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o Com data certa para estrear em grande estilo no Festival de Nova York, o novo longa de Mike Mills, "20th Century Women", teve seu primeiro trailer divulgado. O diretor foi o responsável pelo filme elogiado "Toda Forma de Amor" em 2010, que teve o veterano ator Christopher Plummer vencedor do Oscar na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. O longa narra a história de três mulheres que exploram o amor e a liberdade no sul da Califórnia durante o final dos anos 1970. Annete Bening, que soma quatro indicações ao Oscar, interpreta uma mãe cinquentona que está apenas tentando viver bem junto de seu filho adolescente. Para ajudá-la a criar o garoto dentro de um estilo de vida de amor e liberdade, ela conta com a ajuda de duas vizinhas: Abbie (Greta Gerwig) e Julie (Elle Fanning), uma adolescente experiente e provocante. Cotado para as principais categorias no Oscar, o filme além da exibição no Festival de Nova York terá estreia limitada nos cinemas americanos no Natal. Confira o belo trailer: Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Depois de encantar a Broadway e ganhar o prêmio Tony de melhor ator, Denzel Washington dirige e protagoniza ao lado de Viola Davis, que também ganhou o prêmio de melhor atriz, o drama "Fences". Muito aguardado, o filme promete emocionar a plateia com a adaptação da obra vencedora do prêmio Pulitzer escrita por August Wilson, que também assina a versão cinematográfica. O longa conta sobre um pai afro-americano que luta contra as tensões raciais nos Estados Unidos enquanto tenta criar sua família na década de 1950, procurando encontrar a paz em meio aos acontecimentos de sua vida. A polêmica sobre o #oscarsowhite ainda reverbera por Hollywood, fazendo com que muitos acreditem que "Fences" é a melhor resposta produzida a toda esta questão, não somente pela trama, mas também por terem em seus protagonistas dois porta vozes respeitados das causas raciais. Além do fato do escritor August Wilson insistir que a adaptação cinematográfica da peça fosse dirigida por um afro-americano. "Fences" estreia no Natal, dia 25 de Dezembro nos EUA. Além de Denzel e Viola, no elenco ainda estão Jovan Adepo, Mykelti Williamson, Saniyya Sidney e Russell Hornsby. Grande promessa para diversas categorias no Oscar. Confira o trailer: Juliana Leão - Equipe CETI!
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Esta na hora de atualizar nossa lista de países que já formalizaram seus representantes na busca pela indicação na categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2017. Já estamos para mais de 40 países, contudo essa lista ainda tem muito o que aumentar, não chegamos nem na metade. Da grande polêmica vinda da Tailândia ao irônico "documentário" esloveno, passando pelo poderoso drama russo e pela presença da estrela argentina/espanhola Cecília Roth no filme uruguaio. Do México, o clã Cuarón aposta em Gael García Bernal junto ao ator americano Jeffrey Dean Morgan e sem tiramos a atenção da Dinamarca e Islândia, que apresentam dois filmes bem interessantes. Confira a lista! México
Tailândia
Uruguai
República Checa
Vietnã
Panamá
Eslovênia
Singapura
Grécia
Islândia
Dinamarca
Peru
Albânia
Rússia
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Preparem-se para serem enviados novamente ao espaço, pois saiu o primeiro trailer oficial de "Passengers" novo filme da Sony dirigido por Morten Tyldum, que traz um elenco notável composto por Jennifer Lawrence, Chris Pratt, Michael Sheen, Laurence Fishburne e Andy Garcia. Lawrence e Pratt são Aurora e Jim, dois passageiros a bordo de uma nave espacial que os transportam para uma nova vida em outro planeta muito distante da Terra. A viagem toma um rumo mortal quando as suas capsulas de hibernação misteriosamente os acorda 90 anos antes que eles cheguem ao seu destino. As ficções científicas espaciais sempre foi um gênero de sucesso em Hollywood, ora produzindo com qualidade, ora não, mas sempre populares. Nos últimos anos vimos o êxito de "Gravidade" (2013), "Interestelar" (2014) e "Perdido em Marte" (2015). Para esta edição do Oscar chama a atenção principalmente nas categorias técnicas, além de seu elenco e diretor. Pode até acontecer uma vaguinha em Melhor Filme. Jennifer Lawrence já tem sua estatueta de Melhor Atriz e está atrás da segunda e Pratt tem a oportunidade de fazer toda a sua popularidade virar prêmios. Confira o trailer: Juliana Leão - Equipe CETI!
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E chegamos ao fim! O último dia do Festival de Toronto 2016 revelou os vencedores e confirmou o que muitos já vinham apostando: "La La Land" é um dos favoritos do Oscar 2017! "La La Land" ganhou o principal prêmio do festival, o People’s Choice Award - Melhor Filme, que é dado ao longa-metragem com as classificações mais elevadas por meio de votações populares. Ou seja, os espectadores são extremamente importantes para a existência do TIFF. O longa dirigido por Damien Chazelle teve uma ótima recepção em sua estreia - depois de ser ovacionado na abertura de Veneza - e tem mantido uma sequência impecável de excelentes críticas, e confirmou que estará lutando pelo Oscar 2017 de Melhor Filme - um crescente boato que se mantém. Além disso, depois de vencer como Melhor Atriz em Veneza, Emma Stone cada vez mais se mostra uma aposta certeira para o Oscar também! Essa vitória significa muito para a produção, pois ano passado o vencedor desse mesmo prêmio foi "O Quarto de Jack", que foi indicado a Melhor Filme do Oscar 2016 e, inclusive, deu para Brie Larson todos os prêmios de Melhor Atriz que ela tinha direito. No ano de 2014, "O Jogo da Imitação" também levou o principal prêmio do TIFF e esteve entre os indicados à Melhor Filme no Oscar. Nas 36 vezes em que foi dado o prêmio People’s Choice Award, ocorreu de 14 premiados também serem indicados ao Oscar de Melhor Filme, e cinco serem igualmente vitoriosos em Toronto e na principal categoria do Oscar: Carruagens de Fogo (1981); Beleza Americana(1999); Quem Quer Ser um Milionário? (2008), O Discurso do Rei (2010) e 12 Anos de Escravidão (2013). Além disso, no ano passado, de todas a exibições feitas em Toronto, houve quatro longas que passaram por TIFF e conseguiram ser nomeados a Melhor Filme - e tiveram uma ótima corrida até estatuetas: "O Quarto de Jack", "Brooklyn", "Perdido em Marte" e o vencedor do Oscar de Melhor Filme "Spotligh". Outro dado interessante é que das performances vindas dos filmes exibidos em Toronto, 9 foram nomeadas em Melhor Ator, Atriz, Ator Coad. e Atriz Coad. ou seja, metade dos indicados em atuações saíram primeiro no Festival! Só lembrando que "La La Land" faz uma homenagem à Hollywood clássica em forma de musical, com Emma Stone e Ryan Gosling, o filme conta a história de um pianista de jazz e de uma jovem aspirante a atriz que se apaixonam e tentam reconciliar o romance com as dificuldades de perseguir os sonhos. Confira abaixo os outros vencedores do festival: Escolha do Público para Melhor Filme: “La La Land,” Damien Chazelle Escolha do Público para Melhor Documentário: “I Am Not Your Negro,” Raoul Peck Escolha do Público (sessão midnight madness): “Free Fire,” Ben Wheatley Prêmio Plataforma: “Jackie,” Pablo Larrian Prêmio Plataforma Especial: “Hema Hema: Sing Me a Song While I Wait,” Khyentse Norbu Melhor Filme Canadense: “Those Who Make Revolution Halfway Only Dig Their Own Graves,” Mathieu Denis and Simon Lavoie Melhor Primeiro Filme de um Diretor Canadense: “Old Stone,” Johnny Ma Prêmio FIPRESCI Apresentação Especial: “I Am Not Madame Bovary,” Feng Xiaogang Prêmio FIPRESCI Descoberta: “Kati Kati,” Mbithi Masya Prêmio Dropbox Programa de Descoberta de Cineastas: “Jeffrey,” Yanillys Perez Prêmio NETPAC: “In Between,” Maysaloun Hamoud Melhor Curta Metragem: “Imago,” Ribay Gutierrez Melhor Curta Metragem Canadense: “Mutants,” Alexandre Dostie Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Na manhã de 15 de julho de 1974 acontecia um dos episódios mais chocantes da televisão americana: a jornalista Christine Chubbuck saiu de casa com uma arma na mão e decidida a se matar ao vivo e em rede nacional. Essa é a história do longa "Christine", dirigido por Antonio Campos, protagonizado por Rebecca Hall e com o ator Michael C. Hall. O filme conquistou Sundance no começo do ano e, demonstrando toda sua força, está nessa semana também em Toronto! O episódio até hoje choca milhares de pessoas que vivenciaram o acontecido. Pelo menos a televisão destruiu todas as cópias e é impossível encontrar qualquer vestígio de vídeo pela internet. Sendo assim, a equipe do longa fez um minucioso estudo para tentar compreender o que houve naquele 15 de julho, o que só deixa o trabalho de Rebecca ainda mais fascinante. Confira o trailer: Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Uma história difícil de ser compreendida, porém fácil de ser associada ao nome de seu diretor. “Salt and Fire”, o novo filme de Werner Herzog, foi classificado pela crítica como um filme mediano com personalidade, apesar de ter poucos elementos que o salvem. O longa conta a história de cientistas, interpretados por Veronica Ferres e Gael García Bernal, que viajam para a Bolívia investigar um vulcão prestes a entrar em erupção. Mas, ao chegar ao local eles são sequestrados por um homem com intenções duvidosas, personagem de Michael Shannon. “Este é o primeiro filme narrativo Herzog tem feito desde "Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans", para mostrar que ele ainda tem histórias de sua autoria para contar, e o ato final é uma das mais fortes sequências sustentadas no cinema que fora trabalhada por ele há algum tempo”, comenta a Slant Magazine. Herzog é conhecido por construir documentários dúbios para o público. Ele pede que seu espectador reflita sobre o que está assistindo e em seu ponto de vista isso exige personagens vivenciando situações extremas, mais do que nunca exige realidade. Esse mesmo perfil de trabalho se estende para a ficção e o diretor consagrou-se sendo artístico. Ele tentou trazer isso para “Salt and Fire”. O resultado foram personagens com falas mal entonadas e frases malucas. A crítica ainda aproveitou do deslize para mencionar que os atores sequer tinham se preparado para o papel. “Ferres não é uma má atriz, mas Herzog faz nenhum favor por tê-la entregando-se assim de todo coração a um script que possui sequer uma centelha de nuance para ajudar a fundamentar a sua jornada. Shannon fica ainda pior, selado com reflexões arejadas que somente alguém como Herzog, com seu ritmo frequentemente imitado, pode vender”, critica o The Guardian. Bizarrices a parte, “Salt and Fire” tem espaço para cenas com fotografia espetacular, comparada a de “Encounters at the End of the World”. A execução mais uma vez veio da parceria entre o diretor alemão e o fotógrafo Peter Zeitlinger. “Muito sobre "Salt and Fire" parece quase concebido para provocar os olhos, até a antipatia estranha de Herzog para as estatísticas e os "instrumentos científicos" como forma de mapear a nossa desgraça ambiental. Mas seu imaginário das salinas é assombroso, e as conversas entre Riley e Somefeld são verdadeiramente esclarecedoras, no entanto desajeitadamente faladas”, salienta o The Playlist. A atuação ou a concepção dos personagens desta produção foi o maior erro que Werner Herzog cometeu. Ainda assim alguns críticos do Festival de Toronto conseguiram extrair boas coisas de “Salt and Fire”. “Embora, em geral, “Salt and Fire” possa parece como um tipo de piada, corresponde suficientemente a uma genuína sensibilidade idiossincrática para ser registrada o suficiente como uma busca genuína por algo novo”, comenta o The Film Stage. Algo estranho, algo diferente. “Salt and Fire” passou pelo TIFF como uma grande interrogação e de tão autoral que foi, dificilmente chegará à lista de uma grande premiação. Giovanna Pini - equipe CETI!
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"Nocturnal Animals", de Tom Ford, acabou se tornando uma das promessas mais garantidas para o Oscar 2017! Depois de uma estreia sensacional em Veneza, o filme saiu do festival com burburinhos que diziam que esse era o filme do ano! Com um elenco que conta com Jake Gyllenhaal, Amy Adams, Isla Fischer, Michael Shannon e Armie Hammer. O longa recebeu em Veneza o Grande Prêmio do Júri e deixou todo mundo boquiaberto, afinal, esse é apenas o segundo filme na carreira de Tom Ford! Então, sem mais delongas, confira o teaser trailer: Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Dirigido por John Madden, "Miss Sloane" coloca Jessica Chastain no papel de Elizabeth Sloane, poderosa estrategista política que arrisca sua carreira a fim de passar com sucesso uma emenda com leis de controle de armas mais rígidas. O longa, que ainda conta com Mark Strong e Gugu Mbatha-Raw, teve divulgado nessa semana um primeiro teaser trailer e dois posteres que você pode ver abaixo: Confirmando as chances de Chastain, o longa chega aos cinemas em dezembro, utilizando aquela velha estratégia de lançar os filmes o mais próximo possível da votação, para ainda estarem mais fortes na memória dos membros da Academia. Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Para fechar a lista dos países que já apresentaram seu representantes pela vaga na categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar, filmes de todos os cantos do mundo. A grande maioria deles com participações em relevantes festivais e diretores aclamados assinando as obras. Enquanto uns procuram a sua primeira indicação, outros estão na corrida para somar mais uma estatueta para casa. Abaixo temos desde dramédia saudita a longas que abordam os terrores da guerra, passando pelo sonho de conhecer o jogador de futebol Cristiano Ronaldo, além do poderoso filme escolhido pelo Chile que traz mais um capítulo da vida de Pablo Neruda e tem Gael García Bernal em um de seus papéis principais. Você encontra toda a lista em duas partes: Parte 1 e Parte 2. Áustria
Colômbia
Suécia
Iraque
Lituânia
Nova Zelândia
Argélia
Portugal
Geórgia
Arábia Saudita
Chile
Filipinas
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Às vezes acontece de algum filme sobre desastre ambiental chamar a atenção da Academia. Foi o que aconteceu com Naomi Watts em 2013, ao ser indicada como Melhor Atriz pelo longa "O Impossível". Para filmes assim realmente darem certo, além de atuações realmente boas, a parte técnica precisa ser realmente impecável, por isso que todos os anos algum filme nesse estilo é lançado, mas muito raramente algum se destaca. Curiosamente, o novo de longa de Peter Berg, já parece estar chamando atenção, principalmente por estar fazendo sua estreia em grande estilo no Festival de Toronto. "Horizonte Profundo" é baseado em fatos reais e se passa no Golfo do México, na plataforma de perfuração marítima Deepwater Horizon. Diante de um dos piores vazamentos de petróleo na história dos EUA, Mike Williams (Mark Wahlberg) e os demais trabalhadores embarcados lutam para escapar com vida do terrível acidente. Wahlberg e Peter estão repetindo uma parceria que deu certo em 2013, ao lançarem um dos filmes de ação mais elogiados do ano, "O Grande Herói". Além de Wahlberg, um bom elenco foi reunido: Kate Hudson, Kurt Russell, Dyle O'Brien e John Malkovich. O The Guardian deu 4 estrelas em 5: "Não há como negar a natureza angustiante da história que esta sendo contada, mas Berg é admiravelmente e, estranhamente, contido. A dinâmica da família de Wahlberg é muito bem construida, e somos poupados de alguns dos momentos mais clichês que geralmente se espera neste tipo de filme. Não há nenhum apelo emocional, ou longas despedidas quando ele parte para a plataforma. E uma vez que estamos no mar, o diálogo é conciso, tenso e muitas vezes fornece termos técnicos claramente. Quando todo o inferno quebra solto, Berg encena a ação terrivelmente bem, capturando o pânico e o caos horrível sem soar forçado. É espetacularmente construído, no entanto, que não esquecem que vidas estão sendo perdidas, garantindo que, apesar de caracterização fina, o impacto é sentido". O The Hollywood Reporter elogiou a parte técnica do filme, dizendo que o fato do diretor realmente ter construído parte da plataforma - não apostando tudo em CGI - dão bastante realismo para a trama. O site ainda diz que esse longa, mesmo que um pouco romantizado, pode ser considerado uma interpretação realista desse desastre no Golfo do México. O site Standart deu 3 estrelas em 5 e elogiou o elenco, muito bem escolhido e disse que é interessante o quanto o filme busca explicações sobre o que pode ter dado errado. Variety também se mostrou empolgada: "Nós todos sabemos que 11 homens perderam suas vidas no acidente, e que o vazamento de petróleo que se seguiu tornou-se um piores desastres ecológicos de todos os tempos. Acontece que Peter Berg apresenta a ação como se todos na platéia fossem um engenheiro, a emoção é inegável. Para um filme em que você pode não entender o que está acontecendo por 75% do tempo, "Horizonte Profundo" é extremamente emocionante - e pode muito bem se tornar um sucesso de bilheteria da temporada". Ainda completou: "Em meio a tanta confusão estilística, é difícil decidir se Berg deve ser elogiado por realizar um evento tão complexo logisticamente (certamente o diretor de efeitos visuais, Craig Hammack, merece nossos aplausos) ou ridicularizados por torná-lo tão impossível de seguir. E, no entanto, o impacto é inegavelmente visceral". "Horizonte Profundo" conquistou a crítica. Não atoa o filme já era uma aposta dos especialistas para a temporada em alguns prêmios técnicos. Vamos aguardar. Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Fazendo sua única estreia em festivais até agora, o drama “Denial” chega ao Festival de Toronto e decepciona boa parte da crítica presente no evento. O longa que conta com grande elenco, diretor e roteirista era uma grande aposta, mas não passou de uma simples produção. “Denial” é uma adaptação do livro que conta a disputa judicial entre a historiadora Deborah Lipstadt e o escritor David Irving sobre a veracidade das histórias conhecidas e estudadas por ela sobre o Holocausto. Interpretando os personagens principais da trama estão os atores Rachel Weisz e Timothy Spall. Para incorporar a historiadora, Weisz focou seu desenvolvimento na mudança de sotaques. Ela, que é do Reino Unido, adotou os costumes linguísticos do bairro Queens, de Nova Iorque, e recebeu elogios unânimes de toda a imprensa. “Rachel Weisz, que pode ser uma grande atriz, interpreta Lipstadt em cachos laranja-avermelhados que pendem em ambos os lados de seu rosto como uma tenda, e ela fala em um sotaque estridente do Queens que, quando você o ouve, soa autêntica suficiente, mas seu tom de voz nunca varia. Seu desempenho raramente se movimenta com a qualidade de ser um exercício de atuação”, comenta a Variety. Recentemente a atriz também participou do filme “A Luz Entre Oceanos”, no qual desempenha um papel coadjuvante que foi bem comentado no Festival de Veneza, como normalmente acontece com seus trabalhos deste tipo. Porém, a história virou ao ter nas mãos um papel que não alcançou a expectativa dos críticos. Ao contrário dela, o ator Timothy Spall foi elogiado em Toronto. “Timothy Spall dá outro notável desempenho como Irving, o rosto enrugado, mas ainda mantendo um desafio arrogante contra o mundo”, ressalta o site britânico Standard. Assim como ele, o elenco de coadjuvantes formado por Andrew Scott e Tom Wilkinson recebeu bons comentários da imprensa, de acordo com ela, eles têm uma presença tão boa que a ausência de Weisz na tela nem é sentida. Entretanto, a vontade de ver um grande filme sobre um grande acontecimento na história da humanidade também se estendeu para o roteiro. O roteirista duas vezes indicado ao Oscar, David Hare ('O Leitor' e 'As Horas'), adaptou com “Denial” uma trama que se perde conforme o julgamento vem à tona. “[...] o filme parece determinado a sair do caminho do seu argumento. A escrita de Hare é igualmente simples, e até mesmo começa a beirar um antidrama conforme o julgamento constrói o seu veredicto”, comenta o Indiewire. No fim das contas nem o diretor Mick Jackson (O Guarda-Costas) se salvou das críticas negativas e “Denial” pode estar oficialmente fora das indicações ao Oscar. “Apesar de seu pedigree - com um elenco de alto nível e um roteiro de David Hare - este drama sobre o processo por difamação da vida real, envolvendo historiador o David Irving, nunca vem à vida”, analisa o The Guardian. Apesar dos comentários da imprensa girarem em torno de pontos fracos, mesmo com eles o filme chegou a receber quatro estrelas (de cinco) de alguns veículos. Assim, podemos imaginar uma produção que não fez mais do que o “feijão com arroz” e quando tudo o que ele fez foi direcionar o público para um mega filme, isto não foi o suficiente. Giovanna Pini - equipe CETI!
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A cada dia a corrida pelo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro pode mudar, ou acrescentar. De ontem para hoje novos países, além do Brasil, divulgaram seus representantes por uma vaga na categoria. Para podermos divulgar todos para vocês, precisaremos dividir a lista em uma terceira parte que entrará amanhã. Hoje há a sensibilidade japonesa, filmes de guerra, catástrofe ambiental, mais uma aposta na abordagem dos impactos do Estado Islâmico nos países árabes e do Oriente Médio, além da escolha da Alemanha por um de seus filmes mais populares e elogiados dos últimos tempos. Confira abaixo! Japão
Armênia
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Em um ano com "O Bom Gigante Amigo" e "Meu Amigo, O Dragão", Juan Antonio Bayona chega em Toronto com a difícil missão de soar parecido, mas ser diferente! Seu filme é "Sete Minutos Depois da Meia-Noite", que fala sobre Conor, um garoto de 13 anos de idade, com muitos problemas na vida. Seu pai é muito ausente, a mãe sofre um um câncer em fase terminal, a avó é uma megera, e ele é maltratado na escola pelos colegas. No entanto, todas as noites Conor tem o mesmo sonho, com uma gigantesca árvore que decide contar histórias para ele, em troca de escutar as histórias do garoto. Embora as conversas com a árvore tenham consequências negativas na vida real, elas ajudam Conor a escapar das dificuldades através do mundo da fantasia. Entendem? Uma criança com dificuldades e um misterioso amigo gigantesco. A concorrência está grande esse ano. O filme conta com um bom elenco: Liam Neeson, Felicity Jones, Sigourney Weaver, Geraldine Chaplin e Lewis MacDougall. As comparações são inevitáveis, como o The Guardian fez ao dar 3 estrelas em 5: "elegante adaptação do romance para crianças, o longa de Bayona é muito mais envolvente e maravilhoso do que "O Bom Gigante Amigo" de Spielberg, que não conseguiu conquistar o público neste verão - mas fica aquém de alcançar o poder suave e atrativo de "Meu Amigo, O Dragão", de David Lowery . Em última análise, ele tenta um pouco demais fazer o público chorar". O The Guardian ainda lamenta que o tom de terror tenha sido deixado de lado rapidamente, porque o começo do filme é bem mais interessante do que o resto dele. O site The Wrap parece ter gostado um pouco mais, fazendo comparações mais animadoras: "Uma parte "O Bom Gigante Amigo", uma parte "O Labirinto do Fauno", o longa nem sempre funciona, mas fornece diversos momentos tocantes e um gigante memorável no cinema". Sobre Liam Neeson o The Wrap escreveu: "não conseguimos reconhece-lo, igual foi com Rylance no filme de Spielberg, mas isso não é um problema. O desenho do monstro é ótimo e nota-se que esse é um filme feito com coração, talento e imaginação". Já a Variety já começou elogiando Liam Neeson, dizendo que sua dublagem é magnifica! Mas, depois lançou uma previsão meio decepcionante: "Sete Minutos Depois da Meia-Noite" irá juntar-se a uma longa lista de trágicas decepções de bilheteria (dos quais "O Gigante de Ferro" é provavelmente a analogia mais próxima) que são acolhidos como clássicos cult por tais conhecedores de fantasias de anos atrás". "Sete Minutos Depois da Meia-Noite" pode conseguir algum espaço na acirrada categoria de Efeitos Visuais, ou em outras técnicas, filmes infantis ainda enfrentam algumas dificuldades dentro da Academia, uma das poucas exceções foi "Hugo" de Scorsese, que foi um sucesso absoluto de crítica. "Sete Minutos Depois da Meia-Noite" é bom, mas não tanto. Danilo Teixeira - equipe CETI!
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13/9/2016 Festival de Toronto 2016: Rosamund Pike e David Oyelowo conquistam a crítica com "A United Kingdom"!A diretora Amma Asante estreou essa semana em Toronto com grande estilo. O aguardado "A United Kingdom" promete ser um nome importante da temporada, começando pela dupla de protagonistas: Rosamund Pike e David Oyelowo, dois nomes que estiveram cotados para o Oscar em edições recentes, e que ainda chamam a atenção da Academia! O longa, baseado em fatos reais, acompanha a vida de Seretse Khama, príncipe herdeiro de um clã em Botswana que causou polêmica ao se casar com a britânica Ruth Williams no final dos anos 1940. Enquanto luta para que seu amor seja aceito pelo povo e pelos familiares, o casal ainda precisa lidar com as consequências do Apartheid. O elenco ainda conta com Tom Felton, Jack Davenport e Laura Carmichael. Peter Bradshaw, do The Guardian, descreveu muito bem a força do filme: "Um estranho e vergonhoso capítulo da história é contado por Amma Asante, nesse drama sincero e forte". Peter, deu 4 estrelas em 5 e elogiou muito bem a dupla: "Oyelowo traz para o papel algo da mesma quietude e equilíbrio que ele mostrou como Martin Luther King, mas, neste contexto, significa algo um pouco diferente. Em frente a uma mulher com quem ele está apaixonado, sua reticência é mais humana, mais obviamente romântica. Quanto Pike, ela sempre está a altura dele, mesmo com a personagem não sendo da família real e ficando óbvio tanto desconforto, Rosamund está segura em tudo o que faz". O IndieWire fez coro à boa crítica do The Guardian: "O filme de Asante, ao contrário de outras histórias de amor "tradicionais" de Hollywood, não está interessado nas alegrias de se apaixonar, mas sim na capacidade de permanecer no amor mesmo de encontro às probabilidades de partir o coração. O resultado é forte, retratando um dos momentos mais marcantes da sociedade moderna, sustentado por maquinações políticas que permanecem ainda relevantes". Já a Variety entregou a crítica mais negativa: "Amma Asante trata a história de amor como um filme de princesa da Disney, reduzindo o drama a uma série de desacordos educados entre o casal e soa como um monte de vilões caricatos, qualquer um que opõe a união. Tudo bem, é uma importante lição histórica - coincidentemente chegando aos cinemas quase ao mesmo tempo que "Loving" - mas é difícil alcançar qualquer público que já não tenha interesse na história; infelizmente o longa não tem atrativos para tanto". "Para colocar corretamente um romance em perigo, é preciso primeiro convencer-nos de que ele existe, e enquanto nós testemunhamos o primeiro encontro entre Seretse (David Oyelowo) e Ruth (Rosamund Pike) cujos olhos se encontram em toda a sala, há pouco para sugerir que o que eles compartilham é especial. Quando ela o vê pela primeira vez, sentado em uma cadeira de couro como uma espécie de cowboy com excesso de confiança, enfaticamente debatendo política com seus amigos. Ruth, por outro lado, é bastante agradável de se olhar, a beleza de porcelana cujas sobrancelhas arqueadas parecem sempre gravadas em uma expressão de surpresa, mas ela não oferece muito no departamento de personalidade, mesmo assim, adoramos ela". Escreveu a Variety sobre os atores. "A United Kingdom" está um pouco distante na corrida para o Oscar, talvez o tempo ajude o filme a alavancar na temporada, mas por hora parece que outros longas estão mais certeiros, principalmente "Loving", que leva a mesma temática e conquistou bem mais a imprensa. Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Depois da divulgação do representante brasileiro para a corrida pela estatueta do Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, está na hora do CETI! atualizar a lista dos países que já escolheram seus eleitos na disputa. Como a quantidade é grande, faremos em duas partes. A primeira vocês conhecem agora e a segunda amanhã. Das cores de Almodóvar pela Espanha a nova aposta da Hungria, última vencedora por "Filho de Saul", passando por temas importantes no Egito e Líbano. Além da sensibilidade do Nepal e do duro drama holandês. A diversidade faz desta categoria ser uma das mais agitadas e esperadas do ano. Depois de uma temporada passada sem surpresas, agora temos uma concorrência aberta e franca. Confira! Hungria
Coréia do Sul
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O consagrado diretor Oliver Stone entra em Toronto com o filme que promete carregar uma das maiores polêmicas da temporada! "Snowden" conta a história de Edward Snowden, ex-funcionário da CIA que divulgou para a imprensa uma série de documentos sigilosos da Agência de Segurança Nacional dos EUA que comprovaram atos de espionagem do governo norte-americano. O longa é protagonizado por Joseph Gordon-Levitt e ainda conta com Shailene Woodley, Melissa Leo, Nicolas Cage e Rhys Ifans. As expectativas são enormes, principalmente por, como disse a Variety, "Oliver Stone não fazer um filme digno de Oliver Stone há mais de 20 anos". Vários filmes dele estiveram por aí, alcançaram um público, fizeram algum dinheiro, mas nada que realmente parecesse ter algum propósito. Mas, para a alegria dos fãs, a Variety escreve: "Mas o exílio de pedra no deserto de irrelevância acabou de terminar. "Snowden" não é apenas o trabalho mais emocionante do diretor desde "Nixon" (1995) - é o drama político mais importante feito por um cineasta norte-americano nos últimos anos. "Snowden" não é uma propaganda esquerdista-conspiradora (embora alguns acusem de ser), é um docudrama processual fascinante que leva um mergulho profundo sobre o que a vigilância se tornou". Os elogios também couberam para Joseph: "Gordon-Levitt faz uma representação meticulosa de Snowden: calculado e impecável, sua articulação, é como alguém tentando sempre encontrar sentido em tudo. Ele é, certamente, um geek, mas com um qualificador importante: ele é frio - livre de qualquer ansiedade visível (ou raiva)". O The Wrap já foi um pouco mais contido em seus elogios: "Gordon-Levitt dá, pelo projeto, uma performance boa como Snowden, mas ele é um dos poucos personagens que tem permissão para ter algum sombreamento ou maiores profundidades; quase toda a gente na tela é cercado por sua função da trama, reduzindo-os, assim, a um ou dois traços de personalidade". Já IndieWire disse que o filme pode ser meio inconstante, o que combina com a crítica do The Guardian, que deu apenas 2 estrelas em 5. Pelo menos ambos os veículos concordaram que a atuação de Joseph é um dos grandes pontos do filme. O fato é que "Snowden" é um filme delicado. O próprio Edward Snowden divide opiniões sobre suas ações, sendo chamado de herói ou de inimigo da América. Então era muito esperado que o longa fizesse o mesmo. De qualquer forma, é realmente bom voltar a termos um Oliver Stone mais dedicado no cinema! Quanto ao Oscar, Joseph pode acabar levando uma vaga, e quem sabe Stone seja lembrado, mas talvez a Academia resolva não tomar partido sobre isso, ter dado o Oscar para "Citizenfour" já gerou polêmicas de bom tamanho. Danilo Teixeira - equipe CETI!
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"Pequeno Segredo", de David Shurmann, foi escolhido para representar o Brasil no Oscar 2017! O anuncio realizado pelo MinC, nessa segunda-feira, 12, priorizou, segundo Bruno Barreto presidente da comissão, escolher "um filme que dialogasse mais com os critérios da academia." Essa escolha deixou "Aquarius" fora da disputa, ainda que favorito graças a sua desenvoltura em Cannes, e abriu portas ao longa que conta a história da primeira família brasileira a dar a volta ao mundo a bordo de um veleiro: a família Shurmann. Confira o trailer: Baseado na história de Kat Shurmann, que deu luz também ao best-seller homônimo de Heloísa Shurmann, "Pequeno Segredo" traz roteiro de Marcos Bernstein (Central do Brasil), a diretora de arte Brigitte Broch (Moulin Rouge), além de atuação de Júlia Lemmertz, Maria Flor e Mariana Goulart, que estreia no longa. No meio de dezembro a academia vai divulgar uma shortlist com os 9 filmes que ainda continuam na corrida, para então no dia 24 de janeiro, sair a lista oficial com os 5 indicados. O Brasil teve 4 indicações ao Oscar de melhor filme estrangeiro e 1 filme que esteve no shortlist mas não chegou entre os indicados. A última indicação foi em 1999 por “Central do Brasil” de Walter Salles. Vale lembrar também que esse é o primeiro filme nacional da Diamond Films Brasil. Apesar de favorita, a escolha de "Aquarius" realmente era incerta. A manifestação politica de Kleber Mendonça Filho, e de toda a equipe do filme, durante o Festival de Cannes, causou um certo descontentamento no atual governo. Marcos Petrucelli, um dos membros da comissão que escolheram "Aquarius" como representante, inclusive chegou a atacar publicamente o filme, condenando a posição politica da equipe. Tentando evitar um possível boicote, e reconhecendo a importância do filme de Kleber, Anna Muylaert e Gabriel Mascaro ("Mãe Só Há Uma" e "Boi Neon") não enviaram seus filmes para a competição. O interessante é que, caso "Aquarius" não fosse escolhido, essas seriam as outras duas opções mais garantidas. Mesmo o gesto de apoio dos colegas não foi suficiente, e "Aquarius" não conseguiu a importante indicação para representar o país. Marcos Petrucelli justificou "O "Aquarius" ganha essa repercussão nos Estados Unidos porque já foi visto, passou no festival de Cannes. Coincidentemente o nosso filme que foi escolhido não foi visto ainda. Mas isso não significa nada. Tem filme que ganhou Oscar e não ganhou Cannes, e vice-versa". "Pequeno Segredo" tem data de estreia marcada para 22 de Setembro, resta-nos a torcida para que o longa mantenha os elogios na atuação e represente o país tão bem quanto a comissão afirma que o fará, já "Aquarius," ainda pode entrar na disputa em outras categorias, como aconteceu com "Cidade de Deus" em 2003. Aline Anzolin e Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Há alguns anos a Weinstein Co. se tornou uma produtora com presença garantida na temporada de premiações, sempre contando com a presença de pelo menos um filme forte na disputa. Na última edição do Oscar marcou presença com “Carol” e “Os Oito Odiados”, além de ter ganho o Oscar de Melhor Filme por “O Discurso do Rei” e “O Artista”. Por este motivo, os irmãos Bob e Harvey Weinstein são conhecidos, para o bem ou para o mal, em Hollywood como implacáveis na tarefa de conseguir nomeações. Este ano eles apostam em “Lion”, dirigido por Garth Davis e com Dev Patel, Rooney Mara e Nicole Kidman nos papéis principais. Para contar a história de um menino indiano que com cinco anos de idade se perde nas ruas de Calcutá a milhares de quilômetros de casa e que sobrevive a muitos desafios antes de ser adotado por um casal na Austrália, para vinte cinco anos depois sai para encontrar sua família perdida, o filme contou com um parceiro importante, a Google. Saroo, personagem de Patel, usa o serviço do Google Earth para procurar sua família na Índia. Na estreia em Veneza, muito se comentou desta incursão inusitada entre a produtora independente e a gigante da internet. Alguns creditam a uma estratégia para conseguir mais bilheteria e assim melhorar a situação econômica da Weinstein. Deixando assuntos de bastidores de lado e falando do filme em si, “Lion” recebeu criticas mistas ao final da exibição, entretanto positivas . Para a Variety “o filme pode até ter uma trama interessante, mas é apenas suficiente os noticiários da noite, não para sustentar uma apresentação de duas horas.” E sacramentam, “felizmente para Davis, ele tem um elenco fantástico, principalmente a dupla de atores carismáticos que dividem o papel principal [Patel e Mara]”. Para não fugir ao que já é tradicional, os irmãos Weinstein conseguem mais uma vez fazer um filme de atuações. Quanto a Kidman, grande foi a expectativa em vê-la novamente em um bom papel dramático que fizesse relembrar seus marcantes trabalhos do início dos anos 2000, e ela consegue. Segundo o THR “ela apresenta um refinado trabalho que faz as cenas familiares serem bastante pungentes, com alguns belos momentos em uma personagem sem glamour e que faz um perito uso de sua transparência emocional.” Merece destaque igualmente o trabalho de Garth Davis, conhecido diretor de comerciais e co-produtor da série de sucesso “Top Of Lake”. Durante toda a primeira parte do filme ele quer claramente que os espectadores entendam o quão difícil é ser sem-teto na Índia, apresentando desde cortejos fúnebres a imagens angustiantes da procura das pessoas nos lixões de qualquer coisa para comer. Ele traz uma abordagem elegante, profundamente empática. Há elementos no filme que se assemelham a qualquer outro drama sentimental sobre personagens que procuram se reconectar com o passado, porém a contenção e a autêntica sensação que Davis traz ao material destacam em todos os momentos que a história de Saroo é surpreendente e bastante singular. O THR ainda destacou o trabalho do diretor de fotografia Greig Frasier: “Tanto na Índia e, mais tarde, quando a ação se desloca para a Austrália, ele molda as magníficas paisagens em toda a sua robustez e beleza. As tomadas aéreas durante todo o filme são espetaculares.” O roteiro de Luke Davies, baseado no livro do próprio Saroo Brierley e Larry Buttrose, também é eficaz em sugerir como o menino estava tão confuso e desgastado pelas informações desencontradas que recebia sobre como voltar para casa. Todo sofrimento e angustia tem seu impacto aprofundado pela apurada pontuação sinfônica de Dustin O'Halloran e Volker Bertelmann. Por fim, os pontos questionáveis no filme e passível de discussões são a excessiva exposição da marca Google em toda a sequencia da busca de Saroo por sua família biológica. Incomoda e oferece a dúvida de quem esta servindo quem, a marca ao filme ou o filme para promover a marca. Segundo ponto é que toda a persistência em encontrar seus entes é tardia, já que ele conseguiu passar duas décadas sem pensar muito sobre sua mãe, apenas tornando-se obcecado por encontrá-la no momento em que a tecnologia tornou isso possível. O que não há como negar são as emoções que a produção oferece, principalmente na parte final. A estreia comercial nos EUA é em novembro, somente através do resultado das bilheterias e resposta do público é que saberemos até onde “Lion” pode chegar. Juliana Leão - Equipe CETI!
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11/9/2016 Festival de Toronto 2016: "American Pastoral" é uma estreia mediana de Ewan McGregor na direção!Hollywood adora atores que se aventuram pelos caminhos da direção! Por isso, quando um ator anuncia que vai começar a dirigir filmes, a expectativa fica lá no alto! O homem da vez é Ewan McGregor, que assina o filme “American Pastoral”. Ewan ainda faz o papel de Seymour Levov, um grande atleta dos tempos do colégio. Depois dos estudos, ele se casa com uma antiga rainha de beleza da cidade, e herda os negócios rentáveis de seu pai. A vida parece perfeita, até a filha do casal começar a manifestar atitudes políticas extremistas, participando de atos terroristas mortais durante a Guerra do Vietnã. No papel de esposa, temos Jennifer Connelly e Dakota Fanning faz a filha. “American Pastoral” é baseado no livro homônimo de Philip Roth, vencedor do Pulitzer em 1998. O site The Wrap escreveu que McGregor foi corajoso em adaptar esse romance em sua primeira experiência como diretor e que, mesmo sendo pesado nas telas, o diretor conseguiu fazer muita coisa certa. Já o The Guardian deu 2 estrelas em 5: “A escolha ambiciosa do ator para sua estreia atrás das câmeras não é um fracasso total, mas sofre de ritmo relaxado, direção sem ar - e elenco central desastroso”. Ambos os sites falam sobre o quanto “American Pastoral” é um filme sobre aparências e sobre o quanto realmente não conhecemos as pessoas. Levov por exemplo, agora é dono de uma fábrica de luvas, que diz orgulhoso que 80% dos seus empregados são negros, mas que, em determinado momento, quando sua filha vai conversar com eles, ele a puxa para trás, para não se misturar. Mesmo dividindo opiniões, “American Pastoral” parece ser um filme de desconstrução. A crítica da Variety também encontrou problemas na direção e na atuação de Ewan: “American Pastoral” é tão plano e forçado, quando o livro é furioso e arrebatador! Além de dirigir, McGregor também é o protagonista Levov, e o diretor fez seu ator principal sem inspiração alguma. No livro, Levov é uma figura de enorme e trágica ironia – um homem que tem tudo, dentro do tão comentado sonho americano, que vê seu mundo se despedaçar e mesmo assim insiste em manter a mesma fachada. É um judeu com orgulho, seguidor de todos os preceitos. No entanto, com McGregor se tornou um homem comum, sem graça, que não é nem reconhecidamente semita nem reconhecidamente um americano, essa falta de identidade parece comandar o filme todo”. Por fim, Connelly parece ter bons momentos, mas a sua personagem nunca realmente ganha qualquer tipo de importância, e Dakota está bem. Nada surpreendente. Um elogio recorrente para McGregor, é que mesmo dando liberdade total aos atores, ele sempre consegue manter a câmera bem enquadrada e uma fotografia charmosa. É um começo. “American Pastoral” não deve seguir em frente na temporada de premiações, mas é uma temática muito boa e sempre é interessante vermos a estreia de um diretor. Danilo Teixeira - equipe CETI!
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