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Durante o Festival de Cannes, muitas das produções aproveitaram a visibilidade para divulgar seus trailers, e assim, atrair público para as estreias nos cinemas. O CETI! traz o trailers de duas produções que saíram premiadas do festival, "In the Fade", que deu a Diane Kruger o prêmio de melhor interpretação feminina e "You Were Never Really Here", que saiu com as congratulações de melhor roteiro e melhor interpretação masculina para Joaquin Phoenix. Em "In the Fade", longa de Fatih Akin, a vida de Katja desmorona após a morte do marido e do filho em um ataque a bomba. Depois do tempo de luto e as dores da injustiça, ela sai em busca da vingança. Extremamente elogiada em Cannes, Kruger tem um caminho árduo para chegar até o Oscar, pois o filme é todo em alemão e precisará de uma boa campanha quando exibido nos diversos países, principalmente nos EUA. Joaquin Phoenix entrou para aquela lista especial de atores que já mereciam há tempo um Oscar, mas ele ainda não chegou, afinal são três indicações. Depois de sair de Cannes com prêmio e coberto de elogios, as apostas numa nova indicação são reais. Lynne Ramsay é a responsável por "You Were Never Really Here", que também tem chances em roteiro adaptado. Na história, Phoenix interpreta um veterano de guerra que é contratado para resgatar meninas do tráfico sexual. Confira! "In the Fade""You Were Never Really Here"Juliana Leão - Equipe CETI!
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Sucesso no Festival de Sundance, no início do ano, e agora em Cannes, "Wind River" divulgou seu primeiro trailer. O longa marca a estreia de Taylor Sheridan na direção, que após uma longa carreira como ator na televisão americana, se aventurou pelo cinema como roteirista, alcançando uma indicação ao Oscar por "A Qualquer Custo", além de ter escrito "Sicario: Terra de Ninguém". A trama do filme, também assinada por Sheridan, conta sobre Cory, um caçador de uma pequena cidade americana, que descobre o assassinato de sua filha, ocorrido em uma reserva indígena americana. Ele começa uma investigação sobre o caso e conta com o auxílio de uma agente do FBI, que não conhece a região. No elenco estão Jeremy Renner e Elizabeth Olsen como protagonistas. "Wind River" estreia no inicio de agosto nos cinemas americanos, e se continuar neste boom pelos festivais durante a temporada, tem tudo para ser uma boa aposta da The Weinstein Co. no Oscar. Principalmente para o diretor, que venceu a categoria em Cannes, na mostra Un Certain Regard. Confira! Juliana Leão - Equipe CETI!
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29/5/2017 Festival de Cannes 2017: Os 8 candidatos que subiram e os 8 que desceram na corrida do Oscar 2018!O Festival de Cannes terminou, mas o termômetro Oscar 2018 está apontando suas primeiras mudanças! Por isso, separamos algumas principais coisas que aprendemos em Cannes e montamos esse primeiro "sobe e desce", para vermos, por enquanto, o que parece mais próximo e o que parece mais distante do Oscar. O que não quer dizer às vezes que o filme seja ruim, apenas que agora está mais distante do Oscar por algum motivo que iremos explicar. Só lembrando que Cannes é apenas o começo de muita coisa que ainda vai acontecer e mudar, da mesma forma que, alguns dos longas abaixo, já podem estar traçando seu caminho até o Oscar 2018.
Danilo Teixeira - equipe CETI!
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E mais um Festival de Cannes chega ao fim! Trazendo, outra vez, o melhor de tudo do cinema! Os resultados votados pelo Júri presidido por Pedro Almodóvar foram revelados, houve algumas omissões e prêmios que foram realmente merecidos. O grande vencedor da Palma de Ouro foi Ruben Öslund, com o filme "The Square". O diretor britânico já tinha vencido o prêmio Un Certain Regard pelo longa "Força Maior", em 2014. Estreando no quarto dia de festival, "The Square" foi muito bem recebido pela imprensa, que já apontava desde ali como um dos favoritos a Palma de Ouro, o que se concretizou. A trama conta sobre Christian, que é o curador de um museu de arte moderna. Poucos dias antes da abertura da prestigiosa exposição The Square, ele é assaltado. Ele então parte em busca de encontrar o assaltante e se encontra em situações que o faz questionar sua própria bússola moral. Simultaneamente, ele precisa lidar com os últimos preparativos da exposição. O resultado de Cannes aponta diretamente para o Oscar 2018! Os demais vencedores do prêmios principais tem tudo para fazer uma excelente temporada. Joaquin Phoenix venceu interpretação masculina por "You Were Never Really Here" e Diane Kruger melhor interpretação feminina por "In The Fade". Além de Sofia Coppola confirmando que é uma das melhores cineastas de sua geração e se tornou a segunda mulher a ganhar melhor direção por "O Estranho Que Nós Amamos". Quem também está em um excelente ano é Nicole Kidman. Estreando três filmes em Cannes, a rainha desta edição ganhou o prêmio especial 70º Festival Aniversary. Confira todos os vencedores desse ano, abaixo: PALMA DE OURO: "The Square", de Ruben Öslund GRAND PRIX: “Beats Per Minute (BPM)”, de Robin Campillo MELHOR ATRIZ: Diane Kruger, por "In The Fade" MELHOR ATOR: Joaquin Phoenix, por "You Were Never Really Here" MELHOR DIRETORA: Sofia Coppola, por "O Estranho Que Nós Amamos" MELHOR ROTEIRO (empate) Yorgos Lanthimos e Efthimis Filippou por "The Killing of a Sacred Deer" MELHOR ROTEIRO (empate) |
FOTOS DIA 7
Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Chegamos ao sexto dia com três das grandes estreias do festival!
O primeiro foi "The Killing of a Sacred Deer", que traz Nicole Kidman e Colin Farrell num horror psicológico que dividiu o festival. O segundo é "The Day After", de Hong Sang-soo, que teve a exibição mais morna do dia. E por fim, tivemos "Happy End", de Michael Haneke, que foi muito aplaudido pela crítica e agora é um forte concorrente à Palma de Ouro!
Confira:
O primeiro foi "The Killing of a Sacred Deer", que traz Nicole Kidman e Colin Farrell num horror psicológico que dividiu o festival. O segundo é "The Day After", de Hong Sang-soo, que teve a exibição mais morna do dia. E por fim, tivemos "Happy End", de Michael Haneke, que foi muito aplaudido pela crítica e agora é um forte concorrente à Palma de Ouro!
Confira:
"The Killing of a Sacred Deer"
O grego Yorgos Lanthimos é um nome crescente dentro do mundo cinematográfico, mesmo com uma filmografia relativamente curta, ele encontrou as boas críticas principalmente com dois filmes: “Dentes Caninos”, que ganhou Un Certain Regard em 2009, e “A Lagosta”, vencedor do Prêmio Especial do Júri no ano passado e indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original. Neste ano ele tenta mais uma vez abalar as estruturas do Festival de Cannes com “The Killing of a Sacred Deer”. Ele conseguiu! Vaiado pela plateia, elogiado pela crítica.
Acontece que o novo longa de Yorgos - que conta com Nicole Kidman e Colin Farrell - tem um ar experimental que lembrou muitos críticos de alguns trabalhos de Kubrick. O drama acompanha uma família que tem suas vidas viradas de ponta cabeça após a entrada de um jovem adolescente em suas vidas.
O THR elogiou muito o filme: "O desconforto psicológico se agita como um traiçoeiro fluxo subterrâneo sob o humor absurdo do trabalho de Yorgos Lanthimos, que se torna um reflexo de horror doméstico em sua quinta e maravilhosa realização". É importante falar que o THR escreveu que há tempos Nicole Kidman não esteve tão boa em um trabalho!
O horror do filme acaba se tornando sua principal característica, já que toda a concepção técnica é cuidadosamente trabalhada. Yorgos recebe todo o apoio da crítica, que escreve que o diretor oficialmente solidificou a sua posição como um dos diretores mais interessantes do cinema mundial.
Já o The Guardian deu a nota de 4 estrelas em 5 e elogiou muito a direção: "Como em todos os seus melhores trabalhos, Lanthimos é brilhante em criar um mundo e nos colocar dentro dele. Mas sua estranheza tem um duplo significado: tem um elemento estilizado do absurdo e também é uma expressão plausível de negação. É intrigante imaginar John Carpenter ou Brian De Palma ou Richard Donner dirigindo esse roteiro. Talvez não pareça muito diferente, embora De Palma ou Carpenter possam querer que o final seja acelerado, ou mesmo reescrito para acomodar a reviravolta. O que Lanthimos faz é nos conduzir de uma forma que poucos diretores fariam".
As críticas parecem ter gostado tanto do trabalho de Yorgos, que simplesmente não comentaram as vaias por parte do público. Então, provavelmente, o filme ainda vai ter um longa vida na temporada de premiações. O Oscar ainda é uma incógnita, principalmente se lembrarmos que "O Lagosta" demorou um ano para ser elegível na premiação. Mas, quanto à Palma de Ouro, a disputa está cada vez mais acirrada e esse é um forte concorrente!
Acontece que o novo longa de Yorgos - que conta com Nicole Kidman e Colin Farrell - tem um ar experimental que lembrou muitos críticos de alguns trabalhos de Kubrick. O drama acompanha uma família que tem suas vidas viradas de ponta cabeça após a entrada de um jovem adolescente em suas vidas.
O THR elogiou muito o filme: "O desconforto psicológico se agita como um traiçoeiro fluxo subterrâneo sob o humor absurdo do trabalho de Yorgos Lanthimos, que se torna um reflexo de horror doméstico em sua quinta e maravilhosa realização". É importante falar que o THR escreveu que há tempos Nicole Kidman não esteve tão boa em um trabalho!
O horror do filme acaba se tornando sua principal característica, já que toda a concepção técnica é cuidadosamente trabalhada. Yorgos recebe todo o apoio da crítica, que escreve que o diretor oficialmente solidificou a sua posição como um dos diretores mais interessantes do cinema mundial.
Já o The Guardian deu a nota de 4 estrelas em 5 e elogiou muito a direção: "Como em todos os seus melhores trabalhos, Lanthimos é brilhante em criar um mundo e nos colocar dentro dele. Mas sua estranheza tem um duplo significado: tem um elemento estilizado do absurdo e também é uma expressão plausível de negação. É intrigante imaginar John Carpenter ou Brian De Palma ou Richard Donner dirigindo esse roteiro. Talvez não pareça muito diferente, embora De Palma ou Carpenter possam querer que o final seja acelerado, ou mesmo reescrito para acomodar a reviravolta. O que Lanthimos faz é nos conduzir de uma forma que poucos diretores fariam".
As críticas parecem ter gostado tanto do trabalho de Yorgos, que simplesmente não comentaram as vaias por parte do público. Então, provavelmente, o filme ainda vai ter um longa vida na temporada de premiações. O Oscar ainda é uma incógnita, principalmente se lembrarmos que "O Lagosta" demorou um ano para ser elegível na premiação. Mas, quanto à Palma de Ouro, a disputa está cada vez mais acirrada e esse é um forte concorrente!
"Happy End"
O diretor Michael Haneke fez sua estreia no Festival de Cannes depois de 5 anos e o hiato de produções exibidas no evento parece que só agregou ao portfólio dele. Nesta semana, Haneke exibiu o filme “Happy End”, estrelado por grande elenco, incluindo Isabelle Hupert – indicada ao Oscar em 2017.
“Happy End” traz uma família disfuncional que se encontra após a morte da matriarca. À mesa todos estão com seus problemas e intrigas e o diretor Michael Haneke coloca o público para descobrir pequenos mistérios que influenciam na presença de cada membro ali.
O longa mal estreou e boas críticas já foram feitas, até indicaram sua possível vitória a Palma de Ouro. Mas, o mais inusitado é o sentimento de sequência que ele traz. Diversos membros da imprensa comentaram que “Happy End” parece uma continuação de “Amor”, do mesmo diretor, já que a matriarca morre das mesmas condições de saúde.
“É como se o diretor tivesse amarrado as pontas soltas de seus filmes anteriores, ao mesmo tempo em que nos forçava a reexaminar questões que só ficaram mais terríveis desde que ele nos chamou a atenção”, comenta a Variety.
Além dessa semelhança, Haneke manteve seu padrão de direção e roteiro. “O filme exige e recompensa a nossa atenção, mas Haneke é um mestre - seu enquadramento tão preciso, sua forma tão rigorosa - que te puxa naturalmente”, elogiou o The Wrap.
“Como em muitos dos filmes do diretor, as crianças são as primeiras vítimas da hipocrisia adulta e logo se tornam perpetradores do mal. Aqui, essas possibilidades escuras permanecem veladas, apenas insinuadas, e o espectador é deixado para decifrar o seu significado”, traz a análise do The Hollywood Reporter.
Já que estamos falando de um roteiro no qual os personagens devem esconder ao máximo seus segredos e permanecer com seu cinismo, é de se esperar comportamentos que exalem dualidade e mais uma vez Isabelle Hupert foi a estrela principal, possivelmente não com o mesmo peso de seu último papel em “Elle”, cujo rendeu uma indicação ao Oscar, mas ainda assim memorável.
Não são só boas atuações que o roteiro de “Happy End” lhe rendeu. A trama, desenvolvida de forma tão única, ainda carrega humor em suas entrelinhas, mesmo que negro. “Há uma comédia em Happy End, do tipo mais fria. Uma cena mostra todo o elenco, numa grande festa de família, ouvindo uma performance musical que - mesmo sem sabermos algo sobre o músico - seria absurda, cheirando a impostura e engano”, comentou o The Guardian.
“Happy End” é um forte candidato à Palma de Ouro desse ano, porém seus atributos podem aproximar o diretor Michael Haneke apenas de uma indicação de Melhor Filme Estrangeiro no próximo Oscar.
“Happy End” traz uma família disfuncional que se encontra após a morte da matriarca. À mesa todos estão com seus problemas e intrigas e o diretor Michael Haneke coloca o público para descobrir pequenos mistérios que influenciam na presença de cada membro ali.
O longa mal estreou e boas críticas já foram feitas, até indicaram sua possível vitória a Palma de Ouro. Mas, o mais inusitado é o sentimento de sequência que ele traz. Diversos membros da imprensa comentaram que “Happy End” parece uma continuação de “Amor”, do mesmo diretor, já que a matriarca morre das mesmas condições de saúde.
“É como se o diretor tivesse amarrado as pontas soltas de seus filmes anteriores, ao mesmo tempo em que nos forçava a reexaminar questões que só ficaram mais terríveis desde que ele nos chamou a atenção”, comenta a Variety.
Além dessa semelhança, Haneke manteve seu padrão de direção e roteiro. “O filme exige e recompensa a nossa atenção, mas Haneke é um mestre - seu enquadramento tão preciso, sua forma tão rigorosa - que te puxa naturalmente”, elogiou o The Wrap.
“Como em muitos dos filmes do diretor, as crianças são as primeiras vítimas da hipocrisia adulta e logo se tornam perpetradores do mal. Aqui, essas possibilidades escuras permanecem veladas, apenas insinuadas, e o espectador é deixado para decifrar o seu significado”, traz a análise do The Hollywood Reporter.
Já que estamos falando de um roteiro no qual os personagens devem esconder ao máximo seus segredos e permanecer com seu cinismo, é de se esperar comportamentos que exalem dualidade e mais uma vez Isabelle Hupert foi a estrela principal, possivelmente não com o mesmo peso de seu último papel em “Elle”, cujo rendeu uma indicação ao Oscar, mas ainda assim memorável.
Não são só boas atuações que o roteiro de “Happy End” lhe rendeu. A trama, desenvolvida de forma tão única, ainda carrega humor em suas entrelinhas, mesmo que negro. “Há uma comédia em Happy End, do tipo mais fria. Uma cena mostra todo o elenco, numa grande festa de família, ouvindo uma performance musical que - mesmo sem sabermos algo sobre o músico - seria absurda, cheirando a impostura e engano”, comentou o The Guardian.
“Happy End” é um forte candidato à Palma de Ouro desse ano, porém seus atributos podem aproximar o diretor Michael Haneke apenas de uma indicação de Melhor Filme Estrangeiro no próximo Oscar.
"The Day After"
Com sete exibições em Cannes e uma vitória na mostra Un Certain Regard, o diretor coreano Hong Sang-soo chega no festival com o longa "The Day After". E melhor ainda, essa é a segunda exibição de Hong nessa 70ª edição! No começo da semana o diretor exibiu fora de competição o longa "Claire's Camera", que foi muito querido pela crítica e tido como uma espécie de aperitivo para este que estava por vir. "The Day After" fala sobre Areum (Kim Min-Hee) que está em seu primeiro dia de trabalho em uma pequena editora, onde ela precisa lidar com seu chefe Bongwan (Hae-hyo Kwon) e sua vida amorosa complicada. Após uma crise no casamento, no entanto, a esposa de Bongwan encontra um bilhete amoroso na mesa dele e acaba por envolver Areum nesta situação delicada.
O longa teve uma boa recepção e foi elogiado pela delicadeza e pela sutileza das ações, como enfoca a Variety: "Concebido principalmente como uma série de conversas entre duas pessoas, é tematicamente seu filme mais simples em vários anos - mesmo a lente preto e branco de Kim Hyungkoo é mais funcional do que formal. Os encantos habituais de Hong se aplicam aqui em ótima forma".
O THR falou sobre o filme anterior, dizendo que o outro parecia em cores mais leves como o verão, e esse agora se encontrava na sutileza fria do inverno. O veículo também enalteceu o estilo tão marcado do diretor e falou sobre as chances da Palma de Ouro: "The Day After é uma essência conjunta de Hong. As pessoas sentam em torno das mesas para conversar, principalmente sobre o amor, desde o início da manhã até o fim da noite. O resultado é outro retrato finamente granulado de um personagem masculino miserável, que aqui se queixa ao seu novo funcionário sobre as duas mulheres em sua vida: sua esposa e a amante (colega de trabalho) que agora se foi e a nova funcionária está substituindo. Embora seja improvável que lhe traga muitos novos admiradores - ao menos existe grande chance de Hong sair com um importante prêmio do júri neste ano".
O The Guardian deu 3 estrelas em 5, questionando as mesmas características antes elogiadas: "O real engajamento emocional do diretor com seus personagens é de certa forma superficial e, às vezes, é o que sentimos na tela. É claro que esse desajuste, essa interferência, esse fracasso em estabelecer uma conexão real é o lugar onde reside a comédia da filmagem de Hong, e o fracasso reside principalmente no próprio editor, que é sutilmente auto-compassivo e presunçoso, nunca desejando discutir qualquer coisa, sempre recuando em bebidas ou às vezes apenas em lágrimas. O longa por vezes acaba parecendo um capítulo de algo maior".
O cinema de Hong não costuma fazer parte do grande circuito de premiações, então talvez esteja distante do Oscar, mas o longa ainda pode entrar em diversos festivais. Quanto a premiação em Cannes, o filme pode mesmo aparecer entre os favoritos.
O longa teve uma boa recepção e foi elogiado pela delicadeza e pela sutileza das ações, como enfoca a Variety: "Concebido principalmente como uma série de conversas entre duas pessoas, é tematicamente seu filme mais simples em vários anos - mesmo a lente preto e branco de Kim Hyungkoo é mais funcional do que formal. Os encantos habituais de Hong se aplicam aqui em ótima forma".
O THR falou sobre o filme anterior, dizendo que o outro parecia em cores mais leves como o verão, e esse agora se encontrava na sutileza fria do inverno. O veículo também enalteceu o estilo tão marcado do diretor e falou sobre as chances da Palma de Ouro: "The Day After é uma essência conjunta de Hong. As pessoas sentam em torno das mesas para conversar, principalmente sobre o amor, desde o início da manhã até o fim da noite. O resultado é outro retrato finamente granulado de um personagem masculino miserável, que aqui se queixa ao seu novo funcionário sobre as duas mulheres em sua vida: sua esposa e a amante (colega de trabalho) que agora se foi e a nova funcionária está substituindo. Embora seja improvável que lhe traga muitos novos admiradores - ao menos existe grande chance de Hong sair com um importante prêmio do júri neste ano".
O The Guardian deu 3 estrelas em 5, questionando as mesmas características antes elogiadas: "O real engajamento emocional do diretor com seus personagens é de certa forma superficial e, às vezes, é o que sentimos na tela. É claro que esse desajuste, essa interferência, esse fracasso em estabelecer uma conexão real é o lugar onde reside a comédia da filmagem de Hong, e o fracasso reside principalmente no próprio editor, que é sutilmente auto-compassivo e presunçoso, nunca desejando discutir qualquer coisa, sempre recuando em bebidas ou às vezes apenas em lágrimas. O longa por vezes acaba parecendo um capítulo de algo maior".
O cinema de Hong não costuma fazer parte do grande circuito de premiações, então talvez esteja distante do Oscar, mas o longa ainda pode entrar em diversos festivais. Quanto a premiação em Cannes, o filme pode mesmo aparecer entre os favoritos.
FOTOS DIA 6
Giovanna Pini, Juliana Leão e Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Chegamos ao quinto dia de Festival de Cannes! E que dia! Afinal, tivemos três produções muito aguardadas estreando.
O fraco "How to Talk to Girls at Parties", de John Cameron Mitchell, marcou a primeira presença de Nicole Kidman no tapete vermelho. "The Redoubtable" é a proposta de Michael Hazanavicius de contar sobre o lendário Jean-Luc Godard para os leigos.
Quem roubou a cena no dia foi a contesta Netflix. Eles arrasaram! "The Meyerowit Stories" é um grande sucesso e lança Adam Sandler direto na corrida do Oscar com grandes chances. Não isso não é ironia!
Acompanhe os comentários abaixo!
O fraco "How to Talk to Girls at Parties", de John Cameron Mitchell, marcou a primeira presença de Nicole Kidman no tapete vermelho. "The Redoubtable" é a proposta de Michael Hazanavicius de contar sobre o lendário Jean-Luc Godard para os leigos.
Quem roubou a cena no dia foi a contesta Netflix. Eles arrasaram! "The Meyerowit Stories" é um grande sucesso e lança Adam Sandler direto na corrida do Oscar com grandes chances. Não isso não é ironia!
Acompanhe os comentários abaixo!
"How to Talk to Girls at Parties"
O 70ª Festival de Cannes tem uma rainha, pois neste ano ninguém pode dizer que Nicole Kidman esteve discreta em suas produções. Ela está em três filmes e uma série, terá uma semana de bastante trabalho, entrevistas e tapetes vermelhos. A primeira aconteceu ontem com a estreia de “How to Talk to Girls at Parties”, de James Cameron Mitchell. E se havia o medo de Kidman eclipsar todos a sua volta pelo seu feito no Festival, podemos dizer que ela não precisou colaborar para a produção ser considerada fraca pelos especialistas.
O longa tem como base o clássico conto de Neil Gaiman, escritor britânico conhecido por seus contos que envolvem mistério e mitologia. Na história Enn, John e Vic são fãs incondicionais do punk. Depois de assistir a um show local com uma performance de SLAP, eles vão a uma festa que acreditam estar sendo realizada pela guru criativa da cena musical e comportamental, Boadicea. Lá eles Zan, uma jovem que parece muito mais interessado em explorar o que está acontecendo do lado de fora do que na festa.
Segundo o Collider, muitos dos problemas têm origem nas decisões de Mitchell. “Ele não está facilitando as coisas. Ele claramente tem uma ideia visual e temática específica que ele tenta executar. Quer envolver um conto de amor jovem em torno de temas de identidade, sexualidade e auto-realização, ou seja, Mitchelll quer que este mundo pareça terreno e surreal ao mesmo tempo. E é simplesmente um pouco demais.”
As críticas ao diretor continuam que apesar dos esforços, perdeu a oportunidade de fazer um filme que poderia ter aberto os olhos das pessoas e até mesmo levantar uma poeira se tivesse sido produzido quando o conto foi lançado, há dez anos. O Variety pontuou que “é possível que Mitchell tenha sido atraído para adaptar o conto de Gaiman porque a cosmologia espalhafatosa e confusa das colônias alienígenas coordenadas pelas cores do filme ecoou, para ele, a elaborada e absurda história de "Hedwig", sua outra produção. Desculpe, mas a cosmologia - além do atraente designer látex (obra de Sandy Powell) - não adiciona nada no filme”.
Elle Fanning é uma atriz promissora, atuando muito bem como sempre, mas deve começar a buscar personagens diferentes para mostrar mais de sua versatilidade, sua Zan é muito parecida com a atuação em “Demônio de Neon”. Alex Sharp é um jovem e simpático ator, mas Enn é muito raso. Segundo o Telegraph, “os veteranos Ruth Wilson e Matt Lucas tem pouco a fazer no filme, mas sempre que aparecem vão bem. Uma das melhores cenas de todo o filme é a discussão entre as personagens de Wilson e Kidman, divertida e extremamente franca com relação a história e, sem quer, com que o filme poderia ter sido.” Nicole não compromete, mas não está em um dos seus melhores papeis, faz um tipo estridente que já vimos em outros dos seus personagens.
No final fica a impressão que Gaiman merecia um melhor tratamento, um melhor cuidado com a sua história. Que Mitchell esteve muito aquém de suas habilidades, querendo reproduzir a aura de “Hedwig” e “Shortbus”, mas naufraga dentro de suas vontades. E que Elle está se firmando com uma das melhores de sua geração e que esse filme não deve dar a Kidman uma nova indicação ao Oscar. Um filme sem sal.
O longa tem como base o clássico conto de Neil Gaiman, escritor britânico conhecido por seus contos que envolvem mistério e mitologia. Na história Enn, John e Vic são fãs incondicionais do punk. Depois de assistir a um show local com uma performance de SLAP, eles vão a uma festa que acreditam estar sendo realizada pela guru criativa da cena musical e comportamental, Boadicea. Lá eles Zan, uma jovem que parece muito mais interessado em explorar o que está acontecendo do lado de fora do que na festa.
Segundo o Collider, muitos dos problemas têm origem nas decisões de Mitchell. “Ele não está facilitando as coisas. Ele claramente tem uma ideia visual e temática específica que ele tenta executar. Quer envolver um conto de amor jovem em torno de temas de identidade, sexualidade e auto-realização, ou seja, Mitchelll quer que este mundo pareça terreno e surreal ao mesmo tempo. E é simplesmente um pouco demais.”
As críticas ao diretor continuam que apesar dos esforços, perdeu a oportunidade de fazer um filme que poderia ter aberto os olhos das pessoas e até mesmo levantar uma poeira se tivesse sido produzido quando o conto foi lançado, há dez anos. O Variety pontuou que “é possível que Mitchell tenha sido atraído para adaptar o conto de Gaiman porque a cosmologia espalhafatosa e confusa das colônias alienígenas coordenadas pelas cores do filme ecoou, para ele, a elaborada e absurda história de "Hedwig", sua outra produção. Desculpe, mas a cosmologia - além do atraente designer látex (obra de Sandy Powell) - não adiciona nada no filme”.
Elle Fanning é uma atriz promissora, atuando muito bem como sempre, mas deve começar a buscar personagens diferentes para mostrar mais de sua versatilidade, sua Zan é muito parecida com a atuação em “Demônio de Neon”. Alex Sharp é um jovem e simpático ator, mas Enn é muito raso. Segundo o Telegraph, “os veteranos Ruth Wilson e Matt Lucas tem pouco a fazer no filme, mas sempre que aparecem vão bem. Uma das melhores cenas de todo o filme é a discussão entre as personagens de Wilson e Kidman, divertida e extremamente franca com relação a história e, sem quer, com que o filme poderia ter sido.” Nicole não compromete, mas não está em um dos seus melhores papeis, faz um tipo estridente que já vimos em outros dos seus personagens.
No final fica a impressão que Gaiman merecia um melhor tratamento, um melhor cuidado com a sua história. Que Mitchell esteve muito aquém de suas habilidades, querendo reproduzir a aura de “Hedwig” e “Shortbus”, mas naufraga dentro de suas vontades. E que Elle está se firmando com uma das melhores de sua geração e que esse filme não deve dar a Kidman uma nova indicação ao Oscar. Um filme sem sal.
"Le Redoutable"
Hazanavicius está de volta ao tapete vermelho do Festival de Cannes, desta vez evocando Godard. Esta é a terceira vez do cineasta francês concorrendo pela Palma de Ouro. A primeira é inesquecível, pois "O Artista" saiu de lá com o prêmio de melhor interpretação masculina, vencido por Jean Dujardin, direto para o Oscar, onde ganhou Melhor Filme. Três anos depois ele apareceu com o drama de guerra "The Search", um fracasso total. Agora é a vez de "The Redoubtable", que traz no elenco sua amada Bérenicé Bejo, além de Louis Garrel e Stacy Martin.
Baseado no livro da ex-esposa de Godard, Anne Wiazemsky, o longa está centrado no ano de 1968, crucial para o diretor e para a França. Na tela vemos sobre o seu segundo casamento, com Anne, uma jovem atriz em ascensão, e também sobre seu ativismo político. Por ser baseado no livro de Anne, Hazanavicius poderia ter se inclinado em favor da mulher, entretanto não se trata de "Cenas de um Casamento". Ele procura os risos e o valor de diversão, que estão presentes em abundância na tela, contudo sempre de forma justa.
O crítico Todd McCarthy, do The Hollywood Reporter destaca o tom leve que a história ganhou. "Embora o filme gere algumas idéias desarmantes sobre a composição complexa de Godard e de seu comportamento difícil, ele tem a seu favor o aprimorado desempenho da estrela francesa de Louis Garrel. Os cinéfilos mais conservadores provavelmente irá rejeitá-lo, o caracterizando como desrespeitoso, enquanto mais espectadores no geral vão achar divertido, mesmo que não desperte grande interesse sobre o cineasta."
Ainda sobre a desconstrução de Godard, muitos críticos apontavam a produção como sendo uma grande incógnita, pois falar sobre a lenda do cinema sempre foi um ato difícil, nas mão de Hazanavicius, tão contestado por "The Search", tudo poderia ser pior. "De muitas maneiras, o filme é um ato de personificação, não menos estilisticamente. Louis Garrel abandona seus maneirismos narcísicos habituais, muitas vezes perturbadores, para submergir-se totalmente numa evocação de Godard, muito mais que apenas imitação, apesar de certos tiques vocais (o zumbido, a voz soturna e o sotaque vagamente suíço)", conta o Screendaily. Sobre as demais interpretações eles afirmam: "Stacy Martin transmite um frágil frescor e uma inteligência afiada, que gradualmente surge por trás da inexperiência de menina. Bérénice Béjo e Grégory Gadebois oferecem apoio auto-suficiente, mas firme como membros do círculo do casal."
Sobre Hazanavicius, ele continua questionado, isso não mudou desde "O Artista". "The Reoudtable" não endurece as falhas do diretor, nem se esquiva das tangentes antisemitas de seus ataques anticapitalistas que continuam a manchar sua reputação. O filme reconhece suas contradições e suas realizações artísticas com uma mão delicada. Ele vai bem na maior parte. O filme consegue tomar uma história que a princípio teria um apelo restrito e o amplia trazendo as tradições de gênero familiares e contextualizando a carreira multifacetada de Godard para especialistas e recém-chegados", pontua o Indiewire.
Há muito tempo, Godard deixou de ser um artista que interessa ao público em geral, mas seguiu seu próprio caminho até o ponto de que, sem dúvida, ninguém mais experimentou tão extensamente em reinos tão raros da linguagem cinematográfica, ele é um dos maiores da história da sétima arte. Hazanavicius se esforça para populariza-lo, deixa-lo mais tragável. Consegue, talvez não muito por seu méritos, mas pelo carisma de Louis Garrel. Por fim, destaque que no filme o grande ponto de virada para o diretor é uma viagem que ele faz para participar do Festival de Cannes de 1968. Uma homenagem ao festival em sua celebração de número 70.
Baseado no livro da ex-esposa de Godard, Anne Wiazemsky, o longa está centrado no ano de 1968, crucial para o diretor e para a França. Na tela vemos sobre o seu segundo casamento, com Anne, uma jovem atriz em ascensão, e também sobre seu ativismo político. Por ser baseado no livro de Anne, Hazanavicius poderia ter se inclinado em favor da mulher, entretanto não se trata de "Cenas de um Casamento". Ele procura os risos e o valor de diversão, que estão presentes em abundância na tela, contudo sempre de forma justa.
O crítico Todd McCarthy, do The Hollywood Reporter destaca o tom leve que a história ganhou. "Embora o filme gere algumas idéias desarmantes sobre a composição complexa de Godard e de seu comportamento difícil, ele tem a seu favor o aprimorado desempenho da estrela francesa de Louis Garrel. Os cinéfilos mais conservadores provavelmente irá rejeitá-lo, o caracterizando como desrespeitoso, enquanto mais espectadores no geral vão achar divertido, mesmo que não desperte grande interesse sobre o cineasta."
Ainda sobre a desconstrução de Godard, muitos críticos apontavam a produção como sendo uma grande incógnita, pois falar sobre a lenda do cinema sempre foi um ato difícil, nas mão de Hazanavicius, tão contestado por "The Search", tudo poderia ser pior. "De muitas maneiras, o filme é um ato de personificação, não menos estilisticamente. Louis Garrel abandona seus maneirismos narcísicos habituais, muitas vezes perturbadores, para submergir-se totalmente numa evocação de Godard, muito mais que apenas imitação, apesar de certos tiques vocais (o zumbido, a voz soturna e o sotaque vagamente suíço)", conta o Screendaily. Sobre as demais interpretações eles afirmam: "Stacy Martin transmite um frágil frescor e uma inteligência afiada, que gradualmente surge por trás da inexperiência de menina. Bérénice Béjo e Grégory Gadebois oferecem apoio auto-suficiente, mas firme como membros do círculo do casal."
Sobre Hazanavicius, ele continua questionado, isso não mudou desde "O Artista". "The Reoudtable" não endurece as falhas do diretor, nem se esquiva das tangentes antisemitas de seus ataques anticapitalistas que continuam a manchar sua reputação. O filme reconhece suas contradições e suas realizações artísticas com uma mão delicada. Ele vai bem na maior parte. O filme consegue tomar uma história que a princípio teria um apelo restrito e o amplia trazendo as tradições de gênero familiares e contextualizando a carreira multifacetada de Godard para especialistas e recém-chegados", pontua o Indiewire.
Há muito tempo, Godard deixou de ser um artista que interessa ao público em geral, mas seguiu seu próprio caminho até o ponto de que, sem dúvida, ninguém mais experimentou tão extensamente em reinos tão raros da linguagem cinematográfica, ele é um dos maiores da história da sétima arte. Hazanavicius se esforça para populariza-lo, deixa-lo mais tragável. Consegue, talvez não muito por seu méritos, mas pelo carisma de Louis Garrel. Por fim, destaque que no filme o grande ponto de virada para o diretor é uma viagem que ele faz para participar do Festival de Cannes de 1968. Uma homenagem ao festival em sua celebração de número 70.
"The Meyerowitz Stories"
Depois do sucesso da estreia de "Okja", Netflix entrega em Cannes sua segunda estreia e, só para deixar as discussões ainda mais quente, o filme também foi muito bem! Inclusive com burburinhos de Oscar para Adam Sandler.
"The Meyerowit Stories" é dirigido pelo também estreante em Cannes, Noah Baumbach, e conta a história de uma família: Harold Meyerowitz (Dustin Hoffman) o patriarca, casado com Maureen (Emma Thompson) e pai de Matthew (Ben Stiller), Danny (Adam Sandler) e Jean (Elizabeth Marvel). Escultor aposentado e extremamente vaidoso, ele fica satisfeito ao saber que está sendo organizado uma exposição para celebrar seu trabalho artístico. Só que, em meio aos preparativos, Harold adoece e faz com que todos os filhos precisem se unir para ajudá-lo a se recuperar, o que resulta em várias situações que colocam a limpo traumas do passado.
A primeira coisa que a Variety diz é que esse é o melhor filme original Netflix até hoje. Além de dizer que Dustin Hoffman está em dos seus melhores papeis dos últimos anos, a crítica é bem direcionado à Sandler: "Adam é forçado a atuar, e é uma coisa gloriosa de assistir - mesmo para aqueles fãs que gostam dele no modo eterno homem-criança (não se preocupe: o personagem é uma variação completa daquele conhecido protótipo Sandler). Talvez seja por isso que a Netflix, que está investindo no negócio de Adam Sandler, pegou essa produção de Scott Rudin, relativamente alta, apenas algumas semanas antes de sua estréia no festival de Cannes. Ainda assim, é estranho pensar que a empresa responsável por "Os Seis Ridículos" poderia ser a responsável pela primeira indicação de Sandler ao Oscar - e seu melhor papel desde quando "Embriado de Amor" tocou Cannes em 2002".
O THR elogia o roteiro e também as atuações: "Baumbach escreveu papéis ótimos e muitos diálogos bons, apenas o que os atores amam fazer, o que explica facilmente por que atraiu esse elenco. Hoffman governa incontestavelmente como o gênio perdido em sua própria mente, entregando pronunciamentos egoístas e comentários cortantes. Logo atrás, surpreendentemente, é Sandler, que passou a maior parte de sua carreira escondendo o fato de que ele pode sim segurar um personagem forte e mudar os seus gestos; é uma apresentação legitimamente fina e bem construída. Stiller também transmite o desespero maníaco do seu personagem, mostrando uma faceta que já vimos antes e inclusive costumamos gostar".
The Guardian deu 4 estrelas em 5 e muitos elogios à Ben Stiller: "A comparação com o The Royal Tenenbaums de Wes Anderson também não pode ser evitada, por mais diferente que seja o estilo, pelo menos em parte porque Ben Stiller está nele - e Stiller aumenta se estilo de atuação consideravelmente, trocando sua ironia habitual bastante opaca e impassível com algo muito emocional. O longa pode não ter tanta profundidade, e existem maneirismos que não funcionam inteiramente: há um hábito de encerrar abruptamente a cena no final de uma explosão de efeito cômico e os títulos dos capítulos são um pouco redundantes, mas é terrivelmente prazeroso e divertido - qualidades cinematográficas que parecem fáceis, mas não são - e há um verdadeiro charme, delicadeza e calor, especialmente em alguns momentos de Stiller".
Por fim, o Indiewire começa dizendo que "não é o filme mais espirituoso ou mais excitante que Noah Baumbach já fez, mas pode ser o mais humano". E finaliza também falando de Adam Sandler: "Bem, continua a ser extremamente frustrante como Adam Sandler pode ser bom quando ele não está fazendo filmes Adam Sandler. O personagem dele soa tão próximo que nos faz sentir como se fosse alguém que a gente conhece, ou alguém que a gente pode ser".
Pois bem, Noah Baumbach conseguiu e a Netflix deve estar dando pulos de alegria. Uma premiação em Cannes talvez seja esperar demais por causa das polêmicas. Mas a temporada de premiações pode trazer bons frutos. Indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original e uma indicação para Adam Sandler como Melhor Ator Coadjuvante são duas apostas que podem funcionar!
"The Meyerowit Stories" é dirigido pelo também estreante em Cannes, Noah Baumbach, e conta a história de uma família: Harold Meyerowitz (Dustin Hoffman) o patriarca, casado com Maureen (Emma Thompson) e pai de Matthew (Ben Stiller), Danny (Adam Sandler) e Jean (Elizabeth Marvel). Escultor aposentado e extremamente vaidoso, ele fica satisfeito ao saber que está sendo organizado uma exposição para celebrar seu trabalho artístico. Só que, em meio aos preparativos, Harold adoece e faz com que todos os filhos precisem se unir para ajudá-lo a se recuperar, o que resulta em várias situações que colocam a limpo traumas do passado.
A primeira coisa que a Variety diz é que esse é o melhor filme original Netflix até hoje. Além de dizer que Dustin Hoffman está em dos seus melhores papeis dos últimos anos, a crítica é bem direcionado à Sandler: "Adam é forçado a atuar, e é uma coisa gloriosa de assistir - mesmo para aqueles fãs que gostam dele no modo eterno homem-criança (não se preocupe: o personagem é uma variação completa daquele conhecido protótipo Sandler). Talvez seja por isso que a Netflix, que está investindo no negócio de Adam Sandler, pegou essa produção de Scott Rudin, relativamente alta, apenas algumas semanas antes de sua estréia no festival de Cannes. Ainda assim, é estranho pensar que a empresa responsável por "Os Seis Ridículos" poderia ser a responsável pela primeira indicação de Sandler ao Oscar - e seu melhor papel desde quando "Embriado de Amor" tocou Cannes em 2002".
O THR elogia o roteiro e também as atuações: "Baumbach escreveu papéis ótimos e muitos diálogos bons, apenas o que os atores amam fazer, o que explica facilmente por que atraiu esse elenco. Hoffman governa incontestavelmente como o gênio perdido em sua própria mente, entregando pronunciamentos egoístas e comentários cortantes. Logo atrás, surpreendentemente, é Sandler, que passou a maior parte de sua carreira escondendo o fato de que ele pode sim segurar um personagem forte e mudar os seus gestos; é uma apresentação legitimamente fina e bem construída. Stiller também transmite o desespero maníaco do seu personagem, mostrando uma faceta que já vimos antes e inclusive costumamos gostar".
The Guardian deu 4 estrelas em 5 e muitos elogios à Ben Stiller: "A comparação com o The Royal Tenenbaums de Wes Anderson também não pode ser evitada, por mais diferente que seja o estilo, pelo menos em parte porque Ben Stiller está nele - e Stiller aumenta se estilo de atuação consideravelmente, trocando sua ironia habitual bastante opaca e impassível com algo muito emocional. O longa pode não ter tanta profundidade, e existem maneirismos que não funcionam inteiramente: há um hábito de encerrar abruptamente a cena no final de uma explosão de efeito cômico e os títulos dos capítulos são um pouco redundantes, mas é terrivelmente prazeroso e divertido - qualidades cinematográficas que parecem fáceis, mas não são - e há um verdadeiro charme, delicadeza e calor, especialmente em alguns momentos de Stiller".
Por fim, o Indiewire começa dizendo que "não é o filme mais espirituoso ou mais excitante que Noah Baumbach já fez, mas pode ser o mais humano". E finaliza também falando de Adam Sandler: "Bem, continua a ser extremamente frustrante como Adam Sandler pode ser bom quando ele não está fazendo filmes Adam Sandler. O personagem dele soa tão próximo que nos faz sentir como se fosse alguém que a gente conhece, ou alguém que a gente pode ser".
Pois bem, Noah Baumbach conseguiu e a Netflix deve estar dando pulos de alegria. Uma premiação em Cannes talvez seja esperar demais por causa das polêmicas. Mas a temporada de premiações pode trazer bons frutos. Indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original e uma indicação para Adam Sandler como Melhor Ator Coadjuvante são duas apostas que podem funcionar!
FOTOS DIA 5
Juliana Leão e Danilo Teixeira - equipe CETI!
SEÇÕES
No quarto dia de festival o cinema francês conquistou a crítica com o sensível "120 Battements par Minute", Kristen Stewart mostrou valor ao dirigir seu primeiro curta-metragem e "The Square" também saiu muito bem aplaudido!
Confira como foi esse ótimo dia em Cannes:
Confira como foi esse ótimo dia em Cannes:
"The Square"
O nome de Ruben Östlund pode ser desconhecido para a maioria dos brasileiros, mas em pouco mais de 15 ano de carreira, seu cinema tem encontrado o público e a critíca que entende o discurso provocativo e reflexivo que impõe em seus trabalhos. Cannes entendeu, e o diretor sueco já ganhou a mostra Un Certain Regard por “Força Maior” e a Coup de Coeur por “Play”. Este ano ele estreia na competição principal com “The Square”, em que explora as ideias sobre os contratos sociais, sobre o poder e a classe dominante e o menosprezo crescente do mundo da arte.
A trama conta sobre Christian, que é o curador de um museu de arte moderna. Poucos dias antes da abertura da prestigiosa exposição The Square, ele é assaltado. Ele então parte em busca de encontrar o assaltante e se encontra em situações que o faz questionar sua própria bússola moral. Simultaneamente, ele precisa lidar com os últimos preparativos da exposição. O que parecia ser uma história simplória, torna-se um pungente drama satírico que reflete os nossos tempos no que diz respeito ao senso de comunidade, a coragem moral e as consequências de atitudes egocêntricas em um mundo cada vez mais incerto.
Östlund acertou em cheio, pois o resultado em tela animou quem assistiu e a crítica o aponto como um interessante candidato a Palma de Ouro. Segundo a Vulture “o olhar do diretor para as sutilezas do comportamento humano, especialmente o comportamento público, nunca falha. Em uma determinada cena ouvimos uma treinadora dando uma palestra para um membro desapontado da equipe dizendo com firme carinho "Não desperdice energia sentindo pena de si mesmo, corrija e siga em frente." Ninguém mais em “The Square” tem a maturidade emocional de que uma líder de torcida”. Como todos nós.
Os elogios continuam, agora pelo The Guardian que destacou que o longa trabalha como a culpa de uma pessoa infecta toda uma sociedade como uma avassaladora depressão nervosa, que é intensificada, porém camuflada por uma crença de não-conformismo, no filme através do desempenho provocativo da arte. E ainda realça: "a sequência do jantar é realmente um teatro sobre a crueldade e medo, que induz o suor frio. Östlund pode ter sido inspirado por Roy Andersson ou talvez Lars Von Trier. Há uma gota de Buñuel lá também - mas a assinatura própria do diretor é clara. Isto é cinema de alta qualidade."
O elenco parece reproduzir muito bem as intenções do autor, pois o desempenho dos atores dentro dos seus personagens são excelentes. A começar pela dobradinha de Claes Bang e Elizabeth Moos, as cenas em que estão são dotadas de grande sintonia que resulta em um humor inteligente e fino, que faz a plateia rir genuinamente. Merece destaque também o ator Dominic West, que interpreta um tipo que poderia parecer ridículo, contudo sua esperteza e cara-de-pau encaixam muito bem. O ator, ginasta e dublê Terry Notary, conhecido por seus trabalhos em filmes de captação de movimento como "Planeta dos Macacos" é o responsável pela melhor cena do longa, a do jantar.
Por fim, o The Hollywood Reporter apontou o que se esperar de "The Square" para a temporada. "Alguns cortes significativos iriam, sem dúvida, melhorar as perspectivas críticas e comerciais do filme - que tem duas horas e meia -, mas ainda é um trabalho potente e perturbador que explora os limites da correção política, da liberdade artística e da liberdade de expressão de maneira provocativa. Deve e merece receber uma exposição significativa a nível internacional", afirmou. Cannes sempre oferece a visibilidade para que um longa internacional ganhe projeção dentro da temporada de festivais e premiações. A julgar pelo desempenho de "The Square" aqui, suas chances de ganhar a Palma de Ouro e ser o representante sueco no Oscar são reais.
A trama conta sobre Christian, que é o curador de um museu de arte moderna. Poucos dias antes da abertura da prestigiosa exposição The Square, ele é assaltado. Ele então parte em busca de encontrar o assaltante e se encontra em situações que o faz questionar sua própria bússola moral. Simultaneamente, ele precisa lidar com os últimos preparativos da exposição. O que parecia ser uma história simplória, torna-se um pungente drama satírico que reflete os nossos tempos no que diz respeito ao senso de comunidade, a coragem moral e as consequências de atitudes egocêntricas em um mundo cada vez mais incerto.
Östlund acertou em cheio, pois o resultado em tela animou quem assistiu e a crítica o aponto como um interessante candidato a Palma de Ouro. Segundo a Vulture “o olhar do diretor para as sutilezas do comportamento humano, especialmente o comportamento público, nunca falha. Em uma determinada cena ouvimos uma treinadora dando uma palestra para um membro desapontado da equipe dizendo com firme carinho "Não desperdice energia sentindo pena de si mesmo, corrija e siga em frente." Ninguém mais em “The Square” tem a maturidade emocional de que uma líder de torcida”. Como todos nós.
Os elogios continuam, agora pelo The Guardian que destacou que o longa trabalha como a culpa de uma pessoa infecta toda uma sociedade como uma avassaladora depressão nervosa, que é intensificada, porém camuflada por uma crença de não-conformismo, no filme através do desempenho provocativo da arte. E ainda realça: "a sequência do jantar é realmente um teatro sobre a crueldade e medo, que induz o suor frio. Östlund pode ter sido inspirado por Roy Andersson ou talvez Lars Von Trier. Há uma gota de Buñuel lá também - mas a assinatura própria do diretor é clara. Isto é cinema de alta qualidade."
O elenco parece reproduzir muito bem as intenções do autor, pois o desempenho dos atores dentro dos seus personagens são excelentes. A começar pela dobradinha de Claes Bang e Elizabeth Moos, as cenas em que estão são dotadas de grande sintonia que resulta em um humor inteligente e fino, que faz a plateia rir genuinamente. Merece destaque também o ator Dominic West, que interpreta um tipo que poderia parecer ridículo, contudo sua esperteza e cara-de-pau encaixam muito bem. O ator, ginasta e dublê Terry Notary, conhecido por seus trabalhos em filmes de captação de movimento como "Planeta dos Macacos" é o responsável pela melhor cena do longa, a do jantar.
Por fim, o The Hollywood Reporter apontou o que se esperar de "The Square" para a temporada. "Alguns cortes significativos iriam, sem dúvida, melhorar as perspectivas críticas e comerciais do filme - que tem duas horas e meia -, mas ainda é um trabalho potente e perturbador que explora os limites da correção política, da liberdade artística e da liberdade de expressão de maneira provocativa. Deve e merece receber uma exposição significativa a nível internacional", afirmou. Cannes sempre oferece a visibilidade para que um longa internacional ganhe projeção dentro da temporada de festivais e premiações. A julgar pelo desempenho de "The Square" aqui, suas chances de ganhar a Palma de Ouro e ser o representante sueco no Oscar são reais.
"120 Battements par Minute"
O diretor e roteirista francês Robin Campillo estreia em Cannes com apenas seu segundo trabalho na direção, e mostra ser dono de uma sensibilidade incrível!
O longa se passa na França, no início dos anos 1990. Onde o grupo ativista Act Up está intensificando seus esforços para que a sociedade reconheça a importância da prevenção e do tratamento em relação a Aids, que mata cada vez mais há uma década. Recém-chegado ao grupo, Nathan (Arnaud Valois) logo fica impressionado com a dedicação de Sean (Nahuel Pérez Biscayart) junto ao grupo, apesar de seu estado de saúde delicado.
O THR exaltou o trabalho do diretor, dizendo que dá para sentir a paixão que a equipe têm pelo filme, principalmente por parte de Campillo, já que o filme é baseado em suas experiências como um dos membros da organização. Mas a revista também destaca um ponto fraco: "Embora um dos principais méritos do filme seja um conjunto de rostos não familiarizados, que transmite vigorosamente o sentido de um movimento juvenil galvanizado, poucas das figuras principais recebem a definição de caráter para sustentar uma sentença tão longa. Mas não há queda de qualidade e o material parece muito bom, talvez uma edição mais rigorosa melhorasse muito as perspectivas internacionais da produção amorosamente feita".
The Guardian deu 5 estrelas 5 e exaltou o roteiro de Campillo, principalmente a construção dos seus personagens e a força apaixonante que parece mover toda a equipe envolvida e é tão nítida na tela. O veículo ainda escreveu assim: "Este filme tem o que seu título implica: um batimento cardíaco. Está cheio de vida cinematográfica".
A Variety escreveu que o filme conta com uma visão rara e inestimável, e ainda o compara à 'Filadélfia" e "Clube de Compra Dallas", dizendo que pode ser colocado no mesmo patamar dos dois filmes e que inclusive é tão relevante quanto, principalmente por saber retratar quase que perfeitamente aqueles anos e aqueles momentos históricos. O longa trabalha brilhantemente todo o erotismo dos jovens e, ao mesmo tempo, o medo que se encarava ao falar de AIDS e todas as batalhas necessárias. É um filme que deve sair de Cannes e conquistar todos os festivais, aposta a revista.
O longa de Campillo se torna um forte concorrente à sair de Cannes premiado. E se isso acontecer, a França pode muito bem levá-lo até o Oscar como representante de filme estrangeiro. Depois de um ano onde "Moonlight" quebrou barreiras, "120 Battements par Minute" pode chegar muito longe! E se isso acontecer, será ótimo.
O longa se passa na França, no início dos anos 1990. Onde o grupo ativista Act Up está intensificando seus esforços para que a sociedade reconheça a importância da prevenção e do tratamento em relação a Aids, que mata cada vez mais há uma década. Recém-chegado ao grupo, Nathan (Arnaud Valois) logo fica impressionado com a dedicação de Sean (Nahuel Pérez Biscayart) junto ao grupo, apesar de seu estado de saúde delicado.
O THR exaltou o trabalho do diretor, dizendo que dá para sentir a paixão que a equipe têm pelo filme, principalmente por parte de Campillo, já que o filme é baseado em suas experiências como um dos membros da organização. Mas a revista também destaca um ponto fraco: "Embora um dos principais méritos do filme seja um conjunto de rostos não familiarizados, que transmite vigorosamente o sentido de um movimento juvenil galvanizado, poucas das figuras principais recebem a definição de caráter para sustentar uma sentença tão longa. Mas não há queda de qualidade e o material parece muito bom, talvez uma edição mais rigorosa melhorasse muito as perspectivas internacionais da produção amorosamente feita".
The Guardian deu 5 estrelas 5 e exaltou o roteiro de Campillo, principalmente a construção dos seus personagens e a força apaixonante que parece mover toda a equipe envolvida e é tão nítida na tela. O veículo ainda escreveu assim: "Este filme tem o que seu título implica: um batimento cardíaco. Está cheio de vida cinematográfica".
A Variety escreveu que o filme conta com uma visão rara e inestimável, e ainda o compara à 'Filadélfia" e "Clube de Compra Dallas", dizendo que pode ser colocado no mesmo patamar dos dois filmes e que inclusive é tão relevante quanto, principalmente por saber retratar quase que perfeitamente aqueles anos e aqueles momentos históricos. O longa trabalha brilhantemente todo o erotismo dos jovens e, ao mesmo tempo, o medo que se encarava ao falar de AIDS e todas as batalhas necessárias. É um filme que deve sair de Cannes e conquistar todos os festivais, aposta a revista.
O longa de Campillo se torna um forte concorrente à sair de Cannes premiado. E se isso acontecer, a França pode muito bem levá-lo até o Oscar como representante de filme estrangeiro. Depois de um ano onde "Moonlight" quebrou barreiras, "120 Battements par Minute" pode chegar muito longe! E se isso acontecer, será ótimo.
"Come Swin" - curta metragem
Entre tantos longas tão grandiosos que estreiam em Cannes, é um pouco difícil imaginar que realmente algum curta vá chamar a atenção (tanto que foi um pouco complicado achar críticas disponíveis), mas Kristen Stewart parece ter se saído tão bem em sua estreia na direção, que o Telegraph têm muita coisa à dizer!
O curta de 17 minutos é um tanto abstrato, e fala sobre um homem que luta contra uma sede inextinguível - às vezes dentro de um sonho, e talvez às vezes não.
O telegraph escreveu que é "um trabalho sério, sombrio, muitas vezes não-sutil - mas também é disciplinado, fortemente coerente e alfabetizado em uma maneira surrealista à moda antiga". O fato é que Cannes sempre deu espaço para a atriz, exibindo vários de seus filmes e apostando que ela é alguém que vale a pena - e não é que estavam certo? Lembrem do prêmio César dois anos atrás. Agora, como diretora, segue uma interessante observação do telegraph: "Come Swim é significativamente melhor do que alguns dos projetos mal-aconselhados de atores dirigindo que o festival tem apresentado recentemente (lembrem de Ryan Gosling e Sean Penn)".
Por fim, o telegraph finaliza assim: "Os cínicos podem zombar de que qualquer pessoa com o orçamento e o calibre da equipe de Stewart poderia ter feito um bom filme. Mas até mesmo um segundo de reflexão lança inúmeros exemplos onde eles não fizeram (utra vez, lá Gosling e Penn). A verdade é que ela tem algo - e quando há algo mais, Cannes sem dúvida vai dar espaço".
O curta de 17 minutos é um tanto abstrato, e fala sobre um homem que luta contra uma sede inextinguível - às vezes dentro de um sonho, e talvez às vezes não.
O telegraph escreveu que é "um trabalho sério, sombrio, muitas vezes não-sutil - mas também é disciplinado, fortemente coerente e alfabetizado em uma maneira surrealista à moda antiga". O fato é que Cannes sempre deu espaço para a atriz, exibindo vários de seus filmes e apostando que ela é alguém que vale a pena - e não é que estavam certo? Lembrem do prêmio César dois anos atrás. Agora, como diretora, segue uma interessante observação do telegraph: "Come Swim é significativamente melhor do que alguns dos projetos mal-aconselhados de atores dirigindo que o festival tem apresentado recentemente (lembrem de Ryan Gosling e Sean Penn)".
Por fim, o telegraph finaliza assim: "Os cínicos podem zombar de que qualquer pessoa com o orçamento e o calibre da equipe de Stewart poderia ter feito um bom filme. Mas até mesmo um segundo de reflexão lança inúmeros exemplos onde eles não fizeram (utra vez, lá Gosling e Penn). A verdade é que ela tem algo - e quando há algo mais, Cannes sem dúvida vai dar espaço".
FOTOS DIA 4
Juliana Leão e Danilo Teixeira - equipe CETI!
SEÇÕES
O terceiro dia de festival foi emocionante!
Netflix estreia com "Okja" e entre tantas as polêmicas que tomaram conta da semana que antecedeu o festival, o longa simplesmente foi muito bem aplaudido e querido por todos que estavam presentes na exibição. Claro que nem tudo são flores, o longa teve problemas técnicos na hora da exibição, o que acabou atrasando um pouco o cronograma e o filme teve de ser reiniciado. Mas, o mais curioso, é que nos primeiros minutos, quando apareceu o logo da Netflix, boa parte da plateia vaiou. Mesmo assim o longa não foi prejudicado.
A outra estreia é "Jupiter's Moon", que dividiu a plateia com uma trama fantástica, mas ainda pode surpreender na premiação.
Veja como foi o terceiro dia do Festival de Cannes:
Netflix estreia com "Okja" e entre tantas as polêmicas que tomaram conta da semana que antecedeu o festival, o longa simplesmente foi muito bem aplaudido e querido por todos que estavam presentes na exibição. Claro que nem tudo são flores, o longa teve problemas técnicos na hora da exibição, o que acabou atrasando um pouco o cronograma e o filme teve de ser reiniciado. Mas, o mais curioso, é que nos primeiros minutos, quando apareceu o logo da Netflix, boa parte da plateia vaiou. Mesmo assim o longa não foi prejudicado.
A outra estreia é "Jupiter's Moon", que dividiu a plateia com uma trama fantástica, mas ainda pode surpreender na premiação.
Veja como foi o terceiro dia do Festival de Cannes:
"Okja"
E a Netflix estreou em Cannes! Depois de tantas polêmicas e discussões, "Okja" entrou com seu grandioso elenco pelo tapete vermelho e aqueceu ainda mais a briga sobre o serviço de streaming ter espaço no festival ou não. Acontece que a Netflix foi vaiada no momento em que seu nome apareceu na tela e, mesmo assim, o filme foi muito aplaudido no final! A atriz Tilda Swinton se manifestou sobre as polêmicas e disse que Cannes deveria ser um espaço aberto para quem tivesse algo à dizer, um filme para mostrar e que criar barreias parece ir contra tudo que o festival costuma apoiar. Bom, essa história ainda vai render muita discussão!
"Okja" conta a história de uma menina que cuida e tem como melhor amigo uma criatura fantástica. Os problemas começam quando uma multinacional resolve que irá roubar a criatura. O longa é dirigido por Bong Joon-Ho (que estreou em Hollywood de forma muito elogiada com "Expresso do Amanhã") e conta com elenco formidável: Jake Gyllenhaal, Tilda Swinton, Paul Dano, Giancarlo Esposito e An Seo-Hyun.
A Variety deu 5 estrelas em 5 e deu inúmeros elogios para a direção segura de Bong, além do roteiro muito bem escrito e da força de todos os personagens. Claro que também reservou um espaço para falar muito bem da criatura fantástica e dos efeitos visuais muito bem utilizados.
O The Guardian também entregou 5 estrelas em 5 e começou alfinetando ao dizer que "a Netflix não deveria se contentar em deixar o filme na tela pequena, os efeitos digitais são espetaculares e as imagens visuais bonitas. É um desperdício terrível deixá-los num iPad".
A revista também enfatizou o trabalho de Jake e Tilda: "É verdade que o desempenho de Jake Gyllenhaal como o Dr. Wilcox é bastante amplo e também o próprio desempenho de Swinton, no início. Mas sua presença no filme aprofunda e intensifica com o passar do tempo, mostrando-nos novas perspectivas e ela é um vilão maravilhosamente observável, estremecendo e franzindo o cenho com auto-piedade e medo". Por fim, o The Guardian entrega dois curiosos elogios, o primeiro dizendo que algumas cenas se assemelham a grandeza de King Kong, mas não tão óbvio. E o segundo, que Spielberg com certeza aprovaria algumas cenas grandiosas.
Já o The Hollywood Reporter, além de tecer diversos elogios, lembrou que a parte técnica do filme é feita por nomes já vencedores do Oscar como Erik-Jan De Boer, que trabalhou com Ang Lee e levou a estatueta por "As Aventuras de Pi". De Boer foi o responsável pelos efeitos visuais e já saiu de Cannes com um burburinho sobre uma nova indicação. O único problema levantado é a questão de alguns diálogos do roteiro que às vezes soam demasiadamente infantis ou perdidos. Mesmo assim, o THR finaliza: "Como o incômodo animal híbrido em seu coração, esta besta não é feita apenas de belezas. Mas é uma declaração tecnicamente impressionante e corajosamente original de um crescente autor asiático com ambições cada vez mais internacionais".
A Vulture escreveu que é engraçado como um filme sobre uma criatura estranha, possa vir a ser um dos filmes humanos da temporada e elogiou o fato de o filme não ser falado apenas em inglês, respeitando todas as linguagens necessárias.
Por fim, a Collider entregou um resumo bem prático do que parece ter significado a força de "Okja": "é deslumbrante e emocionante e engraçado e inventivo e inesperado. É por isso que Bong é um visionário entre seus pares. E, meu Deus, é por isso que vamos ao cinema".
"Okja" conseguiu. Netflix oficialmente lança um filme no Festival de Cannes e é muito aplaudida! Agora se vai ter chances para a Palma de Ouro é outra conversa... Mas, talvez para o Oscar, algumas indicações técnicas podem muito bem aparecer. Talvez até mais.
"Okja" conta a história de uma menina que cuida e tem como melhor amigo uma criatura fantástica. Os problemas começam quando uma multinacional resolve que irá roubar a criatura. O longa é dirigido por Bong Joon-Ho (que estreou em Hollywood de forma muito elogiada com "Expresso do Amanhã") e conta com elenco formidável: Jake Gyllenhaal, Tilda Swinton, Paul Dano, Giancarlo Esposito e An Seo-Hyun.
A Variety deu 5 estrelas em 5 e deu inúmeros elogios para a direção segura de Bong, além do roteiro muito bem escrito e da força de todos os personagens. Claro que também reservou um espaço para falar muito bem da criatura fantástica e dos efeitos visuais muito bem utilizados.
O The Guardian também entregou 5 estrelas em 5 e começou alfinetando ao dizer que "a Netflix não deveria se contentar em deixar o filme na tela pequena, os efeitos digitais são espetaculares e as imagens visuais bonitas. É um desperdício terrível deixá-los num iPad".
A revista também enfatizou o trabalho de Jake e Tilda: "É verdade que o desempenho de Jake Gyllenhaal como o Dr. Wilcox é bastante amplo e também o próprio desempenho de Swinton, no início. Mas sua presença no filme aprofunda e intensifica com o passar do tempo, mostrando-nos novas perspectivas e ela é um vilão maravilhosamente observável, estremecendo e franzindo o cenho com auto-piedade e medo". Por fim, o The Guardian entrega dois curiosos elogios, o primeiro dizendo que algumas cenas se assemelham a grandeza de King Kong, mas não tão óbvio. E o segundo, que Spielberg com certeza aprovaria algumas cenas grandiosas.
Já o The Hollywood Reporter, além de tecer diversos elogios, lembrou que a parte técnica do filme é feita por nomes já vencedores do Oscar como Erik-Jan De Boer, que trabalhou com Ang Lee e levou a estatueta por "As Aventuras de Pi". De Boer foi o responsável pelos efeitos visuais e já saiu de Cannes com um burburinho sobre uma nova indicação. O único problema levantado é a questão de alguns diálogos do roteiro que às vezes soam demasiadamente infantis ou perdidos. Mesmo assim, o THR finaliza: "Como o incômodo animal híbrido em seu coração, esta besta não é feita apenas de belezas. Mas é uma declaração tecnicamente impressionante e corajosamente original de um crescente autor asiático com ambições cada vez mais internacionais".
A Vulture escreveu que é engraçado como um filme sobre uma criatura estranha, possa vir a ser um dos filmes humanos da temporada e elogiou o fato de o filme não ser falado apenas em inglês, respeitando todas as linguagens necessárias.
Por fim, a Collider entregou um resumo bem prático do que parece ter significado a força de "Okja": "é deslumbrante e emocionante e engraçado e inventivo e inesperado. É por isso que Bong é um visionário entre seus pares. E, meu Deus, é por isso que vamos ao cinema".
"Okja" conseguiu. Netflix oficialmente lança um filme no Festival de Cannes e é muito aplaudida! Agora se vai ter chances para a Palma de Ouro é outra conversa... Mas, talvez para o Oscar, algumas indicações técnicas podem muito bem aparecer. Talvez até mais.
"Jupiter's Moon"
A produção de Kornel Mundruczo aproveita um pouco de tudo: o velho desejo que os homens têm de voar, o drama mundial dos refugiados e o grande momento que vive o cinema húngaro. Se tudo parece desconexo, a trama de “Jupiter's Moon” tenta alinhavar os pontos, pois é a história de um refugiado sírio que descobre que pode voar depois de ter sido baleado enquanto tentava atravessar a fronteira para a Hungria. Mundruczo sempre foi um cineasta ousado, ou pelo menos curioso nas suas escolhas. Seu primeiro sucesso internacional foi um musical sobre Joana D'Arc, chamado “Johanna” e que passou por Cannes em 2005, na competição Un Certain Regard. Sua estranheza seria bem aceita agora? Até que foi, mas em partes.
O roteiro ambicioso ao combinar a tensa crise atual com elementos que podem ser descritos como sobrenaturais ou fantásticos impressiona como uma criação cinematográfica. E também como uma história, já que é impossível não passar indiferente a ele. O The Hollywood Reporter destaca a beleza das cenas: “Toda a primeira parte do filme, os planos sequencia são deslumbrantes, cortesia dos 32 anos de carreira do diretor de fotografia Marcell Rev, em uma analogia a outra produção de Mundruczo, o igualmente impressionante “White God” (vencedor de Um Certain Regard em 2014). [...] Depois a narrativa toma seu primeiro twist, com a sobrevivência de Aryan e o seu sangue que de repente começa a fluir para o céu, seguido pelo próprio Aryan”.
Toda essa parte em que o protagonista assume seu superpoder encontra ecos no desejo pertinente que o homem tem de voar, desde o mito de Ícaro, passando pelos aviões e finalizando nos tecnológicos trajes que garantem a experiência, pelo menos por alguns minutos. É neste ponto que o filme começa a não ser crível. O Screendaily chamou a produção de "mistura estranha - uma espécie de combinação de "Filhos da Esperança" e um filme de "X-Men", que não deixa de passar uma mensagem ao público." Ou seja, não é porque ele leva para o lado da fantasia, que deva ser desacreditado, pelo contrário, contudo perdeu um pouco da verossimilhança. "Essa intrigante justaposição vai seduzir multidões para o cinema, mas reviews mistas podem abafar o entusiasmo".
Todavia, o maior problema do longa seja a sua avidez temática. "Jupiter's Moon" quer enfrentar a crise dos imigrantes, a perda da fé religiosa do mundo ocidental, os milagres, a redenção, o terrorismo, o sacrifício, a culpa e a alienação urbana moderna. É um thriller, um filme de perseguição, uma alegoria cristã, uma fábula sobre uma família e o drama visceral das questões sociais específicas sobre o estado húngaro e resposta desumana à crise dos refugiados", destacou o Variety. Com tanta informação, ele se perde.
Se Mundruczo quis aproveitar o excelente momento do cinema húngaro, seja pelo êxito de suas próprias produções ou no recente Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, vencido por "O Filho de Saul", de Laszlo Nemes, ele bateu na trave. O filme está longe de ser ruim e a atuação do jovem ator de teatro, recentemente no cinema Zsombor Jéger, é ótima, mas pecou por seus excessos. O The Guardian bem pontuou: "É um trabalho muito estranho e singular: não é a obra-prima visionária que se assume, porque acaba por se confundir em seus efeitos e ideias, mas é certamente corajoso. Ele perde a profundidade,porém sem se tornar superficial."
Por fim, o Variety trouxe uma indagação que merece ser refletida com atenção, provavelmente os questionamentos que o diretor imaginou ao produzir: "Talvez ele [Ayan] tenha vindo para nos salvar, talvez para nos condenar ou talvez simplesmente para viver o sonho supremo dos refugiados, finalmente escapar. Mesmo que seja subindo para a estratosfera, para longe da selvageria da humanidade, da banalidade e da corrupção."
As opiniões diferentes podem ser um problema para o filme ter uma longa vida na temporada de premiações, mas a singularidade do trabalho pode trazer bons frutos dentro da premiação em Cannes.
O roteiro ambicioso ao combinar a tensa crise atual com elementos que podem ser descritos como sobrenaturais ou fantásticos impressiona como uma criação cinematográfica. E também como uma história, já que é impossível não passar indiferente a ele. O The Hollywood Reporter destaca a beleza das cenas: “Toda a primeira parte do filme, os planos sequencia são deslumbrantes, cortesia dos 32 anos de carreira do diretor de fotografia Marcell Rev, em uma analogia a outra produção de Mundruczo, o igualmente impressionante “White God” (vencedor de Um Certain Regard em 2014). [...] Depois a narrativa toma seu primeiro twist, com a sobrevivência de Aryan e o seu sangue que de repente começa a fluir para o céu, seguido pelo próprio Aryan”.
Toda essa parte em que o protagonista assume seu superpoder encontra ecos no desejo pertinente que o homem tem de voar, desde o mito de Ícaro, passando pelos aviões e finalizando nos tecnológicos trajes que garantem a experiência, pelo menos por alguns minutos. É neste ponto que o filme começa a não ser crível. O Screendaily chamou a produção de "mistura estranha - uma espécie de combinação de "Filhos da Esperança" e um filme de "X-Men", que não deixa de passar uma mensagem ao público." Ou seja, não é porque ele leva para o lado da fantasia, que deva ser desacreditado, pelo contrário, contudo perdeu um pouco da verossimilhança. "Essa intrigante justaposição vai seduzir multidões para o cinema, mas reviews mistas podem abafar o entusiasmo".
Todavia, o maior problema do longa seja a sua avidez temática. "Jupiter's Moon" quer enfrentar a crise dos imigrantes, a perda da fé religiosa do mundo ocidental, os milagres, a redenção, o terrorismo, o sacrifício, a culpa e a alienação urbana moderna. É um thriller, um filme de perseguição, uma alegoria cristã, uma fábula sobre uma família e o drama visceral das questões sociais específicas sobre o estado húngaro e resposta desumana à crise dos refugiados", destacou o Variety. Com tanta informação, ele se perde.
Se Mundruczo quis aproveitar o excelente momento do cinema húngaro, seja pelo êxito de suas próprias produções ou no recente Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, vencido por "O Filho de Saul", de Laszlo Nemes, ele bateu na trave. O filme está longe de ser ruim e a atuação do jovem ator de teatro, recentemente no cinema Zsombor Jéger, é ótima, mas pecou por seus excessos. O The Guardian bem pontuou: "É um trabalho muito estranho e singular: não é a obra-prima visionária que se assume, porque acaba por se confundir em seus efeitos e ideias, mas é certamente corajoso. Ele perde a profundidade,porém sem se tornar superficial."
Por fim, o Variety trouxe uma indagação que merece ser refletida com atenção, provavelmente os questionamentos que o diretor imaginou ao produzir: "Talvez ele [Ayan] tenha vindo para nos salvar, talvez para nos condenar ou talvez simplesmente para viver o sonho supremo dos refugiados, finalmente escapar. Mesmo que seja subindo para a estratosfera, para longe da selvageria da humanidade, da banalidade e da corrupção."
As opiniões diferentes podem ser um problema para o filme ter uma longa vida na temporada de premiações, mas a singularidade do trabalho pode trazer bons frutos dentro da premiação em Cannes.
FOTOS DIA 3
Danilo Teixeira e Juliana Leão - Equipe CETI!
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Depois de dirigir o muito elogiado "Temporários 12", o diretor Destin Cretton se uniu outra vez para trabalhar com Brie Larson! Dessa vez para filmar a adaptação do livro homônimo de Jeanette Walls.
A trama retrata a infância de Walls, criada com os irmãos no seio de uma família desequilibrada, bastante pobre e nômade, e as consequências disso em sua vida adulta.
Confira o trailer abaixo:
A trama retrata a infância de Walls, criada com os irmãos no seio de uma família desequilibrada, bastante pobre e nômade, e as consequências disso em sua vida adulta.
Confira o trailer abaixo:
O filme estreia nos cinema americanos no dia 11 de agosto.
Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Com sua estreia em Cannes para acontecer, Netflix divulgou um novo trailer do seu primeiro trabalho à passar pelo tapete vermelho. Trata-se do filme "Okja", de John-ho Bong. O longa fala sobre Mija (Seo Hyun An), a cuidadora de Okja, um enorme amigo e animal de estimação. A jovem garota está prestes a mudar todo o rumo de sua vida, porque uma poderosa multinacional ameaça sequestrar seu melhor amigo e levá-lo para Nova York. No entanto, a menina não medirá esforços para impedir o crime e salvar o animal.
O filme é estrelado por Tilda Swinton, Jake Gyllenhaal, Paul Dano, Giancarlo Esposito, Steven Yeun, Lily Collins e apresenta a estreante Seo Hyun An.
Confira o trailer:
O filme é estrelado por Tilda Swinton, Jake Gyllenhaal, Paul Dano, Giancarlo Esposito, Steven Yeun, Lily Collins e apresenta a estreante Seo Hyun An.
Confira o trailer:
"Okja" estreia hoje no Festival de Cannes e amanhã você pode conferir aqui no CETI! como foi a recepção da crítica!
Danilo Teixeira - equipe CETI!
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O segundo dia do Festival de Cannes já nos faz lembrar porque esse é um dos eventos cinematográficos mais importantes e grandiosos do mundo!
Foi um dia exemplar, com duas das estreias mais esperadas da temporada! Tivemos direito a um filme mais polêmico, "Loveless", de Andrey Zvyaginstev - um dos mais importantes diretores russos da atualidade - e a volta de Todd Haynes no festival, depois de estrear dois anos atrás com o poderoso "Carol", o diretor pisa no tapete vermelho com uma das maiores promessas da temporada - com as estrelas Michelle Williams e Julianne Moore - "Wonderstruck".
Confira abaixo como foi o segundo dia do festival:
Foi um dia exemplar, com duas das estreias mais esperadas da temporada! Tivemos direito a um filme mais polêmico, "Loveless", de Andrey Zvyaginstev - um dos mais importantes diretores russos da atualidade - e a volta de Todd Haynes no festival, depois de estrear dois anos atrás com o poderoso "Carol", o diretor pisa no tapete vermelho com uma das maiores promessas da temporada - com as estrelas Michelle Williams e Julianne Moore - "Wonderstruck".
Confira abaixo como foi o segundo dia do festival:
"Wonderstruck"
Abrindo as exibições do Festival de Cannes, o diretor Todd Raynes apresenta seu sétimo filme, “Wonderstruck”, estrelado por Oakes Fegley e pela iniciante Millicent Simmonds, que recebem o apoio em cena das grandes atrizes Julianne Moore e Michelle Williams. O longa dividiu opiniões, mas foi unânime no que diz respeito à produção.
“Wonderstruck” é um longa dividido em dois períodos, anos 70 e 20, e conta a história de duas crianças surdas que encontram em Nova Iorque um refúgio para sua situação – uma é obrigada pelo pai a aprender linguagem de sinais e o outro vai em busca do pai que nunca conheceu. A história é uma adaptação do autor Brian Selznick, o mesmo que inspirou o filme “A invenção de Hugo Cabret”, dirigido por Scorsese.
Assim como em “A invenção de Hugo Cabret”, o universo de “Wonderstruck” beira a magia e inocência que só um filme liderado por crianças pode trazer. No entanto, esse foi um dos pontos fracos mais comentados pela crítica em Cannes, a veia infantil do roteiro torna o andamento do mesmo bastante coincidente e com desdobramentos forçados, como ressalta este trecho da análise do site da Variety: “Mas é aqui, quando "Wonderstruck" deveria estar levantando voo, que o filme começa a girar de forma prosaica e enrolada, com camadas de coincidência significativa. (Você não vai acreditar como esses dioramas se conectam ao passado de Ben.) A revelação da ligação entre Ben e Rose é realmente muito bonita, mas muito mais do que o que acontece”.
Além disso, as cenas que se passam em 1920 são reproduções evidentes do sucesso que foi “O Artista”: a fotografia é toda em preto e branco, como comenta o The Guardian. “As sequências dos anos 1920 são filmadas em preto e branco, uma insistência ligeiramente pedante na idade do cinema mudo. Wonderstruck também implica uma ligação fracamente errada entre o cinema mudo e a surdez, o que eu acho que é ignorar a experiência vital do acompanhamento musical”.
Apesar de ter dado 2 estrelas (de 5), o crítico do The Guardian também encontrou e elogiou as referências artísticas do clássico “Nosferatu” e dos filmes “O Curioso Caso de Benjamin Button” e “Uma Viagem Extraordinária”.
A trilha sonora de “Wonderstruck” foi elogiada pelos críticos, principalmente por evidenciar as trocas de período e de locação. O trabalho foi feito por Carter Burwell. “A enorme quantidade de música que ele escreveu para este filme inclui alguns de seus melhores e mais ambiciosos trabalhos até hoje, desde o vento propulsivo e as peças de piano que materializam as melodias da era silenciosa para o drone psicológico que nos recebe de volta a Nova York. As notas indicam que o filme está caminhando para uma incrível sensação de coesão”, traz a análise do Indiewire.
Em meio a tantos comentários focados na produção e no roteiro, “Wonderstruck” ainda tem um grande elenco que merece ser mencionado. “O filme é mais visualmente inebriante do que comandado por atuações, embora Moore e Williams tragam sua classe inefável e habitual sensibilidade ao seu tempo de tela limitada [...] Os jovens atores aparecem em tela com naturalismo inconsciente: a coragem e determinação vulnerável de Fegley; a Simmonds silenciosamente luminosa tem os poderes expressivos de uma estrela de tela silenciosa”, comenta o site Hollywood Reporter.
As críticas de “Wonderstruck” focaram bastante em suas características visuais por se tratar de um filme sobre crianças. A temática pede uma produção mais imersiva, e isso o diretor Todd Haynes conseguiu alcançar. Mas, pelas expectativas dos críticos que já assistiram a obra e conhecem o trabalho do diretor, o roteiro deixou a desejar em alguns pontos por seguir em caminhos forçados. Dessa forma, “Wonderstruck” se posiciona como um longa que merece ser visto por sua composição técnica e que está um pouco longe de tocar na estatueta do Oscar.
“Wonderstruck” é um longa dividido em dois períodos, anos 70 e 20, e conta a história de duas crianças surdas que encontram em Nova Iorque um refúgio para sua situação – uma é obrigada pelo pai a aprender linguagem de sinais e o outro vai em busca do pai que nunca conheceu. A história é uma adaptação do autor Brian Selznick, o mesmo que inspirou o filme “A invenção de Hugo Cabret”, dirigido por Scorsese.
Assim como em “A invenção de Hugo Cabret”, o universo de “Wonderstruck” beira a magia e inocência que só um filme liderado por crianças pode trazer. No entanto, esse foi um dos pontos fracos mais comentados pela crítica em Cannes, a veia infantil do roteiro torna o andamento do mesmo bastante coincidente e com desdobramentos forçados, como ressalta este trecho da análise do site da Variety: “Mas é aqui, quando "Wonderstruck" deveria estar levantando voo, que o filme começa a girar de forma prosaica e enrolada, com camadas de coincidência significativa. (Você não vai acreditar como esses dioramas se conectam ao passado de Ben.) A revelação da ligação entre Ben e Rose é realmente muito bonita, mas muito mais do que o que acontece”.
Além disso, as cenas que se passam em 1920 são reproduções evidentes do sucesso que foi “O Artista”: a fotografia é toda em preto e branco, como comenta o The Guardian. “As sequências dos anos 1920 são filmadas em preto e branco, uma insistência ligeiramente pedante na idade do cinema mudo. Wonderstruck também implica uma ligação fracamente errada entre o cinema mudo e a surdez, o que eu acho que é ignorar a experiência vital do acompanhamento musical”.
Apesar de ter dado 2 estrelas (de 5), o crítico do The Guardian também encontrou e elogiou as referências artísticas do clássico “Nosferatu” e dos filmes “O Curioso Caso de Benjamin Button” e “Uma Viagem Extraordinária”.
A trilha sonora de “Wonderstruck” foi elogiada pelos críticos, principalmente por evidenciar as trocas de período e de locação. O trabalho foi feito por Carter Burwell. “A enorme quantidade de música que ele escreveu para este filme inclui alguns de seus melhores e mais ambiciosos trabalhos até hoje, desde o vento propulsivo e as peças de piano que materializam as melodias da era silenciosa para o drone psicológico que nos recebe de volta a Nova York. As notas indicam que o filme está caminhando para uma incrível sensação de coesão”, traz a análise do Indiewire.
Em meio a tantos comentários focados na produção e no roteiro, “Wonderstruck” ainda tem um grande elenco que merece ser mencionado. “O filme é mais visualmente inebriante do que comandado por atuações, embora Moore e Williams tragam sua classe inefável e habitual sensibilidade ao seu tempo de tela limitada [...] Os jovens atores aparecem em tela com naturalismo inconsciente: a coragem e determinação vulnerável de Fegley; a Simmonds silenciosamente luminosa tem os poderes expressivos de uma estrela de tela silenciosa”, comenta o site Hollywood Reporter.
As críticas de “Wonderstruck” focaram bastante em suas características visuais por se tratar de um filme sobre crianças. A temática pede uma produção mais imersiva, e isso o diretor Todd Haynes conseguiu alcançar. Mas, pelas expectativas dos críticos que já assistiram a obra e conhecem o trabalho do diretor, o roteiro deixou a desejar em alguns pontos por seguir em caminhos forçados. Dessa forma, “Wonderstruck” se posiciona como um longa que merece ser visto por sua composição técnica e que está um pouco longe de tocar na estatueta do Oscar.
"Loveless"
“Loveless”, do diretor russo Andrey Zvyagintsev (‘Leviathan’), chegou com força a Cannes. O misterioso drama retrata a sociedade russa de maneira intensa, onde a busca por status, dinheiro e poder ganha destaque e leva a uma reflexão pesada sobre o individualismo do século XXI. A história de um casal de classe média, Borys e Zhenya, com um relacionamento desconectado e sem amor, e seu filho impactado por essa situação, Alyosha, trouxe uma carga emocional com contornos dramáticos a essa relação e ganhou aplausos durante a exibição nessa quinta-feira.
Os maiores elogios cabem para o trabalho de Andrey. Inclusive, o The Hollywood Reporter escreveu que "Andrey Zvyagintsev mais uma vez demonstra seu notável dom para a criação de microcosmos dramáticos perfeitamente formados que ilustram as patologias humanas da sociedade russa (...) Zvyagintsev mantém os exigentes padrões técnicos dos quais ele é conhecido. Seu elenco, a trilha pouco conhecida fora da Rússia e os atores que apresentam performances igualmente destacadas que compõem belamente o clímax. O filme nos deixa um com um nó no estômago, ao deixar claro para todos na sala que é impossível uma vida sem amor".
O The Guardian deu a nota de 5 estrelas em 5 e muitos elogios: "é uma história crua, misteriosa e aterrorizante de catástrofe espiritual: um drama com a forma ostensiva de um thriller processual de crime. Tem uma intensidade hipnótica e uma ambiguidade insuportável que é mantida até o fim. Esta é uma história da Rússia moderna, cujo povo está à mercê de forças implacáveis, um mundo sem amor como se fosse um planeta sem os meios de sustentar a vida humana, um lugar onde a necessidade ordinária de sobrevivência se transformou em uma aspiração inesgotável de demanda por status, dinheiro e liberdade para encontrar um segundo casamento vantajoso que traga um bom apartamento, sexo, luxo e as mídias sociais que permitam uma auto-afirmação. Mas tudo isso é apoiado, ou supervisionado, por normas sociais intensamente conservadoras do cristianismo, do conformismo e do nacionalismo (...) "Loveless" pode não ter a grandeza e o alcance de "Leviathan, mas seu brilho e paixão são extremamente convincentes".
A Variety fala sobre a importância política e cultural dos trabalhos de Andrey: "Zvyagintsev não pode vir para a direita e declarar, em cores vivas e afiadas, a corrupção total de sua sociedade, mas ele pode fazer um filme como "Leviathan", que levou a temperatura espiritual de uma Rússia de classe média que parecia ter perdido tudo na bebida e na traição, e pode fazer "Loveless", que tem um olhar sinistro e reverberante não na política da Rússia, mas na crise de empatia cultural e da constante insensibilidade".
Quando estreou com "Leviathan", Andrey foi indicado ao Oscar e levou o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro para a Rússia. As chances dele ser o representante do país de novo são bem altas! E também o filme entra para as apostas como um dos trabalhos que podem sair premiados de Cannes.
Os maiores elogios cabem para o trabalho de Andrey. Inclusive, o The Hollywood Reporter escreveu que "Andrey Zvyagintsev mais uma vez demonstra seu notável dom para a criação de microcosmos dramáticos perfeitamente formados que ilustram as patologias humanas da sociedade russa (...) Zvyagintsev mantém os exigentes padrões técnicos dos quais ele é conhecido. Seu elenco, a trilha pouco conhecida fora da Rússia e os atores que apresentam performances igualmente destacadas que compõem belamente o clímax. O filme nos deixa um com um nó no estômago, ao deixar claro para todos na sala que é impossível uma vida sem amor".
O The Guardian deu a nota de 5 estrelas em 5 e muitos elogios: "é uma história crua, misteriosa e aterrorizante de catástrofe espiritual: um drama com a forma ostensiva de um thriller processual de crime. Tem uma intensidade hipnótica e uma ambiguidade insuportável que é mantida até o fim. Esta é uma história da Rússia moderna, cujo povo está à mercê de forças implacáveis, um mundo sem amor como se fosse um planeta sem os meios de sustentar a vida humana, um lugar onde a necessidade ordinária de sobrevivência se transformou em uma aspiração inesgotável de demanda por status, dinheiro e liberdade para encontrar um segundo casamento vantajoso que traga um bom apartamento, sexo, luxo e as mídias sociais que permitam uma auto-afirmação. Mas tudo isso é apoiado, ou supervisionado, por normas sociais intensamente conservadoras do cristianismo, do conformismo e do nacionalismo (...) "Loveless" pode não ter a grandeza e o alcance de "Leviathan, mas seu brilho e paixão são extremamente convincentes".
A Variety fala sobre a importância política e cultural dos trabalhos de Andrey: "Zvyagintsev não pode vir para a direita e declarar, em cores vivas e afiadas, a corrupção total de sua sociedade, mas ele pode fazer um filme como "Leviathan", que levou a temperatura espiritual de uma Rússia de classe média que parecia ter perdido tudo na bebida e na traição, e pode fazer "Loveless", que tem um olhar sinistro e reverberante não na política da Rússia, mas na crise de empatia cultural e da constante insensibilidade".
Quando estreou com "Leviathan", Andrey foi indicado ao Oscar e levou o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro para a Rússia. As chances dele ser o representante do país de novo são bem altas! E também o filme entra para as apostas como um dos trabalhos que podem sair premiados de Cannes.
FOTOS DIA 2
Aline Anzolin, Danilo Teixeira e Giovanna Pini - equipe CETI!
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Abertura
Chegou a hora! Começou o maior Festival de cinema do mundo! A 70ª edição de Cannes iniciou em grande estilo com a presença de Pedro Almodóvar, que como presidente do Júri deste ano traz a importante credibilidade na decisão final pela Palma de Ouro.
Entre tanta festa e expectativa pelos dias que estão por vir, a abertura ficou marcada pela polêmica coletiva de imprensa aonde Almodóvar e Will Smith se pronunciaram à respeito das atuais discordâncias entre Netflix e a organização do Festival.
Só lembrando, a polêmica começou quando a Netflix se negou a lançar os dois filmes que estão em Cannes em circuito comercial na França. Então a organização permitiu que isso acontecesse esse ano, mas que nos próximos isso se tornaria uma regra para quem quisesse fazer parte do festival.
Almodóvar disse que: “As plataformas digitais de exibição são uma nova forma de oferecer conteúdo, mas elas não podem suprimir as anteriores, como, por exemplo, o hábito de se ir ao cinema. As novas plataformas não devem mudar os hábitos dos espectadores. Eles devem respeitar as regras que existiam anteriormente e respeitar todos os formatos de exibição". O diretor ainda finalizou dizendo que seria um paradoxo caso o maior festival de cinema do mundo entregue a Palma de Ouro para um filme que o grande público não poderá ver nos cinemas.
Já um dos membros do júri, Will Smith, parece pensar um pouco diferente: "Tenho filhos de 16, 18 e 24 anos em casa e a Netflix não tem impacto sobre a relação deles com o cinema. Eles descobriram na Netflix muitos filmes que não conheceriam de outras formas e que despertaram a atenção deles para um tipo de cinema sobre o qual eles podem pesquisar na internet. Mesmo assim, eles continuam indo a salas de exibição. São formas bem diferentes de entretenimento”.
Provavelmente esse assunto deve tomar parte de todos os debates durante as duas semanas de festival... Por hora, o festival começou oficialmente! E você pode dar uma olhada em alguns dos atores e diretores que fizeram parte da abertura na galeria de fotos no final desse post.
Arnaud Desplechin trouxe seu longa "Ismael Ghost's" para a abertura - junto com alguns dos melhores atores do cinema francês atual e Almodóvar finalizou falando sobre a diversidade do Festival de Cannes 2017: “Espero ter a mesma sensação que Cannes viveu quando por aqui passaram La Dolce Vita ou Apocalypse Now. Espero a surpresa. E se vier algo politicamente incorreto, estou aberto a ele”.
Vamos começar então, oficialmente, o 70º Festival de Cannes!
Entre tanta festa e expectativa pelos dias que estão por vir, a abertura ficou marcada pela polêmica coletiva de imprensa aonde Almodóvar e Will Smith se pronunciaram à respeito das atuais discordâncias entre Netflix e a organização do Festival.
Só lembrando, a polêmica começou quando a Netflix se negou a lançar os dois filmes que estão em Cannes em circuito comercial na França. Então a organização permitiu que isso acontecesse esse ano, mas que nos próximos isso se tornaria uma regra para quem quisesse fazer parte do festival.
Almodóvar disse que: “As plataformas digitais de exibição são uma nova forma de oferecer conteúdo, mas elas não podem suprimir as anteriores, como, por exemplo, o hábito de se ir ao cinema. As novas plataformas não devem mudar os hábitos dos espectadores. Eles devem respeitar as regras que existiam anteriormente e respeitar todos os formatos de exibição". O diretor ainda finalizou dizendo que seria um paradoxo caso o maior festival de cinema do mundo entregue a Palma de Ouro para um filme que o grande público não poderá ver nos cinemas.
Já um dos membros do júri, Will Smith, parece pensar um pouco diferente: "Tenho filhos de 16, 18 e 24 anos em casa e a Netflix não tem impacto sobre a relação deles com o cinema. Eles descobriram na Netflix muitos filmes que não conheceriam de outras formas e que despertaram a atenção deles para um tipo de cinema sobre o qual eles podem pesquisar na internet. Mesmo assim, eles continuam indo a salas de exibição. São formas bem diferentes de entretenimento”.
Provavelmente esse assunto deve tomar parte de todos os debates durante as duas semanas de festival... Por hora, o festival começou oficialmente! E você pode dar uma olhada em alguns dos atores e diretores que fizeram parte da abertura na galeria de fotos no final desse post.
Arnaud Desplechin trouxe seu longa "Ismael Ghost's" para a abertura - junto com alguns dos melhores atores do cinema francês atual e Almodóvar finalizou falando sobre a diversidade do Festival de Cannes 2017: “Espero ter a mesma sensação que Cannes viveu quando por aqui passaram La Dolce Vita ou Apocalypse Now. Espero a surpresa. E se vier algo politicamente incorreto, estou aberto a ele”.
Vamos começar então, oficialmente, o 70º Festival de Cannes!
"Ismael Ghost's"
Apesar de ser um festival de cinema internacional, e talvez o mais democrático deles, Cannes não nega as suas origens francesas. E se estamos em uma celebração pela edição de número 70, o filme de abertura não poderia ser outro a não ser uma demonstração da sua prata da casa. O francês “Les fantômes d'Ismaël” ou “Ismael Ghosts”, como está sendo vendido internacionalmente, foi o escolhido para a noite de gala, com a presença de todo o júri e imprensa. Entretanto, infelizmente, o diretor Arnaud Desplechin não tem muito o que comemorar, pois o que se viu em tela foi muito aquém do esperado.
O veterano diretor, que já tem seis indicações a Palma de Ouro, na percepção dos críticos deixou muito a desejar. O The Guardian foi muito direto ao descrever a produção, chamando-a de “pura bobagem” e de “desperdício de tempo”. Segundo Peter Bradshaw “é um rabisco inacabado de um filme, um jogo da mente totalmente despreocupado e loucamente sem substância. Não passa de um esboço ou um emaranhado deles, uma junção de ideias semi-cozidas para serem aplicadas em outros projetos, eu suspeito, que o diretor tentou salvar as coisas e piorou tudo”.
Apesar do discurso duro, há algumas ações bem aprazíveis no longa. O primeiro diz respeito ao uso do diálogo e da linguagem cinematográfica, que é muito sofisticado. A trama segue um cineasta cuja vida caí numa espiral de complicações pelo retorno de sua esposa, que ele achava que estava morta, no momento em que ele está prestes a gravar um novo filme. Na visão do The Hollywood Reporter “às vezes o texto de “Ismael Ghosts” tende ao melodrama overrate, quando em outras vezes subverte o seu gênero e traz nuances inesperadas. As várias histórias do filme não se manteriam tão bem se não houvesse um tema abrangente que unisse tudo, por isso o filme acaba por ser tornar um estudo sobre como nossas identidades estão constantemente sendo moldadas por forças externas que podem estar para sempre além do nosso controle, por mais que tentemos - e às vezes falhamos - permanecer centrados”.
Em Cannes, o longa está sendo exibido em sua versão reduzida, de 114 minutos, uma decisão do diretor juntamente com a comissão do festival. Tendo sido reservado o corte do diretor, que tem mais vinte minutos, para ser exibido posteriormente na Cinéma du Panthéon, em Paris. Esse fato causou estranheza não só por parecer algo que o festival não está acostumado a fazer, pois tem um postura muito protetiva a respeito das produções exibidas, mas vide a abertura para as produções de streaming da Netflix e Amazon, tudo parece possível, mesmo com a volta atrás no último caso.
Peter Debruge, da Variety, achou que essa ousadia da subversão de Desplechin pareceu um tanto pretensioso. “Sem a vantagem de ter visto o corte mais longo de 134 minutos do diretor, uma leitura com o que se tem sugere que ele está determinado a desafiar a linguagem convencional do cinema, aplicando até um pouco da estética cubista na dinâmica central. O filme tem algo profundo a dizer sobre a dor persistente de relacionamentos passados e a ameaça que ainda apresentam ao presente, mas faz de uma maneira desnecessariamente complicada, nós não podemos ajudar e acabamos sendo ainda mais sobrecarregados. Ele quer ser "Um Corpo que Cai" ou "Providence", além de meia dúzia de auto-retratos prismáticos nos quais uma produção ameaça matar o seu criador como em "8½" e "All That Jazz", disse.
Por fim, as atuações. O resultado: palmas para Marion Cotillard e Charlotte Gainsbourg, vencedora do Oscar e vencedora da Palma de Ouro, respectivamente. A Indiewire é só elogios, “Cotillard é particularmente apaixonante, é como um pacote melancólico de mistérios ansiosos para retornar a um mundo ainda assombrado pelo trauma de sua partida. Suas interações com Gainsbourg são fascinantes e ambíguos ao se unirem sob circunstâncias impossíveis”. E completa: “Gainsbourg faz um trabalho sólido ao exalar suas frustrações decorrentes da chegada repentina de Carlotta (Cotillard), mas ela é marginalizada pela proeminência de Ismael na narrativa e termina subordinada à sua existência.” Por falar no personagem que dá título a história, Ismael é um tipo estranho na tela, protagonista, mas ao mesmo tempo marginalizado em sua história. Já Mathieu Amalric está no auge de seus poderes fazendo um tipo desleixado, escravo romântico de suas paixões e tão perdido em pensamentso que o filme parece existir aos caprichos de sua mente inquieta.
Pretendendo ser mais do que realmente é, “Ismael Ghosts” não é um dos melhores trabalhos de Arnaud Desplechin, que tem ainda no currículo “Um Conto de Natal” e “Rei e Rainhas”, ficou aquém do que se esperava. Pretensioso, mas na realidade fraco.O que se salva é primeiro o sentimento de que se fosse bem tratado, poderia ser uma boa história, a execução falha. Festejadas mesmo são as atuações do trio francês Marion Cottilard, Charlotte Gainsbourg e Mathieu Amalric, principalmente das atrizes. A noite de abertura foi festiva por tudo o que envolve o festival, mas no final ficou um gostinho amargo, infelizmente.
O veterano diretor, que já tem seis indicações a Palma de Ouro, na percepção dos críticos deixou muito a desejar. O The Guardian foi muito direto ao descrever a produção, chamando-a de “pura bobagem” e de “desperdício de tempo”. Segundo Peter Bradshaw “é um rabisco inacabado de um filme, um jogo da mente totalmente despreocupado e loucamente sem substância. Não passa de um esboço ou um emaranhado deles, uma junção de ideias semi-cozidas para serem aplicadas em outros projetos, eu suspeito, que o diretor tentou salvar as coisas e piorou tudo”.
Apesar do discurso duro, há algumas ações bem aprazíveis no longa. O primeiro diz respeito ao uso do diálogo e da linguagem cinematográfica, que é muito sofisticado. A trama segue um cineasta cuja vida caí numa espiral de complicações pelo retorno de sua esposa, que ele achava que estava morta, no momento em que ele está prestes a gravar um novo filme. Na visão do The Hollywood Reporter “às vezes o texto de “Ismael Ghosts” tende ao melodrama overrate, quando em outras vezes subverte o seu gênero e traz nuances inesperadas. As várias histórias do filme não se manteriam tão bem se não houvesse um tema abrangente que unisse tudo, por isso o filme acaba por ser tornar um estudo sobre como nossas identidades estão constantemente sendo moldadas por forças externas que podem estar para sempre além do nosso controle, por mais que tentemos - e às vezes falhamos - permanecer centrados”.
Em Cannes, o longa está sendo exibido em sua versão reduzida, de 114 minutos, uma decisão do diretor juntamente com a comissão do festival. Tendo sido reservado o corte do diretor, que tem mais vinte minutos, para ser exibido posteriormente na Cinéma du Panthéon, em Paris. Esse fato causou estranheza não só por parecer algo que o festival não está acostumado a fazer, pois tem um postura muito protetiva a respeito das produções exibidas, mas vide a abertura para as produções de streaming da Netflix e Amazon, tudo parece possível, mesmo com a volta atrás no último caso.
Peter Debruge, da Variety, achou que essa ousadia da subversão de Desplechin pareceu um tanto pretensioso. “Sem a vantagem de ter visto o corte mais longo de 134 minutos do diretor, uma leitura com o que se tem sugere que ele está determinado a desafiar a linguagem convencional do cinema, aplicando até um pouco da estética cubista na dinâmica central. O filme tem algo profundo a dizer sobre a dor persistente de relacionamentos passados e a ameaça que ainda apresentam ao presente, mas faz de uma maneira desnecessariamente complicada, nós não podemos ajudar e acabamos sendo ainda mais sobrecarregados. Ele quer ser "Um Corpo que Cai" ou "Providence", além de meia dúzia de auto-retratos prismáticos nos quais uma produção ameaça matar o seu criador como em "8½" e "All That Jazz", disse.
Por fim, as atuações. O resultado: palmas para Marion Cotillard e Charlotte Gainsbourg, vencedora do Oscar e vencedora da Palma de Ouro, respectivamente. A Indiewire é só elogios, “Cotillard é particularmente apaixonante, é como um pacote melancólico de mistérios ansiosos para retornar a um mundo ainda assombrado pelo trauma de sua partida. Suas interações com Gainsbourg são fascinantes e ambíguos ao se unirem sob circunstâncias impossíveis”. E completa: “Gainsbourg faz um trabalho sólido ao exalar suas frustrações decorrentes da chegada repentina de Carlotta (Cotillard), mas ela é marginalizada pela proeminência de Ismael na narrativa e termina subordinada à sua existência.” Por falar no personagem que dá título a história, Ismael é um tipo estranho na tela, protagonista, mas ao mesmo tempo marginalizado em sua história. Já Mathieu Amalric está no auge de seus poderes fazendo um tipo desleixado, escravo romântico de suas paixões e tão perdido em pensamentso que o filme parece existir aos caprichos de sua mente inquieta.
Pretendendo ser mais do que realmente é, “Ismael Ghosts” não é um dos melhores trabalhos de Arnaud Desplechin, que tem ainda no currículo “Um Conto de Natal” e “Rei e Rainhas”, ficou aquém do que se esperava. Pretensioso, mas na realidade fraco.O que se salva é primeiro o sentimento de que se fosse bem tratado, poderia ser uma boa história, a execução falha. Festejadas mesmo são as atuações do trio francês Marion Cottilard, Charlotte Gainsbourg e Mathieu Amalric, principalmente das atrizes. A noite de abertura foi festiva por tudo o que envolve o festival, mas no final ficou um gostinho amargo, infelizmente.
Fotos do dia 1
Juliana Leão e Danilo Teixeira - equipe CETI!
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A Fox Searchlight acabou de lançar o primeiro trailer de "Battle os the Sexes", que traz a última vencedora do Oscar de Melhor Atriz Emma Stone e Steve Carell, duas vezes indicado. Um dos filmes mais aguardados do ano e que, segundo os críticos, pode dar a Emma sua segunda estatueta consecutiva é baseado na história real dos tenistas Billie Jean King e Bobby Riggs.
O longa de Jonathan Dayton e Valerie Faris conta sobre a épica partida de tênis ocorrida no ano de 1973 entre King e Riggs e todas as tensões envolvidas. Buscando a comédia, a produção promete não só dar indicação a atriz, como também a Carell, roteiro, figurino, maquiagem e direção de arte. Contudo o mais importante é a discussão sobre o feminismo e o empoderamento da mulher.
No elenco ainda estão Alan Cumming, Andrea Riseborough, Elizabeth Shue, Austin Stowell e Sarah Silverman.
A estreia nos cinemas dos EUA estão marcadas para o dia 22 de setembro. Imperdível!
O longa de Jonathan Dayton e Valerie Faris conta sobre a épica partida de tênis ocorrida no ano de 1973 entre King e Riggs e todas as tensões envolvidas. Buscando a comédia, a produção promete não só dar indicação a atriz, como também a Carell, roteiro, figurino, maquiagem e direção de arte. Contudo o mais importante é a discussão sobre o feminismo e o empoderamento da mulher.
No elenco ainda estão Alan Cumming, Andrea Riseborough, Elizabeth Shue, Austin Stowell e Sarah Silverman.
A estreia nos cinemas dos EUA estão marcadas para o dia 22 de setembro. Imperdível!
Juliana Leão - Equipe CETI!
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16/5/2017
Oscar 2018: Jimmy Kimmel é confirmado apresentador da cerimônia pelo segundo ano consecutivo!
Ainda estamos no meio do ano e a cerimônia do Oscar ainda parece muito distante, afinal as principais produções ainda não estrearam na temporada. Entretanto há uma novidade que nem é tão novidade assim, trata-se do apresentador Jimmy Kimmel, que foi confirmado como o mestre de cerimônias em 2018, que será ainda mais especial por se tratar da edição número 90. Quem também parece permanecer nas funções é a dupla de produtores Michael DeLuca e Jennifer Todd.
Será o segundo ano consecutivo do trio, que mesmo com a grande gafe do erro no anúncio do vencedor da categoria de Melhor Filme, não foram penalizados. No caso de Kimmel, muito pelo contrário, já que ele foi um dos principais agentes a tentar contornar a tensa situação. Ele inclusive fez graça com o fato: "Se você acha que estragamos o final deste ano, espere até ver o que planejamos para o show do 90º aniversário!", disse.
"Apresentar o Oscar foi um melhores momentos da minha carreira e sou grato a Cheryl, Dawn e a Academia por me permitir voltar a trabalhar com duas das minhas pessoas favoritas, Mike De Luca e Jennifer Todd", completou Kimmel.
Os 90º Oscars serão realizados em 4 de março de 2018, no Dolby Theatre, em Hollywood.
Será o segundo ano consecutivo do trio, que mesmo com a grande gafe do erro no anúncio do vencedor da categoria de Melhor Filme, não foram penalizados. No caso de Kimmel, muito pelo contrário, já que ele foi um dos principais agentes a tentar contornar a tensa situação. Ele inclusive fez graça com o fato: "Se você acha que estragamos o final deste ano, espere até ver o que planejamos para o show do 90º aniversário!", disse.
"Apresentar o Oscar foi um melhores momentos da minha carreira e sou grato a Cheryl, Dawn e a Academia por me permitir voltar a trabalhar com duas das minhas pessoas favoritas, Mike De Luca e Jennifer Todd", completou Kimmel.
Os 90º Oscars serão realizados em 4 de março de 2018, no Dolby Theatre, em Hollywood.
Juliana Leão - Equipe CETI!
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