma nova indicação deve chegar para o ator! O filme estreia no natal, o que confirma que o longa é mesmo uma aposta do estúdio! Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Depois de uma longa temporada de filmes medianos e no universo dos super herois, Natalie Portman emplaca dois bons trabalhos no Festival de Veneza. O primeiro foi “Jackie”, longa em que interpreta a emblemática primeira dama americana Jacqueline Kennedy e que elevaram as expectativas de indicação ao Oscar. Agora ela está em “Planetarium”, novo trabalho da diretora francesa Rebecca Zlotowski, a mesma de “Grand Central” que ganhou o prêmio da mostra Un Certain Regard em Cannes há três anos. A estrela de Portman brilha mais uma vez, bela e atuando de maneira inteligente enche a tela de carisma, mas infelizmente o filme não vai muito além de seu desempenho. Ela tem como companheira de cena Lily-Rose Depp, filha de Johnny Depp, em seu personagem de maior destaque no cinema. Portman e Depp interpretam duas irmãs que acreditam possuir a habilidade sobrenatural de se comunicar com fantasmas. Depois de uma apresentação em que demonstram suas “condições especiais”, elas conhecem um produtor francês visionário disposto a levá-las para o cinema. A trama dividiu opiniões quanto ao seu argumento, pois será que o cinema precisa agora de mais um filme que diga como fazer cinema? Segundo o The Hollywood Reporter “assistir “Planetarium” é um como se você tivesse ganhado um grande balão gás cheio de cores vivas e vê-lo desinflar em suas mãos. O filme tem tudo para ser provocativo e no fim não consegue empreender qualquer impulso ou significado, muito menos mistério.” Se a trama desliza, Rebecca entrega um excelente trabalho na direção de arte, fotografia e figurinos. A recriação de Katia Wyszkop e Benoist Buttin da Paris pré-guerra nos anos 30 é fidelíssima e enche os olhos pelo tamanho requinte e bom gosto. As câmeras de Georges Lechaptois deslizam em movimentos suntuosos. “Planetarium” é o primeiro filme a ser rodado inteiramente na Alexa 65, o que deixa o visual lindo do início ao fim, o diretor usa o formato digital para reanimar a qualidade das cores para entregar mais lucidez para reflexões cósmicas de Zlotowski. E o figurino de Anne-Cécile Le Quere não pode ser chamado menos que belo. A atuação de Natalie Portman é segura, ela apresenta uma voz mais rouca que a habitual e traz uma beleza sensual que consegue transmitir através de sua postura e closes que destacam suas expressões. Assim como Darren Aronofsky em “Cisne Negro” e Mike Nichols em “Closer: Perto Demais”, Zlotowski adora filmar a atriz e talvez faça até isso em demasia, contudo a super exposição não compromete seu desempenho. Depp, por sua vez, traz uma composição potencialmente interessante com o seu olhar um tanto sonolento, porém sublime. A sensação na plateia é a dúvida de se ela está ou não à altura da tarefa que lhe foi dada ou se foi mal orientada, porque o que podia ser um desempenho elogiável, muitas vezes sai de maneira simplesmente insípida. Segundo a Indiewire “as criações de Zlotowski são tão embriagadas com o poder do cinema que perdem de vista de a si mesmas [...] “Planetarium” é quase da mesma maneira: muito ocupado olhando para o céu à noite para perceber que é quase amanhecer.” Já o The Guardian pontua que “este drama sobrenatural parece um sonho lindo que tem um script que eu não chamaria exatamente surreal, mas é muito mais interessado em contar uma história ao longo de suas correntes narrativas do que conectar cada ponto.” As críticas mistas podem ser melhor aclaradas quando o filme estrear daqui a alguns dias no Festival de Toronto, entretanto quanto aos atrativos técnicos as certezas são o sucesso. Natalie aos poucos retorna a sua carreira radiante e intensa que tanto fazia falta ao cinema. O que não há dúvidas é que Veneza faz muito a ela, há seis anos ela saiu do festival com todos os jornalistas dando como certo o Oscar para ela por “Cisne Negro”, o que aconteceu. Este ano, ela pode não ganhar prêmios, mas anima a todos nós e estamos na torcida. Juliana Leão - Equipe CETI!
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8/9/2016 Oscar 2017: depois do sucesso em Veneza, veja as primeiras fotos e posteres de "Nocturnal Animals"!O Festival de Veneza ainda não acabou, mas não há como negar o tremendo sucesso que "Nocturnal Animals" fez nas águas do balneário italiano. A recepção da crítica foi tão positiva ao filme que fez dobrar a ansiedade de cinéfilos de todo o mundo para o novo trabalho do diretor Tom Ford, que também produziu e adaptou para as telonas. Qualquer nova informação que aparece na internet se espalha muito rápido, tirando suspiros de quem vê. Hoje a revista Entertainment Weekly divulgou novas e belíssimas fotos de Amy Adams, que interpreta Susan Morrow no longa. Amy que está em forte corrida dupla este ano pela estatueta do Oscar, seu trabalho em "A Chegada" foi bastante elogiado e por "Nocturnal Animals" ainda mais. Além da atriz, Jake Gyllenhaal aparece como importante nome na temporada para melhor ator e Tom Ford para várias categorias. O filme é uma adaptação da obra do escritor americano Austin Wrigth, em que Susan recebe um manuscrito do livro de seu ex -marido, separados há 20 anos, pedindo sua opinião. O manuscrito, chamado de Nocturnal Animals gira em torno de um homem cuja família em férias que se vê em situações violentas e mortais. Além de conhecer a trama do livro, acompanhamos a história de Susan, que enquanto lê, se encontra recordando seu primeiro casamento e enfrentando algumas verdades obscuras sobre si mesma. Pois é, o longa é uma história dentro de outra história. O filme estreia nos EUA em Novembro, ainda não há data para o Brasil. Confira as fotos e posteres abaixo. Juliana Leão - Equipe CETI!
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O diretor chileno Pablo Larraín fez sua estreia no Festival de Veneza com uma biografia que desafia o formato do gênero. “Jackie” retrata a primeira-dama mais icônica da história americana como um personagem extremamente complexo, indo de mãe a figura pública, vivido por Natalie Portman. Depois de apresentar em Cannes o anti-biopic “Neruda”, mais uma vez Larraín trouxe para a grande tela um longa que mescla biografia e drama. Dessa vez o diretor optou por contar a história de Jacqueline Kennedy logo após a morte de J.F. Kenndy. A produção acontece entre flashes em que a primeira-dama perde seu marido, dá entrevistas à mídia sobre o acontecimento e sai da Casa Branca. “Mesmo com seu eu emocionalmente dilacerado, ela está aqui retratada como uma mulher no controle sagaz de sua identidade, a alternância entre diferentes máscaras para a imprensa, público, e associados, e sem se esconder através de nada, somente quando está verdadeiramente sozinha”, analisa a Variety. Além de uma personagem cuja trajetória por si só já é capaz de render boa bilheteria, “Jackie” ainda é um prato cheio em direção de arte, de acordo com a imprensa. Afinal, uma mulher de elegância tão memorável como Jackie Kennedy não merecia um filme com menos do que isso. “Jackie é um filme muito impulsionado pelo personagem e desempenho, mas o esquema visual está totalmente em sincronia com esse objetivo, especialmente em uso constante do cinegrafista Stephane Fontaine com close-ups. O visual um pouco granulado é também eficaz em sua evocação do período, elegantemente capturado na produção concebida por Jean Rabasse”, critica o The Hollywood Reporter. Uma trama de peso merece uma atriz igualmente de peso para representa-la, como Natalie Portman. A atriz foi o foco dos elogios dos críticos presentes em Veneza, principalmente, por seu sotaque, sendo até comparada à Jessica Lange em alguns momentos do filme. “O desempenho de Portman - autoritário e multicolorido – é finamente saldo da oposição entre a figura acessível, do programa de 1961 e endurecida, historicamente ciente, mulher das sequências de entrevista”, diz o Screen Daily. A análise do site Indiewire vai além “[...] nada sobre "Jackie" funcionaria sem o desempenho magnificamente complexo de Natalie Portman. Você pode ver o personagem ascendendo de cena para cena com tanta emoção para mostrar”. Para muitos que assistiram “Jackie” em primeira mão, o longa é digno de uma nota A e tem tudo para estar entre os grandes da competição do Festival de Veneza, senão até do Oscar 2017. No entanto, a única falha, na opinião de alguns críticos, seria o roteiro simples demais no que diz respeito aos diálogos. Mas uma atuação forte sempre é inquestionável e já se tinha burburinhos de Oscar para Portman depois da exibição... “Jackie’ é o que acontece quando duas sensibilidades distintas - o Golias com prestígio em Hollywood e o Davi de inteligência brincalhona de Pablo Larraín, se encontram”, complementa o The Playlist. Ao que parece “Jackie” acompanha a sensibilidade e o visual encantador de “Mr. Turner”, com isso tem boas chances de integrar, pelo menos, os indicados à Melhor Direção de Arte e, talvez, chances de uma segunda estatueta para Portman, não seria demais. Vale lembrar, por último, que na produção do longa temos ninguém menos do que Darren Aronofsky, repetindo a parceria de sucesso que fez "Cisne Negro" toda aquela grandiosidade. Giovanna Pini - equipe CETI!
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Terrence Malick é o tipo de diretor que quando anuncia um novo trabalho, Hollywood inteira para pra assistir. Sua curta filmografia, em mais de 40 anos de carreira, está em apenas oito filmes. Acontece que, visualmente, Malick se tornou um dos diretores mais impressionantes do cinema. Seus filmes demoram anos para serem feitos por causa de toda pós-produção extensa que o diretor faz. A qualidade técnica inquestionável de Malick fez com que ele trabalhasse com vários grandes atores: Christian Bale, Natalie Portman, Cate Blanchett, Ben Affleck, Javier Bardem, Ben Affleck, Jessica Chastain, Sean Penn, Adrien Brody, George Clooney, Richard Gere, Martin Sheen, Jared Leto... E acredite, com apenas oito filmes, essa lista ainda vai ser muito maior! Então, quando Malick anunciou que seu próximo filme, "Voyage of Time", seria um documentário à respeito de toda a criação do universo, desde eventos microscópios à todas as mudanças cósmicas! Fãs de cinema ao redor do mundo todo já começaram a se preparar para ver o que o diretor conseguiu dessa vez. Ah, para não perder o costume, Malick convidou Brad Pitt e Cate Blanchett para fazer a narração. Cate está narrando uma versão mais simples de 90 minutos, para ser visto no cinema convencional, enquanto Brad narra a versão para imax, com apenas 40 minutos. A crítica de Andrew Pulver, do The Guardian, deu 4 estrelas em 5 e começa exatamente falando sobre a importância de Malick: "A chegada de um novo filme de Terrence Malick é sempre digna de um evento, mesmo se o brilho do grande homem está começando a se desgastar sob o peso de sua reputação gigantesca: mesmo os fãs mais obsessivos e ferrenhos de Malick admitem que "Amor Pleno" e "Cavaleiro de Copas" não são seus melhores trabalhos, comparado com o que ele costumava fazer. Mesmo assim, sua estreia no Festival de Veneza, estava entre as mais aguardadas". Pulver elogia a fotografia e todo o trabalho técnico de Malick: "Tudo acontece de forma inebriante; tanto que às vezes é difícil de processar o que exatamente nós estamos vendo, espaços galácticos vastos, cheios de matéria cósmica, dão lugar à intocadas paisagens terrestres; nota-se que um grande cuidado é tomado para se concentrar no fluxo e na mudança e transformação do que está sendo filmado. Malick, em seguida, desce ainda mais em, a níveis microscópicos e até mesmo subatômicas: micróbios, células e partículas menores, todos flutuam em sua glória de arregalar os olhos. O que é particularmente notável é que há pouca diferença na qualidade de imagem, seja na alta definição dos fenômenos naturais, ou o CGI soberbamente prestados, que tem sido empregado para as seções para as quais o cineasta deve confiar em sua própria imaginação: nascimento de estrelas, expansão de galáxias e coisas assim". Owen Gleiberman, da Variety: "Escrito e dirigido por Terrence Malick, o filme é um poema de amor místico ao esplendor incompreensível do mundo natural. A versão de "Voyage of Time", que estreou no Festival de Veneza é de 90 minutos e espetacularmente bela. Mas não se enganem. "Voyage of Time" tem muitas imagens fascinantes para mostrar, mas como um filme é apenas OK. É exatamente o que parece - essencialmente uma versão expandida do prólogo cósmico de "A Árvore da Vida". Owen ainda escreveu que a narração deixa a desejar, não que o problema seja Blanchett, pelo contrário, ela faz muito bem a sua parte, o texto todo poético é que soa por diversas vezes um tanto quanto confuso. Mas Owen questiona se essa era não a intenção de Malick, ser mais poético do que didático. Completando a crítica de outros veículos, o The Hollywood Reporter escreveu: "Se houver um ingrediente que falta nesta impressionante obra, é um pouco de emoção. A contemplação da grandeza, vastidão e infinitude não se presta a sentimentos simples e a sucessão de fantásticas imagens naturais começa a cansar". "Voyage of Time" marca um novo caminho de Terrence Malick e pode colocar o diretor entre os indicados a Melhor Documentário. Mas é uma possibilidade bem remota, analisando o histórico da Academia, diretores que se arriscam para documentários ou até mesmo em curtas, dificilmente são lembrados. Ainda mais no caso de Malick, que por diversas vezes ficou perto de vencer o Oscar de Direção ou de Melhor Filme. "Voyage of Time" não é tão incontestavelmente bom assim, para quebrar um costume da Academia. Danilo Teixeira - equipe CETI!
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A diretora Ana Lily Amirpour ficou conhecida dois anos atrás com o longa "Garota Sombria Caminha pela Noite", ovacionado pela crítica. Agora, estreando em Veneza, com um orçamento bem mais generoso e um elenco realmente interessante, a diretora tenta afirmar seu espaço dentro de Hollywood. A premissa é, no minimo, interessante. "The Bad Batch" se passa em um futuro pós-apocalíptico, centrado numa comunidade de canibais que vive isoladamente no Texas, até a chegada de uma viajante. A protagonista do longa é Suki Waterhouse, mas é o elenco de apoio que mais chama atenção: Jim Carrey, Keanu Reeves, Jason Momoa, Diego Luna e Giovanni Ribisi. Guy Lodge, da Variety, de forma interessante, comparou o longa com a possibilidade de um governo Trump: "Na altura em que o candidato presidencial Donald Trump está defendendo a construção de um muro físico para proteger a pureza nacional da população americana, o conceito de ficção científica de "The Bad Batch" - em que uma variedade de supostos indesejáveis são exilados para fora da fronteira, do outro lado de um muro construído no Texas - não tão distópico assim". "Para muitos, o mundo e o estilo da história aqui apresentada vai evocar o amado sucesso do ano passado "Mad Max", uma obra menos explicitamente política que, no entanto, com o seu apelo progressista, é muito mais um filme sobre esses tempos. O filme de Amirpour é mais sinuoso e menos imediato no seu impacto" - escreveu Guy. David Rooney, do The Hollywood Reporter, elogia a parte técnica do longa: "The Bad Batch parece sensacional. O diretor de fotografia Lyle Vincent - também trabalhou com Amirpour em em seu primeiro longa, como o editor Alix O'Flinn e a figurinista Natalie O'Brien - dá os tons certos para o deserto, deixando tudo extremamente impressionante. Mas, a ferramenta mais afiada no arsenal do filme, é sua trilha sonora, que mistura hip-hop, faixas spaghetti que nos remetem a Morricone e um bom tanto de música indie". Andrew Pulver, do The Guardian, deu 3 estrelas em 5, dizendo que o filme tem um primeiro ato de tirar o fôlego, o que faz o espectador esperar que o longa seja insano! Mas que isso não acontece e o filme acaba perdendo seu ritmo inicial. Pulver ainda elogiou todo o time de atores e toda a atmosfera criada por Ana, dizendo que o filme poderia facilmente ser confundido com algum do Tarantino ou do Robert Rodriguez, mas que era mesmo uma pena que o filme não tivesse alcançado todo seu potencial. Por fim, "The Bad Batch" merece ser visto, principalmente por fãs do gênero, mas dificilmente deve ter qualquer visibilidade pelos membros da Academia. Ainda mais com um "Mad Max" tendo roubado toda a atenção na premiação mais recente, vai demorar um pouco para outro futuro pós-apocalíptico cair nas graças de Hollywood. Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Trailer, galeria de fotos e um primeiro poster... Nessa semana aqueles que estavam ávidos por novidades de "Certain Women" podem ficar satisfeitos! Para quem não sabe, o filme é dirigido por Kelly Reichardt, fez uma boa estreia no Festival de Sundance no começo do ano, com burburinhos de premiação e traz no elenco um trio interessante: Michelle Williams, Laura Dern e Kristen Stewart! Na trama com roteiro da própria Kelly baseado nos contos de Maile Meloy, as vidas de três mulheres se cruzam em uma pequena cidade norte-americana. Confira o primeiro trailer e as fotos: Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Nessa final de semana foi divulgado pela Secretaria do Audiovisual a lista com todos os filmes que vão concorrer à uma vaga na categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2017. Uma comissão especial do Oscar irá selecionar, entre os inscritos, aquele que deverá ser nomeado para a avaliação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Essa mesma comissão esteve envolvida em polêmicas alguns dias atrás, quando o membro Marcos Petrucelli atacou publicamente o diretor Kleber Mendonça Filho e o filme "Aquarius", condenando a posição politica de toda a equipe do longa e a manifestação durante o Festival de Cannes. Em apoio ao filme "Aquarius" e prevendo qualquer tipo de boicote pela comissão, os diretores Anna Muylaert e Gabriel Mascaro ("Mãe Só Há Uma" e "Boi Neon") não submeteram seus filmes à comissão, dizendo que esse era o ano que de Kleber Mendonça. O interessante é que, caso "Aquarius" não fosse escolhido, os filmes retirados eram as duas outras opções mais garantidas. Confira abaixo a lista completa: "A Bruta Flor do Querer" - Andradina Azevedo, Dida Andrade "A Despedida" - Marcelo Galvão "A Hora e a Vez de Augusto Matraga" - Vinícius Coimbra "Aquarius" - Kleber Mendonça Filho "Até que a Casa Caia" - Mauro Giuntini "Campo Grande" - Sandra Kogut "Chatô: O Rei do Brasil" - Guilherme Fontes "Mais Forte que o Mundo: A História de José Aldo" - Afonso Poyart "Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil" - Belisário Franca "Nise: O Coração da Loucura" - Roberto Berliner "O Começo da Vida" - Estela Renner "O Outro lado do Paraíso" - André Ristum "O Roubo da Taça" - Caíto Ortiz "Pequeno Segredo" - David Schurmann "Tudo Que Aprendemos Juntos" - Sérgio Machado "Uma Loucura de Mulher" - Marcus Ligocki Júnior "Vidas Partidas" - Marcos Schechtman A decisão da comissão vai ser anunciada no dia 12, às 14h no horário de Brasília. Danilo Teixeira - equipe CETI!
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James Franco é um ator que suscita nas pessoas diversas opiniões a seu respeito. Alguns acham que ele é um ator limitado apenas estará relacionado a Harry Osborne na trilogia de “Homem Aranha” e nada do que ele tenha feito tenha relevância. Ou talvez achem que ele seja um grande intelectual, já que além de ator é também diretor, produtor, escritor, comediante, roteirista, pintor, cantor, tem diversas formações acadêmicas nas principais universidades americanas e fala vários idiomas. O que Hollywood pergunta é até onde vai sua ambição? Em Veneza, Franco estreou seu mais novo filme como diretor, “In Dubious Battle”. Depois de tantas realizações sem expressão, ele parece estar melhorando desta vez. Adaptado da obra Do escritor John Steinbeck, vencedor do Prêmio Pulitzer, o longa conta a história de um grupo de trabalhadores que migram para a Califórnia dos anos 30 para trabalhar nas lavouras de maça. Diante das dificuldades e condições de trabalho, novecentos deles entram em greve contra os latifundiários da região. Liderados pelo ex-presidiário Jim Nolan, a greve é fundamentada no idealismo de “ou tudo ou nada”. O The Hollywood Reporter brinca com esta pretensão do diretor em adaptar mais uma grande obra literária: “Continuando seu valente esforço para garantir que os futuros alunos da literatura americana pode apenas comprar um DVD em vez de ter que ler outro grande romance americano.” Ele já adaptou Som e Fúria e Enquanto Agonizo, de Faulkner e Filho de Deus, de McCarthy. Franco vai bem em recriar o desespero da Grande Depressão, as roupas esfarrapadas e os olhares famintos são exibidos de uma forma autêntica e envolvente. É a primeira vez que ele trabalha o drama em seus filmes autorais, o que faz de forma suficiente, mas um tanto desconexa, isso deixa o filme com uma abordagem suavizada do livro. A revista Variety traz esta opnião: “No meio, onde o filme deve ferver de paixão, ele desce um pouco de qualidade. Franco fez um filme sobre um levante que é muito mais convincente do que "Free State of Jones", mas a história de Mac e Joe, os defensores do partido dos trabalhadores que estão fazendo tudo isso acontecer nunca realmente inflama. Como diretor, Franco aprendeu a encenar uma cena, mas ele e seu roteirista, Matt Rager, não construíram camadas para a ação. O filme dá-nos pequenos dramas, mas no geral ele não comove.” Franco encheu seu elenco com atores experientes como Ed Harris, Robert Duval, Brian Cranston, Sam Shepard, Vincent D’Onofrio, John Savage, além da cantora e atriz Selena Gomez e dele próprio. Sem dúvida estão nos atores mais velhos as melhores entregas de personagem, principalmente Harris, Shepard e D’Onofrio. Quanto a Franco, como em praticamente todos os filmes que dirigiu e também atuou, seu próprio desempenho não é dado atenção suficiente e é um pouco irregular. Quem chama a atenção é o jovem Nat Wolff, pois, como pontuou o TRH, se “In Dubious Battle” permanece assistível, é porque ele realmente vende as dúvidas, o crescimento e a dura realidade de seu personagem.” Mesmo o The Guardian apontando que “é um filme com o coração no lugar certo, mas que todo o resto está fora de sintonia, principalmente por uma marcha dramática arrastada. O filme tem que ser reconhecido como um crescimento do cinema de Franco.” Ele está aprendendo com os seus próprios erros, a cada filme. Ele adquiriu habilidades que estão começando a fundir-se com o melhor lado de seus instintos, que é olhar para os indivíduos com uma sinceridade que os filmes tradicionais muitas vezes procuram evitar. “In Dubious Battle” pode não ser um bom filme, mas vale a pena assistir. Juliana Leão - Equipe CETI!
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Praticamente 10 anos se passaram desde a última empreitada de Mel Gibson na direção com o filme "Apocalypto". Nesse meio tempo o diretor se envolveu em polemicas, ficou recluso, atuou em alguns poucos filmes, mas nada de muito sucesso, até que enfim anunciou o seu novo longa, que estreou nesse final de semana em Veneza, "Hacksaw Ridge". Protagonizado por Andrew Garfield, o filme conta a história real de Desmond T. Doss, um médico do exército que se recusa a pegar em uma arma para matar pessoas, porém, durante a Batalha de Okinawa, ele trabalha na ala médica e se torna um herói salvando mais de 75 pessoas. É importante começarmos falando sobre Mel Gibson, pois alguns críticos, como Owen Gleiberman, da Variety, escreveu que esse longa deve marcar a volta do diretor ao centro de Hollywood e fez comparações com os trabalhos anteriores: "A violência emocional faz parte de seus filmes, seja com "A Paixão de Cristo", um sensacional e, em muitos lugares, injustamente desprezado psicodrama religioso que foi uma tentativa séria de lidar com os desafios do sacrifício de Cristo, e "Apocalypto", uma aventura maia fantasiosa, mas hipnotizante mergulhada até o osso no fascínio ambíguo de sangue e morte... Como aqueles dois filmes, "Hacksaw Ridge" é o trabalho de um diretor possuído pela violência e a trata como uma realidade tristemente inevitável". Owen também fez comparações com outros filmes de guerra: "Hacksaw Ridge," ao contrário de tais marcos do cinema de guerra como "O Resgate do Soldado Ryan", "Platoon", ou "Nascido para Matar", não é simplesmente um filme de guerra devastadora. Ele também é um drama cuidadosamente montado sobre luta moral que, à primeira vista, parece que poderia ter sido feito na década de 50". Andrew Pulver, do The Guardian, deu 4 estrelas em 5 e escreveu que a segunda metade do filme é extraordinária: "Não é possível saber se "Hacksaw Ridge" contém as cenas de combate mais violentas ou horríveis do cinema, mas vamos apenas dizer que se assemelha a "Tropas Estelares", de Paul Verhoeven, sem qualquer sátira ou extraterrestre". David Rooney, do The Hollywood Reporter, compara o longa com "Sniper Americano" dizendo que espera que um filme sobre um herói que se recusava a matar faça tanto sucesso quanto o filme sobre o maior atirador da história do exército americano e, em seguida, tece elogios à Mel: "De volta à direção com "Hacksaw Ridge", Mel mais uma vez prova-se um contador de histórias soberbo que sabe exatamente como criar tensão, aumentar a emoção e construir intensidade para momentos explosivos. Temas de coragem, patriotismo, fé e adesão inabalável a crenças pessoais têm sido constantes nos projetos de Gibson, da mesma forma que ele tem um fascínio por cenas com sangue". David elogiou Andrew também: "Mas a âncora firme do filme, sua bússola moral e seu coração, é Garfield, que habita a sua posição de protagonista com tanta força, coragem e graça, que é louvável". "Hacksaw Ridge" deve colocar Mel Gibson de volta no topo, então podemos esperar várias indicações nas categorias técnicas e talvez Melhor Filme e Melhor Diretor. Garfield também é um nome interessante para ser lembrado. De qualquer forma, é muito legal ter Mel Gibson de volta na cadeira de diretor! Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Sem dúvidas Tom Ford nasceu para fazer arte, não importa qual veículo utilize. De estilista e realizador para um cineasta deslumbrante. Há sete anos ele estreava seu primeiro filme e único até então “Direito de Amar”, que valeu indicações ao Oscar, Globo de Ouro e Bafta entre as categorias de atuação, trilha sonora e figurino, além de ser considerado um dos melhores filmes do ano. Todos esperavam o seu retorno, o momento em que daria um tempo no mundo da moda e se entregaria ao cinema novamente. “Nocturnal Animals” deixou a platéia de Veneza e a crítica deslumbradas com a beleza e o poder do filme, não poderiam estar mais animados. Sua aparição nas premiações parece cada vez mais consolidada, seu favoritismo cada vez mais real. Vide o que a própria Indiewire apontou: “Nocturnal Animals é um esforço ambicioso impressionante. Em parte pelo misterioso Texas, em parte pelo melodrama de meia-idade, mas principalmente por fazer um enigma meta-textual que é quase tão agradável para refletir, como ele realmente é para assistir.” O longa é uma realização tripla de Ford, já que ele produz, dirige e adapta o livro Tony e Susan do escritor americano Austin Wrigth. Nele temos uma história dentro de outra história. Susan que recebe um manuscrito do livro de seu ex -marido, separados há 20 anos, pedindo sua opinião. O manuscrito, chamado de Nocturnal Animals gira em torno de um homem cuja família em férias que se vê em situações violentas e mortais. Além de acompanhar a história de Susan, que se encontra recordando seu primeiro casamento e enfrentando algumas verdades obescuras sobre si mesma. O The Hollywood Reporter desfiou extensos elogios ao diretor, evidenciando principalmente o crescimento sua qualidade e a maturidade alcançada. “O filme demonstra mais uma vez que Ford é tanto um sensualista inebriante como um contador de histórias consumado, com um olhar tão fino para os detalhes dos personagens quanto o que ele tem para a cor e composição. [...] Talvez a evidência mais impressionante do crescimento de Ford como diretor é o malabarismo complexo ele faz com três fios paralelos da história, cada um deles distinto e ainda assim formando um conjunto harmonioso.” Tom Ford lança sobre si um grande desafio ao trabalhar dois gêneros ao mesmo tempo no filme: no mundo “real” o drama, no mundo do livro o suspense. Stephanie Zacharek, da revista Time, afirma que “ele funciona como um noir brilhante, com elegantes elementos de vingança. Entretanto, há também muitas vezes uma inclinação perigosa de Ford para a auto-paródia, mas ele consegue segurar bem.” O Variety faz coro ao dizer que o longa “é ambicioso, sem ser pretensioso. Ford é um verdadeiro cineasta, um observador social, é um viciado em levar as sensações para a narrativa. Ele estruturou “Nocturnal Animals” lindamente, de modo que o passado realmente alimenta o presente, e a ficção a realidade.” Em cena outros aspectos visuais chamam a atenção, merecem destaque e possivelmente alguma indicação. A fotografia de Seamus McGarvey encontra o perfeito contraste entre a esterelidade de Los Angeles e as amplas e belas tomadas externas do Texas. O trabalho de Shane Valentino, diretor de arte, é marcante ao trazer ecos fantasmagóricos nas obras de arte, nos designers, nas luminárias. Além do trabalho exuberante de Abel Korzeniowski com o som tempestuoso dos instrumentos de corda fornecem uma melodia que em muito lembra a atmosfera dos filmes de Hitchcock. A reunião do elenco não podia ser mais feliz e todos entregam um ótimo desempenho no longa, mesmo que sejam apenas participações. Não será surpresa se tivermos Isla Ficher, Armie Hammer, Laura Linney, Michael Shannon, Aaron Taylor-Johnson e principalmente Jake Gyllenhaal e Amy Adams indicados ao Oscar. Amy que está em corrida dupla neste ano arrancou elogios para a sua atuação em “A Chagada”, em “Nocturnal Animals” ela repete a nota com louvor, o que não podia ser mais animador. O The Hollywood Reporter ainda pontuou que “Assim como Colin Firth levou para “Direito de Amar” um desempenho dolorosamente cheio de nuances, a inestimável Adams fornece todos eles convincentemente neste. Ela habita plenamente em cada centelha das respostas emocionais complexas de Susan.” Gyllenhaal é responsável pela parte um pouco mais triste do filme, interpretando um homem que perde tudo não uma, mas duas vezes, e o ator está excepcional em ambos os registros. Por fim, podemos dizer que este não é um drama sobre expiação ou perdão, mas sobre as nossas escolhas e as suas consequências para as pessoas que encontramos ao longo do caminho. Também é sobre o ato extremamente íntimo de leitura, como o acesso a pensamentos, sentimentos e experiência de outras pessoas. Ford faz de “Nocturnal Animals”, de forma subliminar, um filme sobre assistir filmes. Todos estes elementos trazem o longa para dentro da temporada de premiações como um potencial favorito e Amy Adams como a atriz mais badalada do ano. Ainda há alguns meses pela frente e a estreia nos EUA somente em dezembro para poder dizer o tamanho que ele pode alcançar, contudo até aqui não é menos que sucesso. Juliana Leão - Equipe CETI!
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Se existe uma temática de filme que praticamente todo ano aparece um novo em Hollywood, essa temática é boxe! No ano passado, de cabeça, me lembro de dois que estavam nas listas para o Oscar: "Creed" e "Southpaw" - com o primeiro recebendo indicações. O fato é que a Academia costuma gostar de filmes sobre pugilistas, o que então nos faz ficar de olho em "The Bleeder". Dirigido por Philippe Falardeau, o longa conta a história real de Chuck Wepner, boxeador que ficou mundialmente conhecido por surgir basicamente do nada (pois era vendedor de bebidas) e mesmo assim enfrentou Muhammad Ali numa luta que durou 15 assaltos. Mas, o que realmente deve chamar a atenção do grande público, é que dizem que Chuck foi a fonte de inspiração para Sylvester Stallone escrever o personagem Rocky. Liev Schreiber está no papel principal e o filme ainda conta com Naomi Watts, Elisabeth Moss e Ron Perlman. Deborah Young, do The Hollywood Reporter, disse que o diretor "mais uma vez traz ternura real para o seu retrato de um homem em apuros. Embora suavemente conte a história de sua ascensão, o filme está ligado à infelicidade da fama repentina, o que é especialmente doloroso porque o seu herói da classe trabalhadora é completamente mal preparado para lidar com seu próprio ego. Um filme de boxe com muito pouco sangue, crueldade ou violência no ringue, mas que por essa razão pode alcançar maiores públicos, que não sejam fãs do esporte, atraídos pelo excelente elenco principal: Liev Schreiber como o ex-campeão e Naomi Watts no papel de uma barista. Temperada com o ritmo divertido que nos remete aos anos 70, esta história potencialmente triste nunca se sente pessimista, mas mais como uma lição de humildade e auto-descoberta". Deborah ainda enalteceu Liev, dizendo que, à primeira vista ele talvez não pareça o homem certo para um papel de boxeador, pois não se preparou tanto fisicamente quanto outros atores. Mas, ao decorrer do filme, percebe-se que isso é indiferente, Liev conseguiu transparecer todo o charme do personagem com todos os trejeitos, o que vale mais do que qualquer cena de ringue. Guy Lodge, da Variety, escreveu que o filme acerta em não focar nas lutas, o que o torna um filme muito diferente dos demais e dá mais espaço para Liev e Naomi fazerem sucesso na tela - e eles aproveitam muito bem! Vale ainda colocar sobre uma cena em que Guy comentou: "Em uma das cenas mais agradáveis do longa, temos Wepner assistindo na televisão sozinho o Oscar de 1977, torcendo pelo triunfo do filme "Rocky", para depois descobrir que ninguém se importava muito. "The Bleeder" provavelmente não terá Wepner comemorando outra vez na noite do Oscar, mas pelo menos agora o pugilista tem um respeitável filme que é todo seu sem sombra de dúvidas". Rory O'Connor, do The Film Stage, falou muito bem sobre Liev: "Vestindo as costeletas e próteses desta vez, Liev Schreiber, um ator em ascendência sem dúvida, conseguiu no ano passado impressionar com um papel relativamente pequeno entre tantos tão bons em "Spotlight". Aqui, Schreiber mostra a outra extremidade do seu de seu talento na atuação: a capacidade de tirar as luvas e compreender o papel com enorme carácter e destreza". Rory termina dizendo que a cenas de luta são apenas boas, nada de novo ou original, mas que talvez esse nem seja o foco do filme, que cumpre muito bem tudo o que se propõe. "The Bleeder" pode se tornar uma daquelas interessantes surpresas do Festival de Veneza. O longa não está em competição, mas o nome de Liev chamou muita atenção e o ator entra na corrida para o Oscar. Personagens baseados em fatos reais costumam cair no gosto da Academia e, como dito ali em cima, Liev já é visto com ótimos olhos por causa de seu ótimo desempenho em "Spotlight". Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Ontem Veneza presenciou a estreia do novo filme de Dennis Villeneuve, “A Chegada”. O promissor diretor canadense, que no ano passado fez enorme sucesso com “Sicario: Terra de Ninguém” recebendo três indicações ao Oscar, explora o universo extraterrestre neste drama de ficção científica que traz Amy Adams, Jeremy Renner e Forrest Whitaker nos papéis principais. O longa chamou a atenção no início da temporada pela temática proposta que há muito tempo não é explorada com qualidade por Hollywood: o contato entre humanos e alienígenas. Além da possibilidade de ver Amy entregar um bom personagem e enfim levar sua esperada estatueta da Academia para casa. Veneza parece concordar com as expectativas. Nas telas vemos misteriosas naves espaciais chegar a Terra. Para realizar a possível comunicação, é chamada uma equipe de especialistas em linguística, liderado por Louise Banks (Amy Adams), para estudar e traduzir o “idioma” alien. Neste momento a humanidade está a beira de uma guerra global, o que faz com que Banks e a equipe corra contra o tempo para encontrar as respostas. Quando a encontra, ela descobre algo que pode ameaçar sua vida, e possivelmente a humanidade. A impressionante sequencia de abertura já é o suficiente para deixar todos da plateia perplexos diante do que virá. Ela é filmada em um apertado close-up e em tons quentes, em uma estética visual muito diferente das tomadas largas de cores desbotadas do resto do filme. Como um lembrete da vida antes de uma perda e a vida após. Este é o grande ponto do filme, a expectativa. Villenueve parece um grande maestro em cena, trazendo um incrível poder de harmonizar diversas influencias, é possível você encontrar Malick, Nolan, Shyamalan e Spielberg, para enfim ele deixar o seu estilo. Inclusive é com “Contatos Imediatos de 3º Grau”, de Steven Spielberg, que mais “A Chegada” parece, não só pela temática, mas pela inquietação que ela produz. Esse desconforto, segundo o Indiewire, está na construção estética do filme. “Desde a pontuação metálica da música de Jóhann Jóhannsson e das piscinas negras da fotografia de Bradford Young, passando pela curiosidade feroz de Adams, faz com que cada elemento seja perfeito sozinho, porém é muito melhor em conjunto. Todos eles suportam a corrente de medo e intensidade que se tornou a assinatura de Villeneuve.” O diretor agrega positivamente a sua ousadia, porque o filme poderia cair facilmente no absurdo em seu roteiro, mas consegue manter-se sóbrio e interessante. Escrito por Eric Heisserer, em adaptação de um conto de Ted Chiang, o texto é equilibrado e também responsável em manter o suspense necessário. A solução para a comunicação entre humanos e aliens, sem spoilers, é inteligente e satisfatória para o espectador. Em todo o tempo do filme há um convencional drama prestes a explodir numa guerra, que é aumentada pela paranóia da internet e pelos vídeos do YouTube. Se o roteiro é bom, a direção excelente, a fotografia e a trilha sonora bem trabalhadas, o que há de errado no longa? A pós chegada. O The Guardian afirma que “Inevitavelmente, estes momentos de "contato" são onde o verdadeiro impacto e atmosfera do filme tem que estar. E Villeneuve não decepciona em sequências de estranheza e claustrofobia, embora admita que o filme é mais eficaz antes de a forma física dos alienígenas ser revelada.” Pois é, a chegada em si não é nada impressionante. Como o Variety bem indicou, a reação do público soa como “Hein?”. Todo o mistério e suspense intrigante do início, não é realmente desenvolvido no final. “Você sente que teve um encontro próximo com o que poderia ter sido um filme surpreendente, mas não o contato real.” Por justamente ter alta complexidade e o final ser um grande exercício cerebral, por vezes confuso, o filme recebeu algumas vaias. Todo o destaque de atuação está sobre Amy Adams, habitualmente ótima. Após as vitórias de Julianne Moore e Leonardo DiCaprio nas últimas edições do Oscar, a atriz automaticamente recebeu a famosa alcunha de injustiçada pela Academia, trazendo sobre ela grande torcida para que consiga superar o mais rápido possível. De fato sua carreira é excelente e já poderia ter sido premiada por outros papéis. Este ano ela está em uma corrida dupla, já que além de “A Chegada” está em “Nocturnal Animals”, que também estreara em Veneza. Quanto a sua atuação neste, não há como negar que o outro pilar está sobre ela, sua interpretação está excelente. A personagem de Amy é complexa, cheia de camadas. Junto a sua grande missão de interpretar o “idioma” extraterrestre, paira sobre ela uma tragédia pessoal que traz ainda mais carga dramática sobre suas atitudes. Ao que se percebe, ela está firme na corrida por Melhor Atriz. Por fim, “A Chegada”, mesmo com as vaias, conseguiu manter o hype de expectativas sobre ele e a sua corrida rumo ao Oscar se mantém estável. O responsável por isso sem dúvidas é Dennis Villeneuve, seguramente um cineasta em ascensão e um dos melhores de sua geração. Ele tem o controle sobre a sua história e cria lastro para a sua partida rumo aos reinos do visionário e do sobrenatural. A qualidade apresentada é muito superior aos populares do gênero, como “Independence Day” ou “Distrito 9”, este assemelhasse aos que os grandes diretores já fizeram, mesmo com uma falha aqui outra ali. Ainda ouviremos muito sobre “A Chegada” e Amy Adams na temporada, principalmente quando “Passengers”, outro filme de sci-fi, estrear. Como ainda ouviremos por muitos anos sobre Dennis Villeneuve e sua genialidade. O filme estreia no Brasil no dia 10 de Novembro. Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Uma das estreias mais aguardadas da 73ª edição do Festival de Veneza, “A Luz Entre Oceanos” veio com grande elenco, dramas e opiniões divergentes entre a imprensa presente no evento. “A Luz Entre Oceanos” conta a história de Tom, um soldado da Primeira Guerra Mundial que voltou para casa em busca de uma nova e sossegada vida. Mesmo tendo sobrevivido ao combate, ele se pergunta por que sobreviveu enquanto muitos de seus companheiros de trincheira não. Assim, ele se torna um homem recluso, até que encontra a companhia da jovem Isabel. Juntos, eles se mudam para uma ilha que trará dilemas a serem solucionados por eles e pelo próprio público. O longa é uma adaptação do romance de M.L. Stedman e se assemelha aos sucessos do escritor Nicholas Sparks, que também foi bastante mencionado pelos críticos que assistiram ao filme em primeira mão. Diferente dos romances cheios de paixão e intensidade, “A Luz Entre Oceanos” ganhou um peso dark nas mãos do diretor Derek Cianfrance, que é reconhecido por tornar questões relativamente singelas para o cinema em pontos verdadeiramente crus. A exemplo disso estão as produções “Namorados Para Sempre” e “O Lugar Onde Tudo Termina”. “Há cenas aqui que tornam fraco o filme de TV mais emotivo, parecendo contido em comparação. No entanto, você não pode deixar de admirar a abordagem completa do filme. As tempestades emocionais são de uma velocidade que facilmente se combina com qualquer coisa que Tom veja do posto de seu farol”, comenta o Independent. Assim como todo filme romântico, “A Luz Entre Oceanos” ainda repete fórmulas, como o casal passando por dificuldades e logo encontrando uma luz e novamente sua trajetória sendo colocada em xeque. Além de paisagens que parecem verdadeiros paraísos. “Mas, como em tudo o mais no filme, é tudo superficialmente e artisticamente apresentado, limpo e revestido com polidez; há pouco sentido de rugosidade ou selvageria abaixo da beleza. Nada disso é provável que importe para alguns espectadores, que encontram nas armadilhas - atores lindos, paisagens deslumbrantes e música tocante - o suficiente para deixá-los com olhos mareados. O resto de nós vai guardar nossas lágrimas para outro filme”, completa o The Hollywood Reporter. Com closes e lágrimas garantidos, o talento de Alicia Vikander é um dos destaques para os críticos. Dando vida aos personagens, estão ainda no elenco Michael Fassbender e Rachel Weisz, mais uma vez elogiada por seu papel de coadjuvante. Com indicações e estatuetas no currículo, eles prometem atrair um bom público. “Fassbender é um ator que faz uma excelente agonia reprimida. Mesmo quando ele está apenas sentado, parado e impassível, há um ferimento a sua beleza; ele transmite uma sensação de cicatrizes internas”, comenta a Variety. Apesar do time de atores, a produção não convence a crítica por inteiro. “Permanecendo fiel ao romance, "A Luz Entre Oceanos" de forma constante torna-se uma fábula tensa sobre perdão e vingança que sabota suas melhores intenções, criando muitos plot twists. Mas, ao contrário de um filme desmembrado de um romance de (Nicholas) Sparks, a história continua a ser mais pesada do que uma conversa fiada mecânica”, diz a crítica do NY Times. A veracidade dos personagens e a constante reflexão que o diretor Derek Cianfrance exige de seus espectadores acaba gerando incômodos. Muitas vezes com questões que normalmente estamos seguros. “Esta é uma ode, em widescreen, à beleza da absolvição, contada com tanta constante sinceridade que você não pode evitar, mas quer perdoar suas falhas”, comenta o Indiewire. Assim, mais uma vez, Cianfrance produz uma história que impede o público de decidir se gosta ou não, mas que o tira dentre os favoritos do Festival. Quanto ao Oscar, o filme segue com possibilidades de indicações principalmente nas categorias de atuação e de roteiro adaptado. Giovanni Pini - equipe CETI!
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O Festival de Veneza entra no segundo dia com alguns dos filmes mais importantes da temporada e com outros que podem surpreender! Wim Wenders, no caso, ocupa as duas posições. O diretor não traz um dos filmes mais comentados até então, mas merece ser visto, principalmente quando lembramos de alguns de seus trabalhos anteriores como “Paris, Texas”, “Asas do Desejo” ou, o recente trabalho com o brasileiro Juliano Ribeiro Salgado, “O Sal da Terra”. Wenders estreia em Veneza com “The Beatiful Days of Aranjuez”, que traz no elenco nomes como Reda Kateb, Sophie Semin, Peter Handke e uma participação de Nick Cave. A sinopse é demasiadamente simples: o filme fala sobre um escritor alemão, sentado em sua mesa, e digitando uma conversa entre um homem e uma mulher (ambos franceses e sem nome) que estão um pouco à frente dele, como se o que ele escrevesse já estivesse tomando forma instantaneamente. A conversa desse casal é basicamente sobre tudo: amor, sexo, vida... Escrito por Peter Handke (“Asas do Desejo”) e filmado em 3D, o longa trouxe algumas críticas bem mornas: Rory O’Connor, do The Film Stage, escreve que: “Talvez o artista mais suave a emergir de seus contemporâneos famosos, Wenders tem sido sempre um grande admirador de Yasujiro Ozu (“Bom Dia”, “Era Uma Vez em Tóquio”) e elementos do diretor podem ser visto, principalmente, nos ângulos de câmera que estão sendo usados. Considerando-se que o filme é, em si mesmo, uma tentativa de colocar na tela como um escritor pode visualizar a sua história, o uso de 3D não oferece uma qualidade espacial ou qualquer inovação no processo. No entanto, tais floreios confiantes são breves ou às vezes redundante e acaba por deixar de elevar o diálogo romântico quase constante do texto de Handke. Kateb e Semin (ainda mais) encontram grande alegria e dedicação em seu trabalho, mas como um filme de 97 minutos, apenas conversa simplesmente não consegue sustentar o olhar do espectador”. Deborah Young, do The Hollywood Reporter, escreveu que o filme tem boas ideias, e que foi muito bem adaptado da peça de teatro, mas que são tantos diálogos e tão rápidos, que é preciso ser um bom leitor de legendas para não perder nada. Deborah ainda escreveu: “Talvez não seja surpreendente, e apesar de atores hábeis, um bom trabalho de câmera e escolhas musicais pouco frequentes, o resultado é um cinema de arte rarefeito que terá tanta dificuldade em encontrar uma audiência quanto os dois personagens em encontrar equilíbrio”. Peter Bradshaw, do The Guardian, de 2 estrelas em 5 e começou detonando: “The Beatiful Days of Aranjuez é inerte, irritante e arrogante: auto-consciente, tedioso, com uma teatralidade datada e pesada, utilizando um 3D que não acrescenta nada ao seu maçante jardim francês idealizado nos arredores de Paris. No entanto, ele vem brevemente à vida em um ponto: Nick Cave aparece ao piano, cantando afetuosamente de amor e perda”. “The Beatiful Days of Aranjuez” é um filme de festivais independentes, não deve ter vida longa em premiações e, provavelmente, vai alcançar apenas um público muito limitado. Danilo Teixeira - equipe CETI!
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O conselho da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas votou na noite do dia 30 de agosto quais seriam os homenageados do Oscar desse ano. E os escolhidos para levarem o prêmio honorário foram revelados! Jackie Chan, Anne V. Coates, Lynn Stalmaster e Frederick Wiseman receberão estatuetas do Oscar em reconhecimento por seus trabalhos no cinema! A presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, se pronunciou: "O Prêmio Honorário foi criado para artistas como Jackie Chan, Anne Coates, Lynn Stalmaster e Frederick Wiseman - verdadeiros pioneiros e lendas em seus ofícios. O Conselho tem o orgulho de honrar suas realizações extraordinárias, e estamos ansiosos para comemorar com eles". Depois de fazer sua estreia no cinema com a idade de oito anos, Chan trouxe a sua formação na infância com a Ópera de Pequim para uma carreira internacional distintivo. Ele estrelou - e, por vezes, escreveu, dirigiu e produziu - mais de 30 filmes de artes marciais em sua terra natal, Hong Kong, encantou com sua capacidade atlética deslumbrante, suas cenas de ação inventivas e seu carisma sem limites. Quando lançou "Arrebentando em Nova York", em 1996, começou a alcançar sucesso no mundo todo. Chan é principalmente conhecido com os filmes "A Hora do Rush", "Bater ou Correr", "Karate Kid" e a animação "Kung Fu Panda". Nascida na Inglaterra, Coates teve de batalhar muito até conseguir chefiar a equipe de edição de David Lean com o longa "Lawrence da Arábia" - e ganhar seu primeiro Oscar. Em seus mais de 60 anos como editora, Coates tem trabalhado lado a lado com diretores consagrados e dentro dos mais variados estilos, incluindo Sidney Lumet ("Assassinato no Expresso do Oriente"), Richard Attenborough ("Chaplin") e Steven Soderbergh ("Erin Brockovich"). Ela também recebeu mais quatro indicações ao Oscar pelos filmes "Becket", "O Homem Elefante", "Na linha de Fogo" e "Irresistível Paixão". Stalmaster começou a trabalhar em meados dos anos 1950 e se tornou um dos diretores de elenco mais famosos da industria. Ao longo das próximas cinco décadas, ele aplicou seu talento para mais de 200 filmes, incluindo clássicos como "O Vento Será Tua Herança", "No Calor da Noite", "A Primeira Noite de Um Homem", "Um Violinista no Telhado" e "Tootsie". Stalmaster trabalhou com vários diretores como Stanley Kramer, Robert Wise, Hal Ashby, Norman Jewison e Sydney Pollack, e tem sido fundamental para as carreiras de atores famosos como Jon Voight, Richard Dreyfuss, Scott Wilson, Jill Clayburgh, Christopher Reeve e John Travolta. A partir de sua base em Cambridge, Massachusetts, Wiseman fez um filme em quase todos os anos desde 1967, iluminando vidas no contexto de instituições sociais, culturais e governamentais. Seu primeiro documentário, "Titicut Follies", foi uma sensação, que falava sobre o Hospital Estadual de Bridgewater para criminosos insanos. O filme estabeleceu um estilo de narrativa discreto e observacional, que identificou fortemente sua obra, que encontra alguns filmes mais corajosos ("Law and Order", "Habitação Pública", "Violência Doméstica") e outros mais grandiosos ("La Danse - o Ballet da Ópera de Paris", "Galeria Nacional", "In Jackson Heights"). O Prêmio Honorário - é uma estatueta do Oscar - dada "para honrar a distinção extraordinária na realização da vida, contribuições excepcionais para o estado das artes cinematográficas e ciências, ou para um serviço excepcional para a Academia". A cerimônia de entrega acontecerá no Governors Awards, no dia 12 de novembro. Já a cerimônia do Oscar está marcada para o dia 26 de fevereiro e você pode acompanhar a cobertura completa com a gente! Danilo Teixeira - equipe CETI!
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A 73ª edição do Festival de Veneza acaba de começar, e em estilo de clássico. O primeiro filme da competição a ser exibido foi “La La Land”, o novo musical do diretor Damien Chazelle ("Whiplash") estrelado por Emma Stone e Ryan Gosling. O longa já chegou elevando as expectativas dos críticos e encantando-os com uma Los Angeles doce e inocente. “La La Land” conta a história dos jovens Sebastian e Mia. Ele é um aficionado por jazz e procura uma chance de surgir na cena musical americana. Ela, uma garota em busca do seu grande papel como atriz. Apesar dos desencontros, o romance dos dois logo desponta e é contado com muita música. Ao que parece na sinopse, “La La Land” tinha tudo para ser mais uma comédia-romântica musical, bem água com açúcar. No entanto, dois grandes nomes das últimas edições do Oscar se encontraram e transformaram esta trama em uma promessa digna de ser comparada a outras icônicas produções, como “Todos Dizem Eu Te Amo” do diretor Woody Allen, “Fame” de Allan Parker e “Cantando na Chuva” de Stanley Donen. “A sensibilidade do diretor está para um clássico, mas, para todos os efeitos, descartar esse gênero é instintivo e intenso; ele realmente sabe como encenar e filmar dança e movimento lírico, a transição suave do convencional para cenas musicais, para transformar ambientes naturais em cenários de fantasia sedutora e inspirar vida nova em que muitos considerariam clichês”, escrevem os críticos do The Hollywood Reporter. Para dar cor ao seu novo musical e criar cenas cheias de nuances e emoções, o diretor Damien Chazelle chamou Linus Sandgren ("Trapaça") para ser seu Diretor de Fotografia. Assim, “La La Land”, mesmo ambientado na L.A atual, carrega consigo um visual retrô e tem um ambiente perfeito para dois personagens sonhadores apaixonados. “La La Land quer lembrar-nos de como podem ser bonitos os sonhos esquecidos dos velhos tempos - estes feitos de nada mais do que rostos, música, romance e movimento. Ele tem seu foco nas estrelas, e em pouco mais de duas maravilhosas horas ele também te leva lá”, complementa a análise do Telegraph. Além da fotografia marcante, a química dos atores é outro ponto que ganhou destaque na imprensa internacional. Ryan Gosling e Emma Stone já trabalharam juntos em “Caça aos Gangsteres” e “Amor a Toda Prova”, mas dessa vez se superaram e construíram um amor convincente para o público de “La La Land”. “Mesmo quando a orquestra não é evidente, há muito para desfrutar aqui. A química poderosa de Gosling e Stone é tão palpável como foi em "Amor a Toda Prova" - eles eram o único ponto de venda desse filme - e cada um deles transmite o amor de seu personagem pelas artes e a vontade de sucesso”, destaca o The Wrap. No início, e mesmo nos trailers, as vozes de Gosling e Stone podem soar estranhas, porém com o desenrolar do filme elas se provam naturais. “Stone se encaixa lindamente no papel: algo na hesitação e até mesmo a fragilidade de sua voz cantando é apenas certo. Ambos os atores também são dançarinos muito realizados dentro de uma sagacidade limitada”, nota o The Guardian. Ambos os atores não são cantores, nem dançarinos ou músicos, mas a dedicação para com estes papeis foi tanta que o resultado não poderia ser outro senão o sucesso de toda a equipe a frente e atrás das câmeras. “É o musical mais audacioso das grandes telas em um longo tempo, e - ironia das ironias - isso é porque ele é o mais tradicional”, critica a Variety. Com isso e mais as 5 estrelas dadas pela imprensa no Festival de Veneza, “La La Land” surge como uma aposta às indicações ao Oscar 2017. Damien Chazelle parece ter repetido o sucesso de seu filme anterior e não será nenhuma surpresa se conquistar diversas indicações técnicas outra vez! Por fim, é muito legal ver um diretor tão original se despontando em Hollywood! Outra temporada de sucesso nas premiações seria mais do que merecido. Giovanna Pini - equipe CETI!
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