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O Festival de Cannes acabou no domingo, mas sempre é tempo quando falamos de uma das maiores premiações do cinema. Reunimos os posteres já divulgados dos filmes que estiveram entre os selecionados, incluindo os vencedores da Palma de Ouro e Prêmio do Júri, "I Daniel Blake" e "Apenas o Fim do Mundo", respectivamente. Além de uma sessão especial de dos energéticos posteres de "The Neon Demon". Infelizmente, somente "Loving" tem previsão de estreia nos EUA, entretanto se coloca com um dos principais longas da temporada. Nenhuma previsão para o Brasil. Vamos aguardar, pois alguns podem surgir como candidatos ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Fora de Cannes, foram divulgados novos posteres do aguardado e nostálgico "Procurando Dory", destaque para o personagem Hank, o polvo. Por fim, houve a divulgação do belo e forte pôster de "The Birth of a Nation", vencedor do Festival de Sundance e potencial indicado ao Oscar. Nele a bandeira dos Estados Unidos é formada pelos rebeldes e senhores banhados em sangue, sensível e cruel é um dos mais belos posteres em anos. A nova aposta da Pixar e sequencia de "Procurando Nemo" estreia em 30 de Junho no Brasil, já o filme de Nate Parker tem estreia programada para 7 de Outubro nos Estados Unidos. Por enquanto, confira os posteres:
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25/5/2016 Festival de Cannes 2016: Os 6 candidatos que subiram e os 6 que desceram na corrida do Oscar 2017!O Festival de Cannes terminou, mas o termômetro Oscar 2017 está apontando suas primeiras mudanças! Por isso, separamos algumas principais coisas que aprendemos em Cannes e montamos esse primeiro "sobe e desce", para vermos, por enquanto, o que parece mais próximo e o que parece mais distante do Oscar. Só lembrando que Cannes é apenas o começo de muita coisa que ainda vai acontecer e mudar, da mesma forma que, alguns dos longas abaixo, já podem estar traçando seu caminho até o Oscar 2017.
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E mais um Festival de Cannes chega ao fim! Trazendo, outra vez, o melhor de tudo do cinema! Os resultados votados pelo Júri presidido por George Miller foram revelados, houve algumas omissões e prêmios que foram realmente merecidos. E, infelizmente, o Brasil acabou não levando prêmios com o filme "Aquarius", de qualquer forma, fez uma bela passagem pelo festival e coisas boas ainda podem vir. O grande vencedor da Palma de Ouro foi Ken Loach, com o filme "I, Daniel Blake". O diretor britânico já tinha vencido esse prêmio antes em 2006, pelo longa "Ventos da Liberdade". Estreando no terceiro dia de festival, "I, Daniel Blake" foi muito bem recebido pela imprensa, que dizia que esse era o melhor filme da carreira do diretor. O longa fala sobre Daniel, um carpinteiro que quase morreu após ter um ataque cardíaco. O homem de 59 anos recebe ordens médicas de não trabalhar mais, no entanto, deve procurar um bico para que não perca as ajudas mínimas dadas pelo governo. Confira todos os vencedores desse ano, abaixo: PALMA DE OURO: "I, Daniel Blake", de Ken Loach GRAND PRIX: "It's Only The End of the World", de Xavier Dolan MELHOR ATRIZ: Jaclyn Rose, por "Ma'Rosa" MELHOR ATOR: Shahab Hosseini, por "The Salesman" MELHOR DIRETOR (empate): Cristian Mungiu, por "Bacalaureat" Olivier Assayas, por "Personal Shopper" MELHOR ROTEIRO: Asghar Farhadi's, por "The Salesman" PRÊMIO DO JÚRI: "American Honey", de Andrea Arnold PRÊMIO HONORÁRIO: Jean-Pierre Léaud CÂMERA DE OURO: "Divines", de Houda Benyamina PALMA DE OURO PARA CURTA-METRAGEM "Timecode" de Juanjo Gimenez O Festival de Cannes pode ter terminado, mas agora é que realmente começa a corrida rumo ao Oscar 2017! Obrigado à todos que acompanharam esses 11 dias de festival com a gente. Danilo Teixeira - equipe CETI!
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O Festival de Cannes está chegando ao fim. Os últimos filmes foram exibidos, as críticas já estão saindo e o burburinho que toma as ruas agora é: quem deve levar a Palma de Ouro? Esse último dia fechou com chave de ouro! Com direito ao novo longa de Asghar Farhadi (vencedor do Oscar por "A Separação"), e um novo trabalho memorável da grandiosa Isabelle Huppert, que conquistou a crítica e agora é uma das favoritas ao prêmio de Melhor Atriz. "Elle"Depois de 10 anos de seu último filme, o diretor Paul Verhoeven retorna apostando no cinema francês. Gravado na França e no idioma local, traz como protagonista a bela Isabelle Huppert, uma das maiores atrizes européias. E deu certo, levando a platéia a aplausos efusivos ao final da exibição, “Elle” é um thriller de bom gosto, lascivo e rebelde. O autor de “Instinto Selvagem” e “Robocop” apresenta um drama familiar repleto de humor negro sobre impulsos sexuais e paixões. Na história, Michèle parece ser uma mulher indestrutível. Chefe de uma empresa bem-sucedida de video-game, ela traz a mesma atitude implacável de seu trabalho para sua vida amorosa. O estupro que sofre em sua casa por um assaltante desconhecido muda a vida de Michèle sempre. Mesmo alvo de agressões e crimes, ela não dá parte na polícia e sente uma estranha atração pelo estuprador. “Elle” está sendo comparado aos trabalhos de Michael Haneke. É como se Verhoeven acordasse pela manhã, tomasse pílulas de humor e estivesse decidido a fazer uma sádica farsa francesa. O The Hollywood Reporter fez uma interessante comparação: “Todos eles [os personagens] soam como personagens de uma comédia boulevard clássica de Georges Feydeau, e o que Verhoeven faz de “Elle” é tão agradável, que mina risos em meio a tantas situações profundamente perturbadoras.” Todos os elementos da comédia francesa estão ali: os amantes, as crises familiares, os pais horríveis. Adaptado com inteligência e eficiência por David Birke do romance de Philippe Djian, o filme traz a excelente fotografia de Stephane Fountaine, que foi responsável por “O Profeta”. O que se vê em tela é um brilho natural quente que explode nas sequencias de interiores. A compositora Anne Dudley também faz um ótimo trabalho na trilha sonora que em muito remete aos ecos de suspense de Hitchcock e Polanski. Huppert dá um show em tela. O Telegraph considera uma de suas melhores atuações. A atriz expressa complexas emoções com muita precisão, o que é vital para este papel. “Na verdade, é difícil pensar em qualquer outra atriz que poderia ter trazido para fora tantos olhares e trejeitos carregados de Michele, sem que o filme caísse em colapso no melodrama. E este filme vive ou morre na ambiguidade.” Ela coloca tanta ênfase na personalidade feroz da personagem workaholic como o impacto do terrível estupro que sofre no início do longa. Ao invés de denunciar, ela inicialmente mantém o ocorrido em segredo, insinuando a possibilidade inquietante de que o momento horrível de alguma forma injetou nova energia em sua vida. O feliz retorno de Verhoeven foi o ponto alto do último dia de exibições em Cannes. Para aqueles que acreditavam que Sonia Braga já estava com as duas mãos na Palma de Ouro, precisa aguardar mais um pouco antes de fazer a aposta final, pois o trabalho de Isabelle Huppert é sensacional. Ambos apresentam o seu melhor. A história é sedutora e agregam reviravoltas fascinantes. O Indiewire afirma que “o ato final é a resposta intelectual para "50 Tons de Cinza", uma declaração ambiciosa sobre a capacidade de curar feridas psicológicas com o sexo violento.” "The Salesman"O novo trabalho de Asghar Farhadi já era apontado, antes de começar o festival, como um dos favoritos a Palma de Ouro. Após sua exibição, hoje em Cannes, pode-se dizer que ele ratificou sua posição, mas sem ter mais tanta força. “The Salesman” é bom, mas aquém do que poderia ser. Talvez o trunfo saia das mãos do diretor iraniano, que habilmente encaminha a trama em tons tão dramáticos que foi comparado pelo crítico Ben Croll a uma “queimadura que lentamente toma a pele”. O cinema iraniano é um dos mais belos e, recentemente, tem entregado filmes memoráveis. Principalmente com Farhadi, responsável por “A Separação” (2011) vencedor do Oscar e Globo de Ouro na categoria Melhor Filme Estrangeiro, também indicado a Melhor Roteiro Original no primeiro; e “O Passado” (2013), vencedor do Prêmio do Júri em Cannes e indicado a Melhor Filme Estrangeiro no Globo de Ouro. "The Salesman" conta a história do casal de atores Emad (Shahab Hosseini) e Rana (Taraneh Alidoosti), que após um terremoto se mudam para um apartamento temporário enquanto o outro é reformado. Já pensando em deixar o seu marido, ela sofre um ataque durante um assalto. Traumatizada e tentando processar o seu medo, sua atuação na peça 'Death of a Salesman' começa a ser abalada. Neste filme, o diretor volta aos temas e ideias que ele tem explorado em seus trabalhos anteriores, incluindo códigos masculinos de honra, tensões familiares e a natureza da justiça. O que faz com que se encaixe em um padrão que Cannes sem querer criou nesta edição, um certo maneirismo que é juntar os estilos de cinema de Michael Haneke e Michelangelo Antonioni. Ele justapõe cenas sombrias da peça de Arthur Miller com complexas passagens da vida real do casal, com suas manifestações formais de emoção. Na tela se vê um realismo sujo e trágico. Ponto alto da obra, indicado pelo The Wrap é o roteiro: “Ele é extraordinariamente talentoso em escrever o ato final de seus filmes. Cada linha de diálogo e os simples gestos estão imbuídos de muitos significados. No mundo de Farhadi, uma pausa simples pode falar bastante.” Inteligentemente, o cineasta permite que o público faça suposições a respeito da história durante todo o tempo, para derrubá-los nos minutos finais do filme. Segundo o Screen Internacional, os fãs do diretor podem encontrar neste filme uma realização menor, entretanto ainda há conteúdo emocional suficiente e dilemas morais para garantir uma resposta artística sólida. “The Salesman” é bem trabalhado e um drama valioso. É um inteligente e ambicioso filme, mas está tentando a difícil missão de ser maior que os filmes anteriores de Farhadi, porém sem apresentar a qualidade enigmática de “A Separação”, sentencia o The Guardian. Talvez acometa ao iraniano o mesmo problema que se abateu sobre os últimos filmes de Woody Allen e dos irmãos Dardennes: todos eles entregaram, consistentemente, um bom trabalho, coerente em estilo e tema. Entretanto, desses diretores, sempre se espera o espetacular, então quando não o atingem este ponto, fica um lamento. A julgar pelos seus últimos desempenhos nas temporadas de premiação, Asghar Farhadi tem todas as credenciais para seguir em frente não só como melhor filme estrangeiro, mas também por roteiro. FOTOS DIA 11Juliana Leão e Danilo Teixeira - Equipe CETI!
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O Festival de Cannes está na reta final! E nesse penúltimo dia, dois dos longas mais aguardados passaram pelo tapete vermelho: "The Neon Demon", de Nicolas Winding Refn; e "The Last Face", de Sean Penn. Entre tantas estrelas que estiveram nesse dia no festival, fica difícil acreditar que acabou sendo um dos dias com mais críticas e vaias. "The Neon Demon"Um filme perturbadoramente visual. O diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn fez sua estreia divisora de opiniões no Festival de Cannes com a produção “The Neon Demon”. Narrando a trajetória de uma garota de 16 anos que se muda para Los Angeles em busca do estrelato, “The Neon Demon” traz personagens caricatos e um mix de “Drive” e “Só Deus Perdoa” no roteiro. O resultado é uma trama exageradamente intensa, que não apetece a alguns, mas agrada muito a outros. “The Neon Demon é um número um pouco graciosamente ofensivo para alguém sem um pensamento em sua cabecinha. Ele será detestado por muitas por razões indiscutivelmente válidas, então o mínimo que o resto de nós pode fazer é nos sentirmos um pouco envergonhados de nós mesmos por desfrutar tanto”, comenta o site The Playlist. Constantemente Hollywood lança filmes críticos à própria indústria ou ao comportamento da sociedade. Para alguns membros de imprensa presente no festival, Nicolas Winding Refn introduz mais do mesmo ao público, com exceção do seu visual trash, que não está presente em longas como o último lançado por Cronenberg, “Mapas para as Estrelas”. “As metáforas destinadas e comentários sobre a permutabilidade e a descartabilidade dos corpos são totalmente claras, embora a partir deste filme pareça com que Refn seja talvez ainda mais encantado pelo glamour superficial do mundo que ele tão voluptuosamente mostra do que é repelido por ele”, analisa o The Hollywood Reporter. E de nada adiantaria um roteiro de peso sem um elenco a altura. Para “The Neon Demon”, o diretor escalou Elle Fanning, Christina Hendricks, Jena Malone e Keanu Reeves. Algumas análises trazem que os atores seguiram ao pé da letra a direção de Refn, apesar de Elle Fanning, quem floresce na produção com uma imagem sexy nunca antes vista em seus trabalhos. “Refn trata esses personagens não como pessoas, mas como objetos pop, e o que ele constrói em torno deles não é um filme de suspense tanto como um jogo de sonho vale-tudo. Ele suga as influências como um aspirador de pó estético - não apenas Lynch e Kubrick, mas Dario Argento, o David Cronenberg de "Crash", e até mesmo Ingmar Bergman de "Persona", traz a Variety. Além da relação com os atores, a imprensa que elogia “The Neon Demon” associa bastante as cenas avermelhadas e a produção exagerada aos suspenses criados pelo diretor italiano Dario Argento ao longo de sua carreira. Essas características podem simplesmente ser identificadas no clássico “Suspiria”. Dos lançamentos de Nicolas Winding Refn, “Drive”, sem dúvida, é o mais conhecido pelo público. Junto com a icônica jaqueta metalizada do ator Ryan Gosling, a trilha sonora do filme é memorável. Com os traços tecnológicos dos sintetizadores, é impossível não se lembrar do trabalho feito pelo compositor Cliff Martinez, quem também promete uma realização inesquecível ao “The Neon Demon”. “Você poderá esperar outra marcação eletrônica de Cliff Martinez - esta é uma de suas melhores - mas o que realmente atinge o ouvido é o silêncio. Nas grandes pausas entre as linhas de diálogo muitas vezes não há som ambiente qualquer”, ressalta o Irish Times. “The Neon Demon” tem análises favoráveis para sua vitória no Festival de Cannes, assim como o histórico do seu diretor. Porém, o seu estilo tão singular não parece ser muito a cara do Oscar. "The Last Face"Quase 10 anos separam esse novo trabalho de Sean Penn de seu último como diretor, "Na Natureza Selvagem". Se com o longa anterior, Penn conseguiu uma legião de fãs ao redor do mundo, conquistou a crítica e emplacou um filme considerado cult, o mínimo esperado era pelo menos um ótimo trabalho com "The Last Face". Talvez, exatamente por isso, a crítica o tenha massacrado tanto. "The Last Face" conta com Charlize Theron, Javier Barden, Jean Reno e Adèle Exarchopoulos. O filme fala sobre a diretora (Charlize Theron) de uma agência humanitária que, em tempos de revolução civil e política na África, fornece ajuda internacional quando encontra um médico voluntário (Javier Bardem) e tem que tomar decisões éticas difíceis em relação às suas atividades no continente. David Rooney, do THR, fala sobre Sean Penn: "Seu quinto trabalho, a partir de um roteiro de Erin Dignam carregado com diálogo banal e psicologia rasa, é sem dúvida a primeira excursão de Penn como diretor que não tem nada a dizer. Até mesmo os visuais widescreen das paisagens africanas - implacavelmente acompanhadas da trilha prolongada do compositor Hans Zimmer - são desinteressantes pela insistência de Penn em esticar cada troca de palavras ou gestos em busca de algo lírico. Cada close-up de uma lagarta, um besouro voando, ou uma mão sendo acariciada pela luz solar é um lembrete de quanto alguém precisa conversar com Terrence Malick". David continua, criticando a ideia do filme: "A chegada do filme nos dias finais da competição de Cannes foi precedida por gargalhadas na primeira sessão para a imprensa, quando o filme começou com um texto na tela sobre um mapa da África comparando a Guerra Civil da Libéria e o conflito atual em curso no Sul do Sudão, com a brutalidade do amor impossível... entre um homem... e uma mulher". Eric Kohn, do Indiewire: "Sem um pingo de ironia, o filme cai em todas as direções, não apenas lutando criar empatia no romance central, mas para encontrar uma faísca de intriga em tudo o que o rodeia. É lamentável que Penn parece pensar que esta abordagem faça alguma diferença no assunto. Como um ativista, Penn, tem ocasionalmente se colocado na linha de fogo por motivos virtuosos, mas desta vez é um acidente da mais alta ordem". Owen Gleiberman, da Variety, começou assim: "Esse é um conto da África devastada pela guerra, que na verdade, é realmente sobre duas estrelas bonitas de cinema tentando salvar o mundo". Owen ainda escreveu que essa é uma versão de "Beats of no Nation" com heróis brancos como protagonistas, e terminou seu texto assim: "Tecnicamente falando, "The Last Face" é, muitas vezes, uma realização impressionante. Penn é um cineasta talentoso que não adoça o horror do que está lá fora. As cenas médicas são brutais, não tanto por causa das feridas ou sangue, mas porque estamos assistindo crianças morrendo. A mensagem chega em casa, porque realmente, como poderia não chegar? No entanto, Penn faria bem em não colocar sua própria inquietação global em um impulso artístico. "The Last Face" foi recebido com vaias em sua estreia para a imprensa, e isso é porque não importa o quão "bem-intencionado" um diretor pode ser, há algo inerente e estranho em se preocupar com a tragédia das crianças africanas através do ponto de vista de dois galãs apaixonados". Benjamin Lee, do The Guardian, deu 1 estrela em 5: "Charlize Theron e Javier Bardem entregam os piores desempenhos de suas carreiras nesse filme, ao fazerem médicos que se apaixonam, na África ocidental, enquanto personagens negros são relegados para segundo plano". Benjamin ainda escreveu que Charlize tenta salvar o filme do fracasso, mas as linhas de texto tão mal escritas não ajudam e que o romance na tela se assemelha muito aos de Nicholas Sparks. Enquanto o filme se prepara para deixar de lado tanto a Palma de Ouro quanto a corrida rumo ao Oscar, Sean Penn falou sobre as críticas que estava levando: "Mantenho o filme como ele é, e todos vão ter direito a sua opinião", disse Penn. "O filme já está terminado, então essa não é uma discussão que tenha muito valor". FOTOS DIA 10Giovanna Pini e Danilo Teixeira - Equipe CETI!
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Mais um dia em Cannes! Infelizmente a 69ª edição do festival já se encaminha para os últimos dias. Já foram exibidos grandes filmes, que nos reservaram muitas surpresas e frustrações. O que podemos dizer é que os críticos este ano estão bem meticulosos, exigindo bastante de todos os trabalhos apresentados. O que vocês estão achando? Ontem houveram as estreias do elogiado filme romeno "Becalaureat" e a segunda incursão de Jim Jarmusch no festival com o documentário sobre Iggy Pop e os Stooges "Gimme Danger". Além do esperado novo longa do genial e promissor Xavier Dolan que traz em "It's Only the End of the World" ninguém mais, ninguém menos que a musa Marion Cotillard como protagonista ao lado de Léa Seydoux e Vincent Cassel. Confira as críticas: "Bacalaureat"
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Chegamos ao oitavo dia do Festival de Cannes e dois importantes filmes estrearam em competição! Brillante Mendonza e os irmãos Dardenne colocaram os pés no tapete vermelho. Mas, a maior surpresa, é que nenhum dos longas foi tão bem quanto o esperado. "Ma'Rosa"
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Chegamos ao sétimo dia de Festival e, temos que dizer, que dia memorável! Pedro Almodóvar não se saiu tão bem, Assayas acabou sendo a primeira vítima oficial das sonoras vaias de Cannes e Kleber Mendonça Filho foi muito elogiado! Podemos dizer ainda um pouco mais: Sônia Braga é, por enquanto, até essa metade do festival, a favorita ao prêmio de Melhor Atriz! Confira: "Aquarius""Aquarius" chega até Cannes representando não apenas o Brasil, mas carrega a importância de ser o único longa da América Latina entre os 21 selecionados para concorrer à Palma de Ouro. Além do diretor, Kleber Mendonça Filho, ter uma boa fama na Europa por causa do filme "O Som ao Redor", a passagem da equipe pelo tapete vermelho teve 2 momentos memoráveis que tomaram conta da imprensa: o primeiro, foi a volta da querida Sônia Braga ao festival. A atriz ganhou projeção mundial com o filme "O Beijo da Mulher-Aranha", de 1985, e inclusive foi indicada ao Globo de Ouro pela atuação. O outro momento foi quando, minutos antes da sessão do filme começar, toda a equipe posou para as fotos com cartazes de protesto contra a atual politica brasileira. As imagens acabaram repercutindo mundialmente, junto com as fotos da grande volta de Sônia Braga. No filme, a atriz faz a personagem Clara, jornalista aposentada, viúva e mãe de três adultos. Ela mora em um apartamento localizado na Av. Boa Viagem, no Recife, onde criou seus filhos e viveu boa parte de sua vida. Interessada em construir um novo prédio no espaço, os responsáveis por uma construtora conseguiram adquirir quase todos os apartamentos do prédio, menos o dela. Por mais que tenha deixado bem claro que não pretende vendê-lo, Clara sofre todo tipo de assédio e ameaça para que mude de ideia. Além de Sônia, o elenco traz Humberto Carrão, Julia Bernat e Irandhir Santos. "Aquarius" estava em algumas das listas de filmes mais aguardados de 2016, agora só nos resta saber se as expectativas foram alcançadas. Jordan Mintzer, do THR, começou assim: "Sonia Braga brilha neste retrato bastante clássico de uma mulher que não quer perder o que lhe é tão caro (...) este é um trabalho muito diferente do filme anterior de Mendonça, mesmo que compartilhe a mesma definição colorida. Mais classicamente composto e narrado, com uma forte nostalgia de imagens e sons dos velhos tempos, o filme é essencialmente um retrato de uma mulher segurando sua dignidade, enquanto outros tentam tirar o que é mais querido para ela: o apartamento onde ela morou, se apaixonou e sobreviveu através de vários ensaios pessoais. Com um ritmo vagaroso e levado todo por Braga, 'Aquarius' não é a narrativa modernista que os fãs de 'O Som ao Redor' poderiam esperar". Jordan termina: "Mais arejado no tom do que "O Som ao Redor", "Aquarius" - cujo título é tirado do nome do prédio de Clara - pode decepcionar aqueles que apreciaram a natureza experimental do filme anterior. Caso contrário, este drama de velhice cativante funciona melhor como um estudo do personagem tão sério e tão colorido, mesmo se ele realmente não quebrar qualquer novo terreno cinematográfico". Jay Weissberg, da Variety, admirou o trabalho de Kleber Mendonça: "A impressionante estreia, em 2012, de Kleber Mendonça Filho com "O Som ao Redor", anunciou uma nova voz importante e corajosa no cinema brasileiro, alguém capaz de captar a totalidade da sociedade brasileira em uma rua residencial em Recife, através de um ato de equilíbrio notavelmente sofisticado. Seu novo trabalho é um filme mais sutil, mas não menos maduro, um filme mais calmo, mas não menos irritado. Estrelando a incomparável Sonia Braga, como uma viúva abastada que tenta segurar com as duas mãos seu apartamento contra as pressões dos compradores, "Aquarius", é um estudo de personagem, bem como uma meditação perspicaz sobre a transitoriedade desnecessária do lugar e de como o espaço físico elide com a nossa identidade. Festivais irão adorar, enquanto os distribuidores, infelizmente, talvez não gostem do seu tempo de duração, com quase 2 horas e meia". Robbie Collin, do The Telegraphy, deu 5 estrelas em 5, e se declarou apaixonado pela forma lirica como Kleber Mendonça deixou a memória abstrata tão tangível. Peter Bradshaw, do The Guardian, deu 4 estrelas em 5, e criticou, apenas que levemente, o final: "'Aquarius' não termina da maneira esperada, e talvez não termine definitivamente. Ele provavelmente é falho na medida em que depende de um deus ex machina para se resolver, algo que aparece como que milagrosamente no roteiro. No entanto, este é um retrato densamente observado e soberbamente bem escrito de uma mulher de mais idade". Ben Croll, do The Wrap, escreveu que o prêmio de Melhor Atriz em Cannes já encontrou Sônia Braga: "Com Cannes mais de meio caminho andado, as rodas de conversa da cidade em breve serão dominadas por perguntas sobre a cerimônia de encerramento na noite de domingo. De agora em diante, é tudo, "Quem é o favorito para a Palma de Ouro?" e "Qual vai ser a grande surpresa?". Mas agora que "Aquarius" foi exibido, há pelo menos uma questão que deve ser um pouco modificada. Já não precisamos perguntar quem vai ganhar o prêmio de melhor atriz, mas sim, "quando Sonia Braga ganhar, o que ela vai dizer?". "Aquarius" é um forte candidato à Palma de Ouro e deve ser o indicado pelo Brasil ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira - mas isso ainda é bem distante, podemos apenas especular. O ponto principal agora, é que Sônia Braga se torna a favorita para o prêmio de Melhor Atriz! O Festival de Cannes sempre reserva inúmeras surpresas e, por hora, vamos manter toda a torcida! "Personal Shopper"Estreando com vaias durante a exibição, o diretor Olivier Assayas levou à Cannes seu novo filme, “Personal Shopper”. Em relação às produções normalmente apresentadas no festival, Assayas foi irreverente ao lançar um filme de terror, deixando a imprensa em dúvida sobre suas próprias análises. “Personal Shopper” conta a história de uma produtora de moda americana, que vive em Paris e é atormentada pelo fantasma da morte de seu irmão, tanto por não superar a perda quanto por ter uma entidade entrando em contato com ela. Repetindo a parceria de sucesso de “Clouds of Sil Maria”, o diretor convocou a atriz Kristen Stewart para o papel principal da trama. Além disso, até os papeis vividos por ela são parecidos, já que em ambos os filmes trabalhava como assistente de uma celebridade. A diferença entre eles, é de que a qualidade de “Clouds of Sil Maria” foi indubitável e abriu o olhar dos críticos para o talento de Stewart após o desastre cinematográfico que foi a saga “Crepúsculo”. A imprensa que acompanhou a estreia de “Personal Shopper” ficou dividida em suas opiniões- umas favoráveis, outras nem tanto. “Mesmo a habitual mágica de Stewart em tela não é suficiente para fazer Personal Shopper valer a pena ser visto; sua personagem é tensa, incerta e não particularmente articulada, a maior parte do tempo e está operando em grande parte em um vácuo. A maioria dos outros personagens são desagradáveis e/ou assustadores, e o diálogo carece de faísca”, comenta com desagrado o crítico do The Hollywood Reporter. Mesmo com divulgação negativa por conta das vaias, o site The Guardian ainda deu 5 estrelas para a nova produção de Assayas. “Na verdade, é o melhor filme de Assayas desde um longo tempo, e melhor desempenho de Stewart até a data - ela estrela em um pesadelo stalker-fashionista sobrenatural, onde o vilão ainda pode ser a própria identidade rancorosa da heroína”. A naturalidade de Kristen Stewart ao atuar nua é um dos pontos elogiados pelas críticas. Segundo a imprensa, o diretor Olivier Assayas foi o único até agora a conseguir este feito com a atriz. O outro é de que “Personal Shopper” quebra a construção computadorizada dos espíritos dos filmes de terror; ao que parece prevalece o clima thriller no longa. “Para os mais exigentes adultos, no entanto, há o suficiente aqui para assombrar - muitas vezes de maneiras que têm mais a ver com subtexto e psicologia, do que com o fantasma gerado por computador que aparece nas cenas mais assustadoras do filme”, reforça a análise da Variety. “Personal Shopper” ainda é uma produção cuja personalidade do diretor permanece em tela, e isto foi unanimidade (para o bem ou para o mal) nas críticas. Sobretudo, resta espaço para levantar a possível justificativa que caracteriza as vaias deste filme. “O Assayas professoral muitas vezes parece mais feliz em fazer perguntas ao invés de respondê-las, e isso inclui o mistério central "Que diabos está acontecendo?". Muitas vezes ele vai desaparecer no meio de uma cena, como se tivesse perdido o interesse e queira mudar para outro lugar, e não há dúvida de que tais eram os toques que irritou grande parte do público na segunda-feira”, constatou o site The Wrap. Depois deste desempenho duvidoso, “Personal Shopper” já pode desconsiderar a vitória no Festival de Cannes e a participação no Oscar do ano que vem. "Julieta"A última década não tem sido boa para Pedro Almodóvar. Seus mais recentes filmes apresentados não têm a mesma inovação e ousadia que outros como “Mulheres a Beira de Um Ataque de Nervos” e “Tudo Sobre Minha Mãe”. “Julieta” não é fraco como “Os Amantes Passageiros”, pois, a seu favor está de volta o cinema elegante que o diretor espanhol sabe realizar, porém ainda não alcança o mesmo padrão de outrora. Almodóvar elevou tanto o padrão de suas obras, criou algo tão autoral, que não se espera (ou aceita) trabalhos abaixo. O espanhol volta a realizar um filme em que a mulher é o centro e a força. Entretanto, a abordagem despretensiosa o leva a ser convencional, não conseguindo entregar uma trama em níveis mais profundos como se esperava. Sua base para a história é a famosa trilogia literária “Runuway”, escrita pela canadense Alice Munro, que conta sobre a personagem de Juliet Henderson em três momentos diferentes em sua vida. Na adaptação para o cinema, Julieta (Emma Suarez) é uma mulher de meia-idade que vive em Madrid com o namorado Lorenzo. Ambos estão de mudança para Portugal quando ela encontra casualmente com Bea, ex-melhor amiga de sua filha Antia, que revela que a menina hoje é casada e está vivendo na Suíça e com três filhos. Com o coração partido após 12 anos de ausência total de sua filha, Julieta cancela a viagem para Portugal e se muda para seu antigo prédio, na esperança de que algum dia Antia entre em contato. Sozinha, Julieta escreve suas memórias para enfrentar a dor dos eventos aconteceram quando ela era uma adolescente (Adriana Ugarte) e conheceu Xoan, um pescador da Galiza. Apaixonada por ele, ela divide seu tempo entre a família, o trabalho e a educação de Antia até que um acidente fatal muda suas vidas. Ao entrar em depressão, Julieta é ajudada por Antia e Bea, mas um dia Antia se perde subitamente após umas férias sem pistas sobre onde encontrá-la. Concebido originalmente para ser um filme hollywoodiano com Meryl Streep no papel principal, Almodóvar, rejeitou essa ideia. Aportou em sua fervilhante Espanha e trouxe a cena duas excelentes atrizes, Emma Suarez e Adriana Ugarte, que entregam ótimo trabalho. “A Julieta de antes e a Julieta de depois são duas pessoas diferentes: a mais velha anda próxima da infelicidade, e é muito bem desenvolvida por Emma Suárez. O filme é como um batom que está sendo passado uma volta de cada vez, de uma atriz para o outra. Este desempenho em dueto é um dos conceitos mais simples, porém mais satisfatórios de Almodóvar”, afirma o Telegraph. A grande problemática do longa está e seus roteiro, pois “alguns podem até sentir que todo o trabalho se assemelha a uma mistura de truques, passagens e gotas recicladas do catálogo de Almodóvar, carentes de qualquer frescura ou paixão”, sentencia o THR. O cineasta explicou a necessidade de "voar com suas próprias asas" e que isso levou-o mais e mais longe do original de Munro. Como a história foi levada para a Espanha, a trama passou a se manifestar cada vez menos que uma adaptação, passando a ser um tributo. É o que a Indiewire vai apontar: “Parte da desconexão decorre do material de origem, cuja abordagem fundamentada impulsiona a narrativa mais do que o próprio diretor. Os momentos de flashback são a melhor parte, pois há mais estabilidade de narrativa e direção.” Mesmo sendo um de seus filmes menos loucos em termos narrativos, o espectador ainda não poderia chamá-lo de suave, porque as cores e texturas do novo diretor de fotografia Jean-Claude Larrieu, são ainda mais intoxicantes do que nunca. “Ele é visualmente arrebatador. A partir da sequencia de uma cortina vermelha que acaba por ser a blusa de uma mulher, entretanto é uma cena sem um toque de vermelho vivo nele; por diversas vezes um personagem descreve o ambiente como "uma verdadeira bagunça", mas Almodóvar cria lugares impecáveis onde as memórias habitam.”, detalha o The Wrap. O filme veio a Cannes sem ser uma obra desconhecida. Enquanto a grande maioria dos filmes exibidos no festival estão fazendo sua estréia mundial lá, o regulamento permite que eles sejam lançados em seus países de origem antes. “Julieta” estreou em abril na Espanha, onde recebeu críticas mistas, mas em grande parte positivas e uma bilheteria menor do que a maioria dos filmes do diretor. Na pior das hipóteses, o filme oferece um mix variado de referências ecléticas, influências cult e grandes citações, que apresentam seus refinados gostos culturais. Contudo, este mix neste trabalho está um tanto aleatório e, portanto, profundamente insatisfatório. Abaixo do que ele pode apresentar. Isso não é necessariamente uma coisa ruim, pois um Almodóvar subjugado ainda é muito melhor e mais intrigante do que a maioria dos diretores. FOTOS DIA 7Giovanna Pini, Juliana Leão e Danilo Teixeira - equipe CETI!
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O sexto dia do Festival de Cannes já se anunciava especial desde o começo! Além da exibição do longa "Punhos de Aço", o ator Robert De Niro seria merecidamente homenageado pela sua carreira. Além disso, o filme "Loving" fez a sua estreia, e os burburinhos de Oscar tomaram conta do festival. E Jim Jamursch, um velho conhecido de Cannes, já premiado inúmeras vezes, estreou com seu novo filme, "Paterson" e arrancou diversos elogios da crítica. Esse foi um daqueles dias que marca o que de melhor o Festival de Cannes pode trazer. "Loving"
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Chegamos ao quinto dia de festival de Cannes, que foi marcado por inúmeras estrelas que passaram pelo tapete vermelho, entre elas: Ryan Gosling, Russell Crowe, Shia LaBeouf, Louis Garrel e Marion Cotillard. Esse acabou sendo um dia peculiar, aonde os filmes mais esperados não corresponderam tanto com as expectativas e outros, que não estavam entre as maiores apostas, acabaram sendo uma grata surpresa! "Dois Caras Legais"
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A 69ª edição do Festival de Cannes está realmente empolgante, o que já era esperado deste o anúncio dos filmes que seriam exibidos tanto na competição, como fora dele. Este quarto dia trouxe filmes de qualidade como "The Handmaider" de Park Chan-wook, ganhador do Prêmio do Juri por "Oldboy", e "Toni Erdmann" da promissora cineasta Maren Ade. Para os fãs do cinema de Hollywood, tivemos a estreia do novo filme de Steven Spilberg, o encantador "O Bom Gigante Amigo", que traz o atual vencedor do Oscar na categoria melhor ator coadjuvante Mark Rylance na voz do gigante. Confira as críticas: "The Handmaider"
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O terceiro dia de festival trouxe o melhor do cinema europeu. Houveram as exibições do francês "Ma Loute" ("Slack Bay", título em inglês), de Bruno Dumont; e "I, Daniel Blake" do prestigiado diretor Ken Loach. Os elogios ao final não foram somente a beleza eterna de Juliette Binoche, estrela do filme de Dumont, mas ao bom trabalho que ambos os filmes apresentaram. Boas gargalhadas e muitas lágrimas marcaram o dia, e as impressões do CETI! estão a seguir: "Ma Loute"
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O segundo dia do Festival de Cannes já nos faz lembrar porque esse é um dos eventos cinematográficos mais importantes e grandiosos do mundo! Foi um primeiro dia exemplar! Tivemos direito a um filme mais polêmico ("Staying Vertical"), a um complexo drama familiar ("Sieranevada") e à uma das estreias mais aguardas do festival - com as estrelas George Clooney e Julia Roberts - "Jogo do Dinheiro". Confira abaixo como foi o primeiro dia do festival: "Staying Vertical"
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12/5/2016 Enquanto isso, fora de Cannes: "Billy Lynn's Long Halftime Walk" tem força para o Oscar 2017?Depois de 4 anos, o querido diretor Ang Lee retorna aos holofotes do cinema com a sua nova produção "Billy Lynn's Long Halftime Walk". Mas será que teremos uma sequência de estatuetas no Oscar 2017?
A última produção lançada por Ang foi o aclamado "As Aventuras de Pi", que levou 4 Oscars para casa - incluindo de Melhor Diretor. E dos 12 longa-metragens do currículo do diretor taiwanês, metade recebeu nomeações ao Oscar. Além disso, não podemos esquecer que Ang Lee tem outra estatueta de melhor diretor por "O Segredo de Brokeback Mountain". Tendo um histórico desse não é de se admirar que as apostas são altas com a sua nova produção. Na trama, Billy Lynn é um jovem soldado de 19 anos, que consegue sobreviver, junto de seus colegas de exército, a um tiroteio no Iraque em 2005. Para recompensá-los, o presidente George W. Bush leva toda a tropa de volta aos Estados Unidos, a tempo de receber uma homenagem no intervalo de um jogo de futebol americano, na época do Dia de Ação de Graças. Logo após a festa, no entanto, Billy e os outros militares são enviados de volta ao Iraque. O primeiro trailer foi divulgado. Confira, abaixo:
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AberturaChegou a hora! Começou o grande Festival de cinema do mundo! A 69ª edição de Cannes iniciou em grande estilo com a presença de George Miller, que como presidente do Júri deste ano traz a importante credibilidade na decisão final pela Palma de Ouro.
Miller, que já estava em Cannes no ano passado com "Mad Max: Estrada da Fúria" e foi ovacionado por toda a crítica e público, foi homenageado na abertura, com uma montagem que mostrava vários momentos de sua carreira. Outro homenageado da noite foi o cantor Prince. O ator francês Matthieu Chedid cantou a canção "Purple Rain", fazendo um dos momentos mais emocionantes da cerimônia. Entre outros nomes presentes estavam Justin Timberlake e Anna Kendrick, que apresentavam a nova animação "Trolls" e o júri que vai trabalhar com George Miller para entregar a Palma de Ouro. Entre eles, Lászlo Nemes, que declarou que o júri já estava funcionando e todos conversaram várias vezes antes do festival. Kirsten Dunst também se pronunciou sobre o júri e disse que Miller faz tudo ficar mais grandioso e agradável do que já é. Por fim, Woody Allen tomou o tapete vermelho com seu elenco de "Café Society": "Cannes é um festival extraordinário, vejo tantas pessoas que eu conheço e o público sempre responde bem", disse Allen antes das festividades. "Eu gosto de Hollywood, ver os amigos, mas eu não poderia viver lá". Sejam bem-vindos ao Festival de Cannes!
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É hoje! O Festival de Cannes já está oficialmente aberto! George Miller está comandando o júri, Woody Allen está fazendo história como o primeiro diretor a abrir o festival por 3 edições e, logo mais, conheceremos estes que serão alguns dos maiores filmes do ano! Estamos ansiosos! Quando olhamos o passado, para as 68 edições anteriores, percebemos com admiração a quantidade de produções que saíram do balneário francês para as salas de exibição de todo o mundo, batendo recordes de espectadores, esgotando ingressos e fazendo a imprensa ir a loucura. E por fim, sendo nomeados e/ou vencedores no Oscar. O Oscar e Cannes tem mais em comum do que muitos imaginam, na verdade, eles caminham juntos desde a primeira edição do festival. Afinal, cinco produções desfilaram seus atores pelos dois tapetes vermelhos, foram elas: “Desencanto”, “Interlúdio”, “Anna e o Rei de Sião”, “O Sétimo Véu” e “César e Cleópatra”. Além de exibições de “Farrapo Humano”, “À Meia Luz” e “Um Rapaz de Outro Mundo”. Alguns dos grandes cineastas guardam seus filmes para estrear lá apostando que eles o levarão direto a cerimônia da Academia, e isto muitas vezes dá certo, pois foram 59 produções nas últimas dez edições que chegaram ao Oscar, sendo dois vencedores em Melhor Filme: “Onde os Fracos Não Vez” (2007), de Joel Coen e Ethan Coen, e “O Artista” (2011), de Michael Hazanavicius. Você pode conferir todos estes filmes do decorrer deste especial, separados por anos a partir de 2006. 59ª Festival de Cannes - 2006
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O Festival de Cannes está cada vez mais próximo e as novidades não param de chegar! O pôster acima foi divulgado oficialmente essa semana. "Aquarius", de Kleber Mendonça Filho, vai estrear em Cannes e as expectativas estão cada vez maiores, inclusive na imprensa estrangeira, que já tinha colado o longa na lista de filmes mais aguardados para esse ano. Confira abaixo mais novidades do Festival de Cannes: Ontem foram divulgados dois trechos do filme "It's Only the End of the World", de Xavier Dolan. Com Marion Cotillard, Gaspard Ulliel, Vincent Cassel, Léa Seydoux e Nathalie Baye. O longa fala sobre o escritor Louis, que está longe de casa há 12 anos e vai ao encontro da mãe, da irmã, do irmão e da cunhada para informá-los que irá morrer em breve. No entanto, o roteiro da curta reunião, idealizado por Louis, sairá de seu controle assim que as mágoas, as memórias, as brigas e as lágrimas do passado começarem a ressurgir entre a família. Confira os dois trechos abaixo: "It's Only the End of the World" está em competição no Festival de Cannes e promete ser uma das grandes estreias do festival! Estreando em Cannes em sessão especial, o filme "The Nice Guys", de Shane Black, promete ser um dos destaques de comédia do ano! Para começar, nos papéis principais já temos uma dupla inusitada: Ryan Gosling e Russell Crowe. Confira a sinopse oficial: Na Los Angeles dos anos 1970, a filha de uma funcionária do Departamento de Justiça dos Estados Unidos é sequestrada e ela decide contratar Jackson Healy (Russell Crowe), brutamontes violento e ex-alcoólatra, para investigar o caso. O trabalho revela-se mais complicado do que o esperado e ele decide contar com a ajuda a um medroso e atrapalhado detetive particular (Ryan Gosling). Nessa semana foram divulgados nada menos do que 9 pôsteres individuais, aonde podemos ver todo o elenco principal do longa: Dependendo de como for a sua estreia, "The Nice Guys" pode abrir com tudo a corrida rumo ao Globo de Ouro em melhor filme de comédia. "American Honey", de Andrea Arnold, teve seu primeiro pôster divulgado. O filme marca a volta de Shia Labeouf no Festival de Cannes. Dado ao número de vezes em que o ator falou sobre largar o cinema e sobre todas polêmicas que ele têm feito, a sua volta ao festival é um tanto quanto aguardada. O longa fala sobre Star, uma adolescente que busca viver aventuras, decide se juntar a um caixeiro viajante e cruzar o território do meio-oeste dos Estados Unidos vendendo assinaturas de revistas. No meio da viagem, ela entra em uma loucura de festas, crimes e amores junto com um grupo de desajustados. Confira o primeiro pôster: Por último, saindo um pouco de Cannes, o longa "Sete Homens e um Destino", de Antonie Fuqua, divulgou um único pôster aonde podemos dar uma olhada nos sete personagens do título. Confira: "Sete Homens e um Destino" chega aos cinemas no dia 23 de setembro, uma ótima data para as estreias que pretendem alcançar os festivais e as premiações. Danilo Teixeira - equipe CETI!
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Começa o grande Festival de Cannes no dia 11! Dentro do evento temos dezenas de filmes que participam da competição e fora dela. Lembrando que Cannes é um ótimo (e primeiro) termômetro para a corrida do Oscar. Se dermos uma olhada apenas no ano passado, nada menos do que 7 longas que tiveram sua estreia em Cannes conseguiram indicações ao Oscar 2016: “Carol” (que levou o prêmio Queer Palm e o de melhor interpretação feminina para Rooney Mara, chegou até o Oscar com 6 indicações), “Sicario: Terra de Ninguém” (3 indicações ao Oscar), “Juventude” (1 indicação ao Oscar),“Amy” (vencedor do Oscar de Melhor Documentário), “Son of Saul” (vencedor do Grand Prix em Cannes e vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro), “Divertida Mente” (vencedor do Oscar de Melhor Animação) e “Mad Max: Estrada da Fúria” (vencedor de 6 Oscar!). Por isso, fizemos uma lista dos que devemos ficar de olho para corrida do Oscar 2017. Com a lista do ano passado, conseguimos prever 5 dos 7 filmes que foram para o Oscar depois. Há possibilidades de aparecerem na categoria de Melhor Filme até Melhor Filme Estrangeiro. Dessa seleção, pode acontecer de ninguém se salvar ao fim da corrida pela estatueta. Mesmo assim, quem gosta de acompanhar toda evolução de uma disputa ao Oscar, saiba que Cannes é o primeiro a dar a temperatura para a corrida das premiações. Além disso, filmes que não tem atenção nenhuma neste momento (e não estão na lista) podem surpreender até o fim do festival. Da mesma forma como podemos acabar nos enganando com alguns filmes, como "The Sea Of Trees", de Gus Van Sant, que estava cheio de expectativas, acabou sendo vaiado em sua sessão. De qualquer forma, chegou a hora de conhecermos um pouco mais do Festival de Cannes 2016:
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Premiado com dois Oscar em sua brilhante carreira, Robert De Niro será homenageado nesta edição do Festival de Cannes que começa na próxima semana. No dia 16 de maio o festival fará uma sessão festiva com a exibição do longa "Punhos de Aço", de Jonathan Jakubowicz ("Prófugos"), em que De Niro atua como uma lenda do boxe. O tributo é o resultado de uma longa relação do festival com o ator pois, nas terras do balneário francês, ele já viu dois clássicos trabalhos de sua filmografia ganharem a Palma de Ouro: "Taxi Driver" (1976) e "A Missão" (1986). O filme conta a história de um lutador de boxe panamenho, vivido pelo ator Edgar Ramirez, que encontrou o auge do sucesso entre as décadas de 70 e 80, momento em que travou lutas históricas. Ele é treinado por um grande pugilista do passado, uma lenda para o esporte, Ray Arcel, personagem de De Niro. Este personagem é clara homenagem a Jake LaMotta, seu personagem em "Touro Indomável" (1980), pelo qual ganhou seu segundo Oscar. O primeiro foi por "O Poderoso Chefão II", em 1975. Vale lembrar que o ator já foi presidente do júri em Cannes no ano de 2011. Na edição o longa "A Árvore da Vida", de Terrence Malick, recebeu a Palma de Ouro. "Punhos de Aço" é uma produção de 2014, mas que estreará somente neste ano. Após sua exibição em Cannes, foi agendado o lançamento nos Estados Unidos no dia 26 de Agosto deste ano, porém ainda sem data de estreia no Brasil. Para o Oscar devemos, como sempre, ter muita atenção à entrega de Robert De Niro, que está envelhecido na tela através de um trabalho de maquiagem elogiável. O primeiro teaser e o poster já saíram, confira abaixo: O Festival de Cannes acontece entre os dias 11 e 22 de maio e você vai poder acompanhar tudo aqui com a gente! Juliana Leão - Equipe CETI!
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