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GRANDE PRÊMIO: |
| Você se lembra de “Eu achava que era judeu, era muito feliz por isso. Mas aí descobri que era nazista, quer dizer, minha família era alemã”? Hoje o CETI indica a persona non grata do Festival de Cannes, Lars Von Trier. A relação entre o diretor sueco e o festival é antiga, quase que como uma plataforma de lançamento, e de mais acertos que erros, a saber: a obra prima Dogville (2003), Manderlay (2005), Os idiotas (1998) e Elemento de um Crime (1984) estrearam lá; Melancolia (2011) e Anticristo (2009), vencedores da Palma de Ouro de melhor atriz para Kristen Dunst e Charlotte Gainsbourg; Europa (1991) e Ondas do Destino (1996), vencedores do grande prêmio do júri, e Dançando no Escuro (2000), vencedor da Palma de Ouro e de melhor atriz - e nossa indicação de hoje! O longa, que completa 15 anos desde sua exibição em Cannes, conta a história de Selma, interpretada pela cantora e atriz islandesa Björk, uma mãe solteira portadora de uma doença hereditária na visão que tenta impedir que seu filho fique cego como ela está ficando. Para isso, a personagem trabalha o máximo que pode para economizar e pagar sua operação. Entretanto, quando um vizinho amigo passa por problemas financeiros e a rouba, têm-se início uma série de trágicos acontecimentos que mudarão para sempre os rumos de sua vida. | Dizem que é a última canção, mas eles não nos conhecem, só será a última canção se deixarmos que seja. |
Juliana Leão - Equipe do CETI
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O diretor tailandês Hou Hsiao-Hsien retornou às produções cinematográficas após 8 anos afastado e estreou seu novo filme durante o Festival de Cannes, "The Assassin", baseado nos contos de Nie Yianniang. E o longa tem chamado a atenção dos especialistas pelo jogo de cores aplicado em diferentes cenas e a veracidade das coreografias.
"The Assassin" fala sobre Nie Yianniang, uma jovem treinada para o combate contra tiranos que regressa à sua cidade natal para matar o governador da província, quem também é seu primo e primeiro amor, assim ela deverá decidir entre romper com a “Ordem dos Assassinos” ou enfrentar o homem que ama.
Na coletiva de imprensa Hou Hsiao-Hsien comentou junto de seu elenco sobre suas inspirações para a adaptação da história:
“Sou razoavelmente familiarizado com a literatura, sou interessado neste tema deste que estudei na faculdade, me interessava também pelos personagens femininos, que são na maioria assassinas. O que eu realmente gostava era o conto de Nie Yinniang, essa dinastia é bem colorida, a dinastia e a literatura compõem vários contos fantásticos”.
Depois de 8 anos longe das câmeras, o diretor não quis comprometer suas atividades e comenta: “Os atores também são muito maduros e experientes, então decidi que agora era o momento certo para filmar”. E completa a respeito do trabalho meticuloso ao destinar as coreografias “Vi muitos filmes de kung fu e sou particularmente fã dos japoneses, filmes de samurais, porque os combates são realistas, mesmo hoje em dia [...] O que importa mais são as técnicas, existem muitos truques nas artes marciais japonesas, por isso eu queria fazer meu filme de arte marcial deste jeito, queria transparecer o mesmo realismo, a mesma energia”.
Já a atriz Shu Qi respondeu a respeito da imponência das personagens assassinas “Eu conheço o diretor, ele trabalha muito detalhadamente, essa é a terceira vez que trabalho com ele. Não diria que é mais para o lado do homem ou da mulher, porque para ele na parte dos personagens há outras coisas importantes, seus adereços, o vento, a água, o fogo, todos esses elementos são igualmente importantes para seu trabalho e como colocá-los juntos”.
O trabalho de Hou Hsiao-Hsien foi bastante comparado pela crítica ao detalhamento de direção de câmeras do diretor Stanley Kubrick e neste ponto os especialistas concordam em unanimidade.
A câmera de Lee encontra um equilíbrio maravilhosamente sutil de cores e texturas em cada cena, e seu olho para a composição é tão excelente como sempre; a construção de um mundo quadro a quadro, seus planos longos e lentos capturam a interação do personagem de Hou dentro do espaço e com cada um. – Variety
É um filme de grande inteligência e refinamento estético; há majestade e mistério neste filme. – The Guardian
Os takes podem ser longos, mas a edição ainda é marcante em suas justaposições. O equilíbrio de cores em cada quadro é de tirar o fôlego. A pureza proposta por Hou, no entanto, também tira o enredo de muita lucidez e alguma estrutura. – The Irish Times
O The Irish Times ainda afirmou que este foi um dos melhores filmes apresentados em Cannes neste ano. Aparentemente Hou Hsiao-Hsien fez uma obra prima com "The Assassin" e é um forte candidato à Palma de Ouro.
"The Assassin" fala sobre Nie Yianniang, uma jovem treinada para o combate contra tiranos que regressa à sua cidade natal para matar o governador da província, quem também é seu primo e primeiro amor, assim ela deverá decidir entre romper com a “Ordem dos Assassinos” ou enfrentar o homem que ama.
Na coletiva de imprensa Hou Hsiao-Hsien comentou junto de seu elenco sobre suas inspirações para a adaptação da história:
“Sou razoavelmente familiarizado com a literatura, sou interessado neste tema deste que estudei na faculdade, me interessava também pelos personagens femininos, que são na maioria assassinas. O que eu realmente gostava era o conto de Nie Yinniang, essa dinastia é bem colorida, a dinastia e a literatura compõem vários contos fantásticos”.
Depois de 8 anos longe das câmeras, o diretor não quis comprometer suas atividades e comenta: “Os atores também são muito maduros e experientes, então decidi que agora era o momento certo para filmar”. E completa a respeito do trabalho meticuloso ao destinar as coreografias “Vi muitos filmes de kung fu e sou particularmente fã dos japoneses, filmes de samurais, porque os combates são realistas, mesmo hoje em dia [...] O que importa mais são as técnicas, existem muitos truques nas artes marciais japonesas, por isso eu queria fazer meu filme de arte marcial deste jeito, queria transparecer o mesmo realismo, a mesma energia”.
Já a atriz Shu Qi respondeu a respeito da imponência das personagens assassinas “Eu conheço o diretor, ele trabalha muito detalhadamente, essa é a terceira vez que trabalho com ele. Não diria que é mais para o lado do homem ou da mulher, porque para ele na parte dos personagens há outras coisas importantes, seus adereços, o vento, a água, o fogo, todos esses elementos são igualmente importantes para seu trabalho e como colocá-los juntos”.
O trabalho de Hou Hsiao-Hsien foi bastante comparado pela crítica ao detalhamento de direção de câmeras do diretor Stanley Kubrick e neste ponto os especialistas concordam em unanimidade.
A câmera de Lee encontra um equilíbrio maravilhosamente sutil de cores e texturas em cada cena, e seu olho para a composição é tão excelente como sempre; a construção de um mundo quadro a quadro, seus planos longos e lentos capturam a interação do personagem de Hou dentro do espaço e com cada um. – Variety
É um filme de grande inteligência e refinamento estético; há majestade e mistério neste filme. – The Guardian
Os takes podem ser longos, mas a edição ainda é marcante em suas justaposições. O equilíbrio de cores em cada quadro é de tirar o fôlego. A pureza proposta por Hou, no entanto, também tira o enredo de muita lucidez e alguma estrutura. – The Irish Times
O The Irish Times ainda afirmou que este foi um dos melhores filmes apresentados em Cannes neste ano. Aparentemente Hou Hsiao-Hsien fez uma obra prima com "The Assassin" e é um forte candidato à Palma de Ouro.
Antes de apresentar o filme que passou na sessão da meia-noite, vamos voltar um pouco no tempo. Estamos em 2002, um diretor conhecido por seus curtas polêmicos acabou de estrear seu mais novo longa, e está em competição no festival. Mas, poucos minutos depois de começada a projeção, algumas pessoas da plateia começam a sair, indignadas, dizendo estarem enojadas e sentindo-se ofendidas com esse filme. Enquanto isso, para outras pessoas, assim se consolidava um dos mais corajosos e inovadores - e extremamente peculiar, diretor de cinema, Gaspar Noé.
Em 2002, sua ultima passagem por Cannes, Gaspar trouxe o longa "Irreversível”, não recebeu nenhum prêmio, mas foi de longe, o filme mais polêmico de toda competição.
Esse ano, Gaspar está de volta em Cannes, com o filme “Love” – pouquíssimo se sabia a respeito do longa, não foi divulgada a sinopse e nem trailer, apenas um cartaz e a informação de que seria o primeiro longa do diretor filmado em 3D. E já foi o bastante, pois uma fila de mais de 2 mil pessoas já estava formada na porta do Palais des Festival, bem antes da exibição começar.
O longa conta a história de um homem de 25 anos, que é casado e tem um filho. Um dia, sozinho em casa, se deixa levar pelas recordações da sua relação com Electra. Noé disse que é um filme sobre ‘o estado amoroso nos dias de hoje’.
Mas, a polêmica foi feita. ‘Love’ trás inúmeras cenas de sexo explicito, e deu muito o que falar, muitas pessoas disseram que esse era o primeiro filme pornográfico com exibição em Cannes. Gaspar se defende e diz que apenas era “um filme que reproduz completamente a paixão de um jovem casal apaixonado".
‘Love’ foi muito bem recebido na exibição aberta ao público, recebendo uma boa rodada de aplausos, mas a crítica não foi tão positiva assim, com alguns jornalistas inclusive abandonando a exibição na metade.
Leslie Felperin, do THR: “É difícil dizer se este trabalho vai fazer qualquer rebuliço no mercado. Noé certamente tem uma base de fãs, especialmente na França, mas para telespectadores casuais, o que chamava atenção em seus trabalhos mais antigos, era a coragem de suas cenas que chocavam o público, e não há muito disso nesse longa. Mesmo essa ideia de fazer uma história de amor, onde o sexo ilustra a emoção, já foi tentada antes, por Michael Winterbottom com ‘9 músicas’. Estritamente julgado pelo critério de filmes de sexo, o longa é realmente muito convencional em suas configurações de corpos e posições, não há nada que não se encontre com um par de cliques na Internet”.
Eric Kohn, do Indiewire, disse que ‘Love’ “joga mais como o prelúdio de um filme que Noé ainda pode querer produzir”.
Kaleem Aftab, do The Independent, deu três estrelas em cinco e elogiou a parte técnica do filme: “O que define o filme de Noé, além da tarifa pornográfica padrão - na verdade o que define a obra do diretor, e o destaca dos outros diretores - é seu brilhantismo visceral, especialmente em seu uso do som e filtros de lentes vermelhas”.
‘Love’ está fora de competição, sendo exibido na sessão da meia-noite. Gaspar Noé não faz o tipo de filmes bem aceito pela academia, na verdade, a preocupação do diretor, é vender seu filme para o máximo de países possível e sem corte algum.
Em 2002, sua ultima passagem por Cannes, Gaspar trouxe o longa "Irreversível”, não recebeu nenhum prêmio, mas foi de longe, o filme mais polêmico de toda competição.
Esse ano, Gaspar está de volta em Cannes, com o filme “Love” – pouquíssimo se sabia a respeito do longa, não foi divulgada a sinopse e nem trailer, apenas um cartaz e a informação de que seria o primeiro longa do diretor filmado em 3D. E já foi o bastante, pois uma fila de mais de 2 mil pessoas já estava formada na porta do Palais des Festival, bem antes da exibição começar.
O longa conta a história de um homem de 25 anos, que é casado e tem um filho. Um dia, sozinho em casa, se deixa levar pelas recordações da sua relação com Electra. Noé disse que é um filme sobre ‘o estado amoroso nos dias de hoje’.
Mas, a polêmica foi feita. ‘Love’ trás inúmeras cenas de sexo explicito, e deu muito o que falar, muitas pessoas disseram que esse era o primeiro filme pornográfico com exibição em Cannes. Gaspar se defende e diz que apenas era “um filme que reproduz completamente a paixão de um jovem casal apaixonado".
‘Love’ foi muito bem recebido na exibição aberta ao público, recebendo uma boa rodada de aplausos, mas a crítica não foi tão positiva assim, com alguns jornalistas inclusive abandonando a exibição na metade.
Leslie Felperin, do THR: “É difícil dizer se este trabalho vai fazer qualquer rebuliço no mercado. Noé certamente tem uma base de fãs, especialmente na França, mas para telespectadores casuais, o que chamava atenção em seus trabalhos mais antigos, era a coragem de suas cenas que chocavam o público, e não há muito disso nesse longa. Mesmo essa ideia de fazer uma história de amor, onde o sexo ilustra a emoção, já foi tentada antes, por Michael Winterbottom com ‘9 músicas’. Estritamente julgado pelo critério de filmes de sexo, o longa é realmente muito convencional em suas configurações de corpos e posições, não há nada que não se encontre com um par de cliques na Internet”.
Eric Kohn, do Indiewire, disse que ‘Love’ “joga mais como o prelúdio de um filme que Noé ainda pode querer produzir”.
Kaleem Aftab, do The Independent, deu três estrelas em cinco e elogiou a parte técnica do filme: “O que define o filme de Noé, além da tarifa pornográfica padrão - na verdade o que define a obra do diretor, e o destaca dos outros diretores - é seu brilhantismo visceral, especialmente em seu uso do som e filtros de lentes vermelhas”.
‘Love’ está fora de competição, sendo exibido na sessão da meia-noite. Gaspar Noé não faz o tipo de filmes bem aceito pela academia, na verdade, a preocupação do diretor, é vender seu filme para o máximo de países possível e sem corte algum.
The Assassin
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Se, até agora, a competição pela Palma de Ouro soava meio amena, sem grandes concorrentes, desde o dia 7, com a estreia de ‘Sicario’, a história mudou. Mas, o reinado de Denis Villeneuve durou muito pouco, pois dois filmes em competição despertaram ovação da crítica em Cannes e chamaram a atenção do júri!
O diretor Paolo Sorrentino retorna com "Youth" depois de ter ganho o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por "A Grande Beleza", que também havia saído com fortes boatos de estatueta depois de ter estreado em Cannes 2013. Assim como o diretor Jia Zhang-Ke, que traz “Mountains may depart”, um dos mais elogiados filmes do evento até o momento.
Confira como foi o oitavo dia, abaixo:
O diretor Paolo Sorrentino retorna com "Youth" depois de ter ganho o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por "A Grande Beleza", que também havia saído com fortes boatos de estatueta depois de ter estreado em Cannes 2013. Assim como o diretor Jia Zhang-Ke, que traz “Mountains may depart”, um dos mais elogiados filmes do evento até o momento.
Confira como foi o oitavo dia, abaixo:
Youth
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E temos mais um candidato confirmado na corrida do Oscar 2016. Neste sétimo dia de Festival de Cannes 2015, o longa "Sicario" caiu nas graças da crítica - que vê boas possibilidades da produção sair com a Palma de Ouro.
Além dos boatos de indicações para premiações, a estrela do longa,Emily Blunt, ganha sua disputa pela estatueta de Melhor Atriz para o Oscar. Confira, abaixo:
Além dos boatos de indicações para premiações, a estrela do longa,Emily Blunt, ganha sua disputa pela estatueta de Melhor Atriz para o Oscar. Confira, abaixo:
Marguerite et Julien
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Louder than bombs
Cannes exibiu mais um longa de sua competição principal, a estreia do primeiro filme em língua inglesa do jovem diretor norueguês Joachim Trier. "Louder than bombs" é a aposta de sucesso do diretor, que sem querer pegar carona no poder do sobrenome e na figura de seu parente distante Lars Von Trier, reúne excelentes nomes de Hollywood como: Gabriel Byrne, Isabelle Huppert, Jesse Eisenberg, David Strathairn, Amy Ryan, Devin Druid e Ruby Jerins. Entretanto, o longa não empolgou o esperado e recebeu críticas mistas.
O longa se passa três anos após a morte de Isabelle Reed (Isabelle Huppert), respeitada fotografa de guerra. A organização de uma exposição sobre a obra de Reed, traz Jonah (Jesse Eisenberg), seu filho mais velho, de volta para a casa da família, forçando-o a passar mais tempo com seu pai Gene (Gabriel Byrne) e irmão mais novo Conrad (Devin Druid). Com os três sob o mesmo teto, Gene tenta desesperadamente se conectar com seus dois filhos, em uma luta para conciliar seus sentimentos sobre a mulher que se lembram de maneira tão diferente.
A conferência de imprensa, realizada na tarde de segunda, trouxe a presença do diretor Joachim Trier e dos atores Devin Druid, Gabriel Byrne e Isabelle Huppert, que foi presidente do júri do Festival de Cannes 2009 e duas Palmas de Ouro de melhor atriz. Contudo, o que chamou a atenção, foram os rasgados elogios dos veteranos atores ao jovem Druid, que interpreta o filho mais novo Conrad. “Foi como trabalhar com alguém que tinha feito 50-60 filmes", disse Byrne. Que concluiu, "Se Joachim dissesse que o queria experimentar de uma maneira diferente, ele estava pronto." No seu momento na conferência, o jovem ator rasgou elogios a sua verdadeira mãe, a quem chamou de Super Mãe.
THR – “Trier tem coisas significativas a dizer sobre o trágico, a incompreensível perda pode nos fazer hiper protetores, ciumentos e até mesmo desonestos com as nossas memórias e com a imagem que apresentamos da pessoa amada que se foi. E para seu crédito, o diretor se recusa a sentimentalizar a história de qualquer maneira, porém as tentativas desajeitadas de estes três homens em encontrar um caminho a seguir, faz com que criemos uma distância, o que torna o filme muito mais contemplativo do que sincero.”
Variety – “Tal como concebido, Louder Than Bombs se propõe a ser um curioso melodrama, mas não explosivo. Os fusíveis parecem estar queimados por dentro. No filme, Trier enfoca os Reeds sobreviventes quase que com uma trágica incapacidade de se conectar.”
The Guardian - O rumor que antecedia a estreia acaba por ser um pouco abafado e criando um: um filme um pouco bobo, inútil e sem direção. (...) A mudança para inglês e o modelo de anglo-Hollywood, talvez tenha criado uma dificuldade tonal e estrutural para Trier. O filme não parece apenas como uma imitação de Beleza Americana, mas como um pastiche de algo como Atom Egoyan ou Denis Villeneuve: um pudim euro-americano cansativo.
O título do filme, que faz referência ao álbum clássico do The Smiths, traz a sensação de propaganda enganosa para um filme tão quieto. Mesmo com a qualidade da narrativa não linear do roteiro de Eskil Vogt, muito bem conduzida pelo editor Olivier Bugge, que conferiu fluidez entre as cenas de passado e futuro, "Louder Than Bombs" parece muito óbvio. Pela recepção, Joachim Trier parece ter poucas chances de conquistar o prêmio principal.
O longa se passa três anos após a morte de Isabelle Reed (Isabelle Huppert), respeitada fotografa de guerra. A organização de uma exposição sobre a obra de Reed, traz Jonah (Jesse Eisenberg), seu filho mais velho, de volta para a casa da família, forçando-o a passar mais tempo com seu pai Gene (Gabriel Byrne) e irmão mais novo Conrad (Devin Druid). Com os três sob o mesmo teto, Gene tenta desesperadamente se conectar com seus dois filhos, em uma luta para conciliar seus sentimentos sobre a mulher que se lembram de maneira tão diferente.
A conferência de imprensa, realizada na tarde de segunda, trouxe a presença do diretor Joachim Trier e dos atores Devin Druid, Gabriel Byrne e Isabelle Huppert, que foi presidente do júri do Festival de Cannes 2009 e duas Palmas de Ouro de melhor atriz. Contudo, o que chamou a atenção, foram os rasgados elogios dos veteranos atores ao jovem Druid, que interpreta o filho mais novo Conrad. “Foi como trabalhar com alguém que tinha feito 50-60 filmes", disse Byrne. Que concluiu, "Se Joachim dissesse que o queria experimentar de uma maneira diferente, ele estava pronto." No seu momento na conferência, o jovem ator rasgou elogios a sua verdadeira mãe, a quem chamou de Super Mãe.
THR – “Trier tem coisas significativas a dizer sobre o trágico, a incompreensível perda pode nos fazer hiper protetores, ciumentos e até mesmo desonestos com as nossas memórias e com a imagem que apresentamos da pessoa amada que se foi. E para seu crédito, o diretor se recusa a sentimentalizar a história de qualquer maneira, porém as tentativas desajeitadas de estes três homens em encontrar um caminho a seguir, faz com que criemos uma distância, o que torna o filme muito mais contemplativo do que sincero.”
Variety – “Tal como concebido, Louder Than Bombs se propõe a ser um curioso melodrama, mas não explosivo. Os fusíveis parecem estar queimados por dentro. No filme, Trier enfoca os Reeds sobreviventes quase que com uma trágica incapacidade de se conectar.”
The Guardian - O rumor que antecedia a estreia acaba por ser um pouco abafado e criando um: um filme um pouco bobo, inútil e sem direção. (...) A mudança para inglês e o modelo de anglo-Hollywood, talvez tenha criado uma dificuldade tonal e estrutural para Trier. O filme não parece apenas como uma imitação de Beleza Americana, mas como um pastiche de algo como Atom Egoyan ou Denis Villeneuve: um pudim euro-americano cansativo.
O título do filme, que faz referência ao álbum clássico do The Smiths, traz a sensação de propaganda enganosa para um filme tão quieto. Mesmo com a qualidade da narrativa não linear do roteiro de Eskil Vogt, muito bem conduzida pelo editor Olivier Bugge, que conferiu fluidez entre as cenas de passado e futuro, "Louder Than Bombs" parece muito óbvio. Pela recepção, Joachim Trier parece ter poucas chances de conquistar o prêmio principal.
Em meio a tantos dramas preenchendo as exibições do Festival de Cannes, a Pixar trouxe um pouco de diversão para a plateia com sua próxima estreia, “Divertida Mente”, a qual marca o retorno do diretor Pete Docter depois do comentadíssimo “Up- Altas Aventuras” e o premiado “Monstros S.A”.
“Divertida Mente” veio originalmente para o universo familiar (a abordagem é semelhante em uma das esquetes do filme “Tudo o que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo mas Tinha Medo de Perguntar”) contando sobre as emoções de uma garota que está saindo da infância, mas de uma perspectiva diferente: de dentro de sua cabeça e dando vida às emoções.
Durante a coletiva de imprensa feita em Cannes, o diretor se reuniu ao seu elenco de voice-acting americano e francês, seu produtor Jonas Rivera e um dos ícones da animação, John Lasseter, para comentar sobre o processo de criação do roteiro deste filme, que representou um risco para a equipe, porque deveria ser um tema conhecido e ao mesmo tempo nunca visto.
“Depois de conversar com Pete, cheguei em casa e pensei em meus filhos, no que passa em suas cabeças quando tomam uma decisão, se brincam com isso ou aquilo, e senti que seria um bom cenário para criar um filme, então aproximamos o filme dos pais das crianças sobre essa ótica.”, diz o produtor Jonas Rivera sobre a ligação que "Divertida Mente" traz para as famílias, quebrando ainda mais a ideia de que animação é para crianças.
Em uma produção na qual os atores devem focar em apenas um sentimento para dar vida aos seus personagens, a atriz Amy Poehler comenta sobre sua experiência como comediante em Cannes e já faz uma ligação com Divertida Mente – “Drama e a comédia vivem juntos, este filme mostra isso. Todos sentados nessa mesa sabem como a comédia te faz sentir”.
Mesmo com personagens tão carismáticos, o diretor/criador Pete Docter ainda encontrou espaço para inserir um amigo imaginário, que será um elemento surpresa e traz uma mensagem para adultos e crianças “Ele foi baseado em amigos imaginários de diversas crianças [...] Ele é a personificação da infância e ele é um eco da Alegria [...], mas quando pensamos no que ele é e no que representa, a ideia de que ele deveria se sacrificar pareceu certa e nobre de acontecer”.
Quando questionados sobre o que a animação representa atualmente, Docter comenta “Nós não achamos que fazer animação é diferente dos outros, seja live-action ou qualquer outra coisa, nós achamos que o objetivo é contar boas histórias e não as tratamos só para crianças, é para nós mesmos, para toda a família”, e Rivera finaliza “Não acreditamos que animação seja um gênero, é uma mídia. [...] Nós representamos aquilo que é para ser mostrado para a família”.
Em Cannes “Divertida Mente” foi ovacionado, sendo citado como um dos melhores filmes do festival por uma das jornalistas presente na coletiva, e online seu desempenho não poderia ter sido diferente.
"Mas é certamente um pedaço terrivelmente simpático, exuberante e sedutor de entretenimento, tomada em plena aceleração. Há um brilho de puro profissionalismo que eu associo com o seu produtor executivo, John Lasseter". – The Guardian
"[...] Embora o filme absolutamente poderia ter sido mais denso, [os diretores] optaram por ter o equilíbrio certo de contexto e história, para não gastar muito tempo com as Emoções e se privar de experimentar as emoções reais que vêm se conectar com Riley e sua família". – Variety
"Divertida Mente tem um conceito bastante abstrato, mas Docter e equipe mostram tal certeza da visão de que o mundo que eles criam é quase imediatamente credível". – Vanity Fair
Apesar de não estar entre os concorrentes do festival, “Divertida Mente” já é candidato na corrida pelo Oscar 2016 de Melhor Animação. A produção estreia em 18 de junho nos cinemas brasileiros.
“Divertida Mente” veio originalmente para o universo familiar (a abordagem é semelhante em uma das esquetes do filme “Tudo o que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo mas Tinha Medo de Perguntar”) contando sobre as emoções de uma garota que está saindo da infância, mas de uma perspectiva diferente: de dentro de sua cabeça e dando vida às emoções.
Durante a coletiva de imprensa feita em Cannes, o diretor se reuniu ao seu elenco de voice-acting americano e francês, seu produtor Jonas Rivera e um dos ícones da animação, John Lasseter, para comentar sobre o processo de criação do roteiro deste filme, que representou um risco para a equipe, porque deveria ser um tema conhecido e ao mesmo tempo nunca visto.
“Depois de conversar com Pete, cheguei em casa e pensei em meus filhos, no que passa em suas cabeças quando tomam uma decisão, se brincam com isso ou aquilo, e senti que seria um bom cenário para criar um filme, então aproximamos o filme dos pais das crianças sobre essa ótica.”, diz o produtor Jonas Rivera sobre a ligação que "Divertida Mente" traz para as famílias, quebrando ainda mais a ideia de que animação é para crianças.
Em uma produção na qual os atores devem focar em apenas um sentimento para dar vida aos seus personagens, a atriz Amy Poehler comenta sobre sua experiência como comediante em Cannes e já faz uma ligação com Divertida Mente – “Drama e a comédia vivem juntos, este filme mostra isso. Todos sentados nessa mesa sabem como a comédia te faz sentir”.
Mesmo com personagens tão carismáticos, o diretor/criador Pete Docter ainda encontrou espaço para inserir um amigo imaginário, que será um elemento surpresa e traz uma mensagem para adultos e crianças “Ele foi baseado em amigos imaginários de diversas crianças [...] Ele é a personificação da infância e ele é um eco da Alegria [...], mas quando pensamos no que ele é e no que representa, a ideia de que ele deveria se sacrificar pareceu certa e nobre de acontecer”.
Quando questionados sobre o que a animação representa atualmente, Docter comenta “Nós não achamos que fazer animação é diferente dos outros, seja live-action ou qualquer outra coisa, nós achamos que o objetivo é contar boas histórias e não as tratamos só para crianças, é para nós mesmos, para toda a família”, e Rivera finaliza “Não acreditamos que animação seja um gênero, é uma mídia. [...] Nós representamos aquilo que é para ser mostrado para a família”.
Em Cannes “Divertida Mente” foi ovacionado, sendo citado como um dos melhores filmes do festival por uma das jornalistas presente na coletiva, e online seu desempenho não poderia ter sido diferente.
"Mas é certamente um pedaço terrivelmente simpático, exuberante e sedutor de entretenimento, tomada em plena aceleração. Há um brilho de puro profissionalismo que eu associo com o seu produtor executivo, John Lasseter". – The Guardian
"[...] Embora o filme absolutamente poderia ter sido mais denso, [os diretores] optaram por ter o equilíbrio certo de contexto e história, para não gastar muito tempo com as Emoções e se privar de experimentar as emoções reais que vêm se conectar com Riley e sua família". – Variety
"Divertida Mente tem um conceito bastante abstrato, mas Docter e equipe mostram tal certeza da visão de que o mundo que eles criam é quase imediatamente credível". – Vanity Fair
Apesar de não estar entre os concorrentes do festival, “Divertida Mente” já é candidato na corrida pelo Oscar 2016 de Melhor Animação. A produção estreia em 18 de junho nos cinemas brasileiros.
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Carol
Em paralelo
| Por forças que regem a cultura e o show que talvez nunca consigamos explicar, uma estranha e triste coincidência une alguns músicos do rock e blues, fenômeno esse que inacreditável em sua especificidade e mesmo que previsível o fim, estava além de nós qualquer intervenção. Por mais que um fã ou admirador desse mostras do tamanho do amor e importância que eles tinha para o mundo, estes já estavam sentenciados, por seus próprios estilos de vida e atitudes, a um destino implacável: a morte precoce. Janis, Jim, Jimi, Brian, Kurt e Amy nos deixaram com 27 anos. Órfãos do talento. Buscando oferecer um retrato ou uma tentativa de compreensão sobre a vida e a obra desses artistas, o cinema oferece a porta para a entrada nesses pequenos mundos particulares. O esperado documentário sobre a vida de Amy Winehouse enfim foi exibido no sábado, à meia noite, no Festival de Cannes, sob aplausos e bastante comoção. A vida da cantora sempre despertou curiosidade, por sua excentricidade e comportamento, e após a declaração da família, no fim de abril, de que o documentário de Asif Kapadia trazia alegações infundadas e tendenciosas, mais luzes foram direcionadas para a sua estreia. Classificado pelo The Guardian com 5 estrelas e como uma obra prima trágica, os críticos têm apontado com ovações o filme. Após entrevistar cerca de 80 pessoas que conviveram com a cantora, Kapadia, também realizador do prestigiados documentário "Senna", resgata histórias da infância e juventude de uma Amy que ao mesmo tempo em que era pungente em sua interpretação e personalidade, era vulnerável em sua intimidade. Toda a sua luta contra a depressão, bulimia, drogas e álcool está ali, cada tentativa de conter os seus demônios, luta essa que os tabloides jogaram contra e a favor da moça. Guy Lodge, crítico da Variety, avalia que o diretor conseguiu retirar o sensacionalismo que poderia ocorreu ao abordar uma história repleta de conflitos, humanizando a cantora. Outro ponto ressaltado como acerto, foi a simples inserção de legendas com as letras das músicas durante os trechos de apresentações musicais, nada de provocar a plateia a cantar, mas somente acompanhar o que ela queria dizer em momentos onde o álcool e as drogas não faziam ser possível ela completar. Cannes aprovou o documentário sobre a vida de Amy Winehouse, que passa a figurar como possível presença na corrida do Oscar 2016. Ainda há muito que acontecer, já que a estreia nas salas de cinema acontece no próximo mês de Junho. Há julgar pelo sucesso de Kapadia com o filme sobre o lendário piloto brasileiro de Formula 1 Ayrton Senna, e por todo simbolismo e atração que a música e a vida de Amy gera no público, pode-se esperar vida longa nos festivais e premiações. Amy |
“Carol” foi o filme mais esperado do dia, e um dos mais aguardados do Festival desta edição. O diretor Todd Haynes retorna com uma temática já vista em “Longe do Paraíso”, mas de um novo ângulo que coloca Cate Blanchett e Rooney Mara no centro.
Na trama, Em Nova York, no início da década de 1950, Therese Belivet, está trabalhando em uma loja de departamento de Manhattan e sonha com uma vida mais gratificante quando conhece Carol Aird, uma mulher sedutora presa em um casamento fracassado. Como uma conexão imediata de faíscas entre elas, a inocência de seu primeiro encontro muda e aprofunda sua ligação. Quando o envolvimento de Carol com Therese vem à luz, o marido de Carol desafia a sua competência como mãe. E, como Carol e Therese se refugiam na estrada, deixando para atrás suas respectivas vidas, emerge um confronto que vai testar hipóteses de cada mulher sobre si mesma e os compromissos de uma com a outra.
O longa foi muito bem recebido pelos críticos, apesar de todos concordarem da bela realização é destacado também a frieza da história. Confira, abaixo:
Variety: “Uma história de amor primorosamente desenhada, profundamente sentida que provoca a cada sombra e nuance de vida interior de seus personagens com inteligência suprema (...)”
Hitfix: “Cate Blanchett e Rooney Mara entregam performances notáveis neste impressionante filme de época”.
THR: “Cate e Rooney arrasam.”
Screen Daily: “”Carol” será lançado nos EUA por meio da The Weinstein Company, que com certeza planeja uma busca de grandes prêmios (...)”
The Guardian: “...muito bem feito e excepcionalmente inteligente (...)”
The Wrap: “Mara "é a verdadeira surpresa aqui, mantendo grande parte do filme para si mesma (..)”
Irish Times: “Um total de oito anos após «Não Estou Lá», um dos grandes cineastas da América está de volta em um galopante triunfo”.
Assim, “Carol” entra com mais solidez para corrida do Oscar 2016, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição, Melhor Atriz (Cate Blanchett), Melhor Atriz Coadjuvante (Rooney Mara, mas pode ser colocada como Melhor Atriz), Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora (algo que os críticos elogiaram fervorosamente), Melhor Direção de Arte e Melhor Figurino (evidentemente chamativo).
Devemos lembrar que no ano passado, “Foxcatcher” também surgiu com grandes elogios após a exibição em Cannes e obteve uma previsão de uma forte corrida para o Oscar. Ao longo do ano, a produção foi perdendo a força, mas no final ainda conseguiu 5 ótimas indicações - sendo esquecido na categoria de Melhor Filme. Se “Carol” quiser ser lembrado no Oscar 2016 terá de receber uma campanha a altura da The Weinstein Company – contudo, como os críticos disseram, há pouca empatia pelas personagens, algo que pode atrapalhar. Mas temos Cate Blanchett como protagonista, uma ponto favorável e que sempre chama atenção do público em torno do mundo. Será que vem um terceiro Oscar?
Na trama, Em Nova York, no início da década de 1950, Therese Belivet, está trabalhando em uma loja de departamento de Manhattan e sonha com uma vida mais gratificante quando conhece Carol Aird, uma mulher sedutora presa em um casamento fracassado. Como uma conexão imediata de faíscas entre elas, a inocência de seu primeiro encontro muda e aprofunda sua ligação. Quando o envolvimento de Carol com Therese vem à luz, o marido de Carol desafia a sua competência como mãe. E, como Carol e Therese se refugiam na estrada, deixando para atrás suas respectivas vidas, emerge um confronto que vai testar hipóteses de cada mulher sobre si mesma e os compromissos de uma com a outra.
O longa foi muito bem recebido pelos críticos, apesar de todos concordarem da bela realização é destacado também a frieza da história. Confira, abaixo:
Variety: “Uma história de amor primorosamente desenhada, profundamente sentida que provoca a cada sombra e nuance de vida interior de seus personagens com inteligência suprema (...)”
Hitfix: “Cate Blanchett e Rooney Mara entregam performances notáveis neste impressionante filme de época”.
THR: “Cate e Rooney arrasam.”
Screen Daily: “”Carol” será lançado nos EUA por meio da The Weinstein Company, que com certeza planeja uma busca de grandes prêmios (...)”
The Guardian: “...muito bem feito e excepcionalmente inteligente (...)”
The Wrap: “Mara "é a verdadeira surpresa aqui, mantendo grande parte do filme para si mesma (..)”
Irish Times: “Um total de oito anos após «Não Estou Lá», um dos grandes cineastas da América está de volta em um galopante triunfo”.
Assim, “Carol” entra com mais solidez para corrida do Oscar 2016, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição, Melhor Atriz (Cate Blanchett), Melhor Atriz Coadjuvante (Rooney Mara, mas pode ser colocada como Melhor Atriz), Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora (algo que os críticos elogiaram fervorosamente), Melhor Direção de Arte e Melhor Figurino (evidentemente chamativo).
Devemos lembrar que no ano passado, “Foxcatcher” também surgiu com grandes elogios após a exibição em Cannes e obteve uma previsão de uma forte corrida para o Oscar. Ao longo do ano, a produção foi perdendo a força, mas no final ainda conseguiu 5 ótimas indicações - sendo esquecido na categoria de Melhor Filme. Se “Carol” quiser ser lembrado no Oscar 2016 terá de receber uma campanha a altura da The Weinstein Company – contudo, como os críticos disseram, há pouca empatia pelas personagens, algo que pode atrapalhar. Mas temos Cate Blanchett como protagonista, uma ponto favorável e que sempre chama atenção do público em torno do mundo. Será que vem um terceiro Oscar?
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FOTOS - DIA 4
O diretor italiano Nanni Moretti traz o filme “Mia Madre”, uma produção que conta com um elenco talentoso (como John Turturro e Margherita Buy) e brinca com dramas pesados e sátiros. Desde 2001, com o filme “O Quarto do Filho”, Moretti já está marcado por apresentações fortes no festival, mas neste ano ele divide a imprensa internacional, principalmente ao que diz respeito ao roteiro.
Em "Mia Madre" vemos uma diretora de cinema passando por crises em suas vidas pessoal e profissional, não tendo condições suficientes de comandar seu novo filme ou lidar com uma mãe enferma.
Antes da exibição oficial do filme, Nanni Moretti se reuniu à sua equipe para comentar sobre “Mia Madre” e os níveis sentimentais mostrados ao longo dele, "Durante a escrita e a filmagem do filme, nós trabalhamos muito para tentar misturar vários níveis de realidade - você tem sonhos, você tem memórias, você tem fantasias, e os tempos do filme correspondem às vezes na mente de Margherita onde tudo coexiste".
Grandes estreias geram boas expectativas e o diretor ressalta o mérito ao seu filme “Meus filmes sempre têm dois aspectos, têm horas dolorosas e cheias de alegria, é uma estratégia específica com a qual trabalho, é só o jeito como falo sobre vida, pessoas e personalidades”.
E ele ainda completa “É obrigação do cinema fazer bons filmes e se possível novos tipos, talvez filmes que não deem a impressão de que você já o viu, isso é o que o cinema deve fazer. Para fazer um bom filme não é preciso privilegiar alguns assuntos [...] qualquer assunto pode dar um bom filme.”
Além de um roteiro bem escrito, a atriz Giulia Lazzarini comenta que "Mia Madre" tinha um clima natural durante as gravações “A ligação entre Nanni e Margherita era tão boa que só pude ver aonde o filme chegaria quando o assisti”.
E o ator John Turturro confirma a pessoalidade de “Madre Mia” - “Não faço filmes pelo papel ou pelo diretor, eu adorei o roteiro e trabalhar com Nanni e Margherita, escolho papéis que possam agregar algo em minha vida, foi um desafio e animador, este filme me elevou em várias maneiras, mas me senti livre ao mesmo tempo. Foi uma experiência completa, e boa”.
A forma como o diretor Nanni Moretti brincou com seu roteiro parece ter dividido as críticas dos especialistas.
"Moretti desvia [o filme] em subtramas, plantando uma ideia sem desenvolvê-lo ainda mais, tornando-se uma obra mal construída que é, por vezes, incoerente. – Collider
"E o toque de Moretti é tão hábil que tudo vem muito bem junto, transformando seu filme leve, mas, profundamente, uma comovente ode à família e criatividade. – The Wrap
"Mia Madre" é quente, espirituoso e sedutor: o seu melhor filme desde O Quarto do Filho, retornando-o para os temas de cinema, vida, laços familiares e culpa família. – The Guardian
O comentário de Moretti sobre “Mia Madre” possivelmente explica o porquê de ele ter recebido opiniões tão adversas, já que ele condiciona o pensamento do espectador a partir das experiências vividas por ele fora da sala de cinema.
Em "Mia Madre" vemos uma diretora de cinema passando por crises em suas vidas pessoal e profissional, não tendo condições suficientes de comandar seu novo filme ou lidar com uma mãe enferma.
Antes da exibição oficial do filme, Nanni Moretti se reuniu à sua equipe para comentar sobre “Mia Madre” e os níveis sentimentais mostrados ao longo dele, "Durante a escrita e a filmagem do filme, nós trabalhamos muito para tentar misturar vários níveis de realidade - você tem sonhos, você tem memórias, você tem fantasias, e os tempos do filme correspondem às vezes na mente de Margherita onde tudo coexiste".
Grandes estreias geram boas expectativas e o diretor ressalta o mérito ao seu filme “Meus filmes sempre têm dois aspectos, têm horas dolorosas e cheias de alegria, é uma estratégia específica com a qual trabalho, é só o jeito como falo sobre vida, pessoas e personalidades”.
E ele ainda completa “É obrigação do cinema fazer bons filmes e se possível novos tipos, talvez filmes que não deem a impressão de que você já o viu, isso é o que o cinema deve fazer. Para fazer um bom filme não é preciso privilegiar alguns assuntos [...] qualquer assunto pode dar um bom filme.”
Além de um roteiro bem escrito, a atriz Giulia Lazzarini comenta que "Mia Madre" tinha um clima natural durante as gravações “A ligação entre Nanni e Margherita era tão boa que só pude ver aonde o filme chegaria quando o assisti”.
E o ator John Turturro confirma a pessoalidade de “Madre Mia” - “Não faço filmes pelo papel ou pelo diretor, eu adorei o roteiro e trabalhar com Nanni e Margherita, escolho papéis que possam agregar algo em minha vida, foi um desafio e animador, este filme me elevou em várias maneiras, mas me senti livre ao mesmo tempo. Foi uma experiência completa, e boa”.
A forma como o diretor Nanni Moretti brincou com seu roteiro parece ter dividido as críticas dos especialistas.
"Moretti desvia [o filme] em subtramas, plantando uma ideia sem desenvolvê-lo ainda mais, tornando-se uma obra mal construída que é, por vezes, incoerente. – Collider
"E o toque de Moretti é tão hábil que tudo vem muito bem junto, transformando seu filme leve, mas, profundamente, uma comovente ode à família e criatividade. – The Wrap
"Mia Madre" é quente, espirituoso e sedutor: o seu melhor filme desde O Quarto do Filho, retornando-o para os temas de cinema, vida, laços familiares e culpa família. – The Guardian
O comentário de Moretti sobre “Mia Madre” possivelmente explica o porquê de ele ter recebido opiniões tão adversas, já que ele condiciona o pensamento do espectador a partir das experiências vividas por ele fora da sala de cinema.
"Nada que um dia após o outro", a frase pode se aplicar facilmente para o Festival de Cannes, mas talvez nem todo mundo entre no espírito.
Com duas estreias de filmes em Competição: "Mi Madre" e "The Sea of Threes"; o Festival teve os seus holofotes e atenção direcionada para Gus Van Sant, vencedor passado da Palma de Ouro.
Contudo, os ansiosos pela nova produção com Matthew McConaughey se mostraram extremamente decepcionados. Confira como foi o quarto dia, abaixo:
Com duas estreias de filmes em Competição: "Mi Madre" e "The Sea of Threes"; o Festival teve os seus holofotes e atenção direcionada para Gus Van Sant, vencedor passado da Palma de Ouro.
Contudo, os ansiosos pela nova produção com Matthew McConaughey se mostraram extremamente decepcionados. Confira como foi o quarto dia, abaixo:
Mi Madre
Se o festival de Cannes de 2003 pudesse ser resumido em apenas um nome, sem dúvida alguma, seria Gus Van Sant. Naquele ano “Elephant” foi arrebatador. Conquistou os jurados e a imprensa e garantiu o prêmio de melhor diretor e a Palma de Ouro.
Nesse ano o diretor está de volta, e ainda com a companhia de Matthew McConaughey como ator principal de seu novo longa “The Sea of Trees”. Antes do festival começar, esse era um dos filmes que carregava a maior expectativa, por trazer uma trama delicada e interessante, e pelo próprio diretor, que tem um histórico impar de filmes.
Em “The Sea of Trees” – que ainda conta com Naomi Watts, Ken Watanabe e Katie Aselton – Matthew faz o papel de um americano que viaja até a floresta de Aokigahara no Japão (conhecida pelo alto número de suicídios) para se matar. Mas ao chegar no local, ele conhece outro homem que também estava com o mesmo plano e, juntos, embarcam numa jornada de reflexão e sobrevivência, mata a dentro.
Mas, infelizmente, Gus Van Sant pode ter protagonizado a maior decepção (até o momento) em competição do festival de Cannes desse ano, ao ter o seu longa vaiado após a exibição.
Peter Bradshaw, do The Guardian, deu uma estrela em cinco: “Gus Van Sant retorna à competição de Cannes, e retorna - horrivelmente - para um dos médios e chatos filmes comerciais - em que ele é capaz de mudar tão facilmente. Ele parece ter abandonado permanentemente o estilo mais desafiador e rigoroso de filmes como o vencedor da Palma de Ouro “Elephant”, “Last Days” ou até mesmo o poeticamente misterioso “Gerry”, sobre dois rapazes perdidos no deserto”.
Todd McCarthy, do THR, criticou o roteiro, a direção e sobrou um pouco até para o Matthew: “Esse Gus Van Sant pegajoso, grudento - anteriormente visto em “Finding Forrester” e “Restless” - escorre para fora mais uma vez no lamentavelmente sentimental e piegas “The sea of trees”. O que acontece com o lado mais desafiador e aventureiro do diretor em tais empreendimentos, é um mistério, já que está totalmente ausente neste conto teoricamente promissor (...). Há inúmeras maneiras de escrever a história de um homem americano que viaja até o Japão para cometer suicídio. Mas, o roteirista Christopher Sparling, escolheu uma abordagem que beira a banalidade absoluta (...) O personagem de Matthew mergulha profundamente na tristeza e, isso se repete em quase todas as cenas, até o desempenho do ator se tornar menos expressivo e mais comum, até que você simplesmente não se importa mais com o que acontece com ele”.
Tim Robey, do The Telegraph, deu duas estrelas em cinco: “Van Sant queria estudar o afogamento de um homem na tristeza e guiá-lo para a luz. Mas a orientação que ele recebe é falsa e forçada, uma espécie de reabilitação de suicídio com brincadeiras e pegadinhas. Como a própria Aokigahara, todo o filme precisa se isolado com uma corda de segurança e o sinal de “Keep Out”. Não há nada para ver no interior”.
Eric Kohn, do Indiewire, teceu um leve elogio: “Felizmente, "The sea of Trees", pelo menos, mantém a aparência de um filme melhor, com imagens polidas que parecem adequadas e, grande parte dessas imagens, feitas ao ar livre. O diretor de Fotografia, Kasper Tuxen, faz um bom trabalho elogiando o cenário da floresta japonês, onde o personagem de McConaughey viaja na abertura do filme com o plano inicial de cometer suicídio”.
Se foi recebido assim em Cannes, é praticamente “The Sea of Trees” improvável de ser observado e lembrado pela Academia do Oscar.
Nesse ano o diretor está de volta, e ainda com a companhia de Matthew McConaughey como ator principal de seu novo longa “The Sea of Trees”. Antes do festival começar, esse era um dos filmes que carregava a maior expectativa, por trazer uma trama delicada e interessante, e pelo próprio diretor, que tem um histórico impar de filmes.
Em “The Sea of Trees” – que ainda conta com Naomi Watts, Ken Watanabe e Katie Aselton – Matthew faz o papel de um americano que viaja até a floresta de Aokigahara no Japão (conhecida pelo alto número de suicídios) para se matar. Mas ao chegar no local, ele conhece outro homem que também estava com o mesmo plano e, juntos, embarcam numa jornada de reflexão e sobrevivência, mata a dentro.
Mas, infelizmente, Gus Van Sant pode ter protagonizado a maior decepção (até o momento) em competição do festival de Cannes desse ano, ao ter o seu longa vaiado após a exibição.
Peter Bradshaw, do The Guardian, deu uma estrela em cinco: “Gus Van Sant retorna à competição de Cannes, e retorna - horrivelmente - para um dos médios e chatos filmes comerciais - em que ele é capaz de mudar tão facilmente. Ele parece ter abandonado permanentemente o estilo mais desafiador e rigoroso de filmes como o vencedor da Palma de Ouro “Elephant”, “Last Days” ou até mesmo o poeticamente misterioso “Gerry”, sobre dois rapazes perdidos no deserto”.
Todd McCarthy, do THR, criticou o roteiro, a direção e sobrou um pouco até para o Matthew: “Esse Gus Van Sant pegajoso, grudento - anteriormente visto em “Finding Forrester” e “Restless” - escorre para fora mais uma vez no lamentavelmente sentimental e piegas “The sea of trees”. O que acontece com o lado mais desafiador e aventureiro do diretor em tais empreendimentos, é um mistério, já que está totalmente ausente neste conto teoricamente promissor (...). Há inúmeras maneiras de escrever a história de um homem americano que viaja até o Japão para cometer suicídio. Mas, o roteirista Christopher Sparling, escolheu uma abordagem que beira a banalidade absoluta (...) O personagem de Matthew mergulha profundamente na tristeza e, isso se repete em quase todas as cenas, até o desempenho do ator se tornar menos expressivo e mais comum, até que você simplesmente não se importa mais com o que acontece com ele”.
Tim Robey, do The Telegraph, deu duas estrelas em cinco: “Van Sant queria estudar o afogamento de um homem na tristeza e guiá-lo para a luz. Mas a orientação que ele recebe é falsa e forçada, uma espécie de reabilitação de suicídio com brincadeiras e pegadinhas. Como a própria Aokigahara, todo o filme precisa se isolado com uma corda de segurança e o sinal de “Keep Out”. Não há nada para ver no interior”.
Eric Kohn, do Indiewire, teceu um leve elogio: “Felizmente, "The sea of Trees", pelo menos, mantém a aparência de um filme melhor, com imagens polidas que parecem adequadas e, grande parte dessas imagens, feitas ao ar livre. O diretor de Fotografia, Kasper Tuxen, faz um bom trabalho elogiando o cenário da floresta japonês, onde o personagem de McConaughey viaja na abertura do filme com o plano inicial de cometer suicídio”.
Se foi recebido assim em Cannes, é praticamente “The Sea of Trees” improvável de ser observado e lembrado pela Academia do Oscar.
Giovanna Pini - Colaboradora; Danilo Teixeira - Equipe CETI
SEÇÕES
Woody Allen é um dos nomes mais frequentes do festival de Cannes. Tanto que em 2011, ele apresentou o filme de abertura “Meia-noite em Paris” – que recebeu o Oscar de melhor roteiro original. Desde “Manhattan” de 1979, Allen já levou nada menos que 12 filmes para exibição – sem competir pela Palma de Ouro – no festival. Já que o próprio já disse que não gosta de competir.
O filme deste ano é “Irrational man” – estrelado por Joaquim Phoenix, Emma Stone e Parker Posey – que segue a vertente ao exame da consciência humana, contando a história de um professor de filosofia em crise existencial, que chega em uma cidadezinha para dar aulas e logo se envolve com uma de suas colegas e com uma de suas alunas.
Na coletiva de imprensa, Woody estava presente ao lado de Parker Posey e Emma Stone. O diretor, que não é acostumado a comparecer a esse tipo de evento – nem mesmo foi receber os prêmios que já levou pela Academia - mostrou o quanto simpatiza com o festival, participando de toda a cartilha de programação do seu filme.
Entre os destaques da coletiva, vale ressaltar os comentários que Woody fez a respeito da sério que estava escrevendo para a Amazon: “Estou brigando com isso, e espero não decepcioná-los, mas está sendo uma luta. Uma catástrofe. Eu me meti nessa das seis horas e meia de duração. Agora estou escrevendo. Ainda não sei o resultado. Me dá vergonha ter aceito…” E logo em seguida começou a rir, mostrando que isso talvez faça parte de uma preocupação que o aflige antes de cada filme.
Quando foi questionado sobre o estilo de seus filmes que sempre mantiveram o mesmo tom bem humorado – nem que fosse levemente, inclusive desse atual, Woody disse: “Outros artistas e muita gente em geral tem feito isso, de mudar de estilo, porque a perspectiva muda com a idade. Mas não vai ser meu caso, não vou ficar sério, tipo Bergman. Meu talento está no humor, ninguém me dará dinheiro para rodar dramas. Já fui sério em minha juventude: dei entrevistas chatas e fiz filmes chatos”.
Enquanto, ao seu lado, Emma Stone e Parker Posey falaram da simplicidade de trabalhar com o diretor, do prazer de estar em seus filmes e do bom ambiente que ele saber manter entre toda produção.
Apesar dos dois minutos de ovação depois da exibição do longa em Cannes, muitos críticos não foram tão amáveis, enquanto alguns se mostraram mais abertos.
Variety: “Allen não mata por amor ou dinheiro, mas sim por uma espécie de clareza existencial. Essa presunção coloca uma nova rodada sobre uma premissa familiar e marca "Irrational Man" como um dos projetos mais pouco frequentes e ambiciosamente estranhos do Woody desde o filme "Desconstruindo Harry", em 1997, embora menos convencionalmente divertido do que os recentes acertos "Blue Jasmine" e "Meia Noite em Paris"”.
The Wrap: “Stone se entrega em todo o filme, no essencial, e ela funciona bem como uma musa de Woody Allen. Ela não tem a sexualidade explosiva de Scarlett Johansson , mas existe em algum lugar entre Louise Lasser e Diane Keaton - que atinge o ponto ideal para o que Allen está tentando fazer com sua personagem, uma jovem estudante brilhante”.
THR: “Está entre as melhores entradas do quarto-ato da fase carreira de Woody Allen. Apesar de ser um romance não-convencional que toma um rumo muito desconfortável, este conto moral não funcionaria sem uma paixão convincente do coração e da mente em seu centro. E esse elemento é propulsionado por todo o caminho pela química brilhante de Phoenix e Stone”.
David Poland escreveu: "”Irrational Man" de Woody Allen é o seu maior fracasso”.
Indiwire: “Blue Jasmine "era no máximo um filme imperfeito com um desempenho central impressionante (...), foi seguido pelo horrível "Magia ao Luar" e agora esta coisa.”
The Guardian: “"Irrational Man" é uma boa ideia, um esboço para um filme, mas o filme em si não é realizado”.
O longa deixa Cannes sem uma perspectiva sólida de corrida para o Oscar 2016. A produção chega aos cinemas brasileiros em 6 de agosto.
O filme deste ano é “Irrational man” – estrelado por Joaquim Phoenix, Emma Stone e Parker Posey – que segue a vertente ao exame da consciência humana, contando a história de um professor de filosofia em crise existencial, que chega em uma cidadezinha para dar aulas e logo se envolve com uma de suas colegas e com uma de suas alunas.
Na coletiva de imprensa, Woody estava presente ao lado de Parker Posey e Emma Stone. O diretor, que não é acostumado a comparecer a esse tipo de evento – nem mesmo foi receber os prêmios que já levou pela Academia - mostrou o quanto simpatiza com o festival, participando de toda a cartilha de programação do seu filme.
Entre os destaques da coletiva, vale ressaltar os comentários que Woody fez a respeito da sério que estava escrevendo para a Amazon: “Estou brigando com isso, e espero não decepcioná-los, mas está sendo uma luta. Uma catástrofe. Eu me meti nessa das seis horas e meia de duração. Agora estou escrevendo. Ainda não sei o resultado. Me dá vergonha ter aceito…” E logo em seguida começou a rir, mostrando que isso talvez faça parte de uma preocupação que o aflige antes de cada filme.
Quando foi questionado sobre o estilo de seus filmes que sempre mantiveram o mesmo tom bem humorado – nem que fosse levemente, inclusive desse atual, Woody disse: “Outros artistas e muita gente em geral tem feito isso, de mudar de estilo, porque a perspectiva muda com a idade. Mas não vai ser meu caso, não vou ficar sério, tipo Bergman. Meu talento está no humor, ninguém me dará dinheiro para rodar dramas. Já fui sério em minha juventude: dei entrevistas chatas e fiz filmes chatos”.
Enquanto, ao seu lado, Emma Stone e Parker Posey falaram da simplicidade de trabalhar com o diretor, do prazer de estar em seus filmes e do bom ambiente que ele saber manter entre toda produção.
Apesar dos dois minutos de ovação depois da exibição do longa em Cannes, muitos críticos não foram tão amáveis, enquanto alguns se mostraram mais abertos.
Variety: “Allen não mata por amor ou dinheiro, mas sim por uma espécie de clareza existencial. Essa presunção coloca uma nova rodada sobre uma premissa familiar e marca "Irrational Man" como um dos projetos mais pouco frequentes e ambiciosamente estranhos do Woody desde o filme "Desconstruindo Harry", em 1997, embora menos convencionalmente divertido do que os recentes acertos "Blue Jasmine" e "Meia Noite em Paris"”.
The Wrap: “Stone se entrega em todo o filme, no essencial, e ela funciona bem como uma musa de Woody Allen. Ela não tem a sexualidade explosiva de Scarlett Johansson , mas existe em algum lugar entre Louise Lasser e Diane Keaton - que atinge o ponto ideal para o que Allen está tentando fazer com sua personagem, uma jovem estudante brilhante”.
THR: “Está entre as melhores entradas do quarto-ato da fase carreira de Woody Allen. Apesar de ser um romance não-convencional que toma um rumo muito desconfortável, este conto moral não funcionaria sem uma paixão convincente do coração e da mente em seu centro. E esse elemento é propulsionado por todo o caminho pela química brilhante de Phoenix e Stone”.
David Poland escreveu: "”Irrational Man" de Woody Allen é o seu maior fracasso”.
Indiwire: “Blue Jasmine "era no máximo um filme imperfeito com um desempenho central impressionante (...), foi seguido pelo horrível "Magia ao Luar" e agora esta coisa.”
The Guardian: “"Irrational Man" é uma boa ideia, um esboço para um filme, mas o filme em si não é realizado”.
O longa deixa Cannes sem uma perspectiva sólida de corrida para o Oscar 2016. A produção chega aos cinemas brasileiros em 6 de agosto.
Giovanna Pini - Colaboradora; Danilo Teixeira - Equipe CETI
“Son of Saul”
FOTOS - DIA 3
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FOTOS - DIA 2
Já se passaram mais de 30 anos desde a aventura de" Mad Max - Além da Cúpula do Trovão", Tina Turner e "We Don't Need Another Hero".
E com essa moda contínua de Hollywood fazer sequências e refilmagens de clássicos, pouca fé era depositada nesse novo longa de George Miller (diretor da primeira trilogia). Mas as primeiras imagens e o primeiro trailer, já trouxeram burburinhos positivos. Pois, parecia que Miller não teria poupado esforços para fazer um filme de ação monumental. Quando o filme entrou na lista de exibição de Cannes então, mesmo fora de competição, as expectativas ficaram ainda maiores.
Nessa nova história, Max é atormentado pelo passado e decide viver sozinho, afastado de qualquer civilização. Os recursos básicos como água e eletricidade estão extintos. Então, ele vai apenas em busca de como sobreviver. Mas, acaba sendo arrastado pelo bando da Imperatriz e se vê no meio de uma guerra.
“Mad Max: Estrada da Fúria”, conta com Tom Hardy no papel principal, e ainda destaca Nicholas Hoult e Charlize Theron, que recebeu os maiores elogios até o momento. Esse trio, mais o diretor George Miller, estiveram presentes na coletiva de imprensa.
Entre os destaques da coletiva, teve o pedido de desculpas de Tom Hardy para Miller: “Durante sete meses, creio, que o mais complicado ou o mais frustrante foi tentar entender o que George queria de mim para que pudesse transmitir sua visão. Como ele estava cuidando de um veículo enorme, literalmente, em tantos setores, já que todos os veículos estão em movimento e o filme inteiro é plena ação! Tenho que pedir desculpas a você porque fiquei frustrado.”
Logo depois, Miller explicou que isso dava ao fato de o filme ter sido feito com milhares de cortes e cenas que não duravam nada além de poucos segundos. Que, enquanto ele montava esse quebra-cabeça em sua mente, ele sabia que talvez não estivesse fazendo tanto sentido para todos. Mas que a equipe havia confiado nele.
Os críticos não poderiam ter sido mais simpáticos e positivos com o longa. Confira, abaixo:
Rolling Stone: “Hardy e Theron fazer uma equipe dinamite, mas Theron é coração e alma machucada do filme. Então, se prepare para um novo clássico de ação. Você não vai saber o que o atingiu”.
New York Times: “Mesmo nas lutas mais caóticas e colisões, tudo faz sentido. ...E o Sr. Miller demonstra que grande cinema de ação não é apenas uma questão de física, mas de ética também. Não há causa e efeito; há escolhas e consequências”.
Associated Press: “Trinta anos depois de Miller dar ao mundo “Mad Max 3: Além da Cúpula do Trovão”, ele voltou para o seu próprio mundo pós-apocalíptico e criou uma obra de arte excepcional, destemido e poética que está preparado para se tornar um clássico moderno”.
Newsday: “O primeiro filme "Mad Max" em 30 anos não desilude - é um veloz rolo compressor sônico de violência e destruição”.
St. Louis Post-Dispatch: “Este é o cinema analógico em sua forma mais ousada”.
New York Post; “Esta espetacular grande reinicialização é surpreendentemente propriedade não de Hardy, que é bom, mas de Charlize Theron”.
Los Angeles Times: “Miller... sonhou o poderoso sonho que é esse filme há mais de uma década antes de ser capaz de trazê-lo à vida. Valeu a pena esperar”.
Agora com essa recepção extremamente calorosa, o longa seria uma candidato forte para o Oscar 2016. Mas filmes de ação e que ainda são grandes blockbusters têm dificuldade de serem bem avaliados pela a Academia. Porém, Miller não é um estranho para os votantes, que já deram uma estatueta para o diretor por sua animação “Happy Feet” – além de indicações como produtor e roteirista de “Babe - O Porquinho Atrapalhado” em Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado, e também como roteirista de “O Óleo de Lorenzo” em Melhor Roteiro Original.
Desde que a Academia aumentou para até 10 indicados a Melhor Filme, os únicos blockbusters com ação que pegaram nomeações foram: “Avatar”, “Distrito 9”, “A Origem” e “Gravidade”.
De qualquer jeito, “Mad Max – Estrada da Fúria” terá melhores chances nas categorias técnicas, algo que também foi levantado pelos críticos como triunfos da produção.
E com essa moda contínua de Hollywood fazer sequências e refilmagens de clássicos, pouca fé era depositada nesse novo longa de George Miller (diretor da primeira trilogia). Mas as primeiras imagens e o primeiro trailer, já trouxeram burburinhos positivos. Pois, parecia que Miller não teria poupado esforços para fazer um filme de ação monumental. Quando o filme entrou na lista de exibição de Cannes então, mesmo fora de competição, as expectativas ficaram ainda maiores.
Nessa nova história, Max é atormentado pelo passado e decide viver sozinho, afastado de qualquer civilização. Os recursos básicos como água e eletricidade estão extintos. Então, ele vai apenas em busca de como sobreviver. Mas, acaba sendo arrastado pelo bando da Imperatriz e se vê no meio de uma guerra.
“Mad Max: Estrada da Fúria”, conta com Tom Hardy no papel principal, e ainda destaca Nicholas Hoult e Charlize Theron, que recebeu os maiores elogios até o momento. Esse trio, mais o diretor George Miller, estiveram presentes na coletiva de imprensa.
Entre os destaques da coletiva, teve o pedido de desculpas de Tom Hardy para Miller: “Durante sete meses, creio, que o mais complicado ou o mais frustrante foi tentar entender o que George queria de mim para que pudesse transmitir sua visão. Como ele estava cuidando de um veículo enorme, literalmente, em tantos setores, já que todos os veículos estão em movimento e o filme inteiro é plena ação! Tenho que pedir desculpas a você porque fiquei frustrado.”
Logo depois, Miller explicou que isso dava ao fato de o filme ter sido feito com milhares de cortes e cenas que não duravam nada além de poucos segundos. Que, enquanto ele montava esse quebra-cabeça em sua mente, ele sabia que talvez não estivesse fazendo tanto sentido para todos. Mas que a equipe havia confiado nele.
Os críticos não poderiam ter sido mais simpáticos e positivos com o longa. Confira, abaixo:
Rolling Stone: “Hardy e Theron fazer uma equipe dinamite, mas Theron é coração e alma machucada do filme. Então, se prepare para um novo clássico de ação. Você não vai saber o que o atingiu”.
New York Times: “Mesmo nas lutas mais caóticas e colisões, tudo faz sentido. ...E o Sr. Miller demonstra que grande cinema de ação não é apenas uma questão de física, mas de ética também. Não há causa e efeito; há escolhas e consequências”.
Associated Press: “Trinta anos depois de Miller dar ao mundo “Mad Max 3: Além da Cúpula do Trovão”, ele voltou para o seu próprio mundo pós-apocalíptico e criou uma obra de arte excepcional, destemido e poética que está preparado para se tornar um clássico moderno”.
Newsday: “O primeiro filme "Mad Max" em 30 anos não desilude - é um veloz rolo compressor sônico de violência e destruição”.
St. Louis Post-Dispatch: “Este é o cinema analógico em sua forma mais ousada”.
New York Post; “Esta espetacular grande reinicialização é surpreendentemente propriedade não de Hardy, que é bom, mas de Charlize Theron”.
Los Angeles Times: “Miller... sonhou o poderoso sonho que é esse filme há mais de uma década antes de ser capaz de trazê-lo à vida. Valeu a pena esperar”.
Agora com essa recepção extremamente calorosa, o longa seria uma candidato forte para o Oscar 2016. Mas filmes de ação e que ainda são grandes blockbusters têm dificuldade de serem bem avaliados pela a Academia. Porém, Miller não é um estranho para os votantes, que já deram uma estatueta para o diretor por sua animação “Happy Feet” – além de indicações como produtor e roteirista de “Babe - O Porquinho Atrapalhado” em Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado, e também como roteirista de “O Óleo de Lorenzo” em Melhor Roteiro Original.
Desde que a Academia aumentou para até 10 indicados a Melhor Filme, os únicos blockbusters com ação que pegaram nomeações foram: “Avatar”, “Distrito 9”, “A Origem” e “Gravidade”.
De qualquer jeito, “Mad Max – Estrada da Fúria” terá melhores chances nas categorias técnicas, algo que também foi levantado pelos críticos como triunfos da produção.
E o segundo dia no Festival de Cannes 2015 se mostrou bem produtivo! Houve destaques de sucesso, palmas e vaias durante o dia.
As palmas: “Tale of Tales"
Matteo Garrone é um velho conhecido de Cannes. Duas vezes vencedor do Grand Prix do Júri – em 2008 e 2012 – uma grande expectativa se formou em torno do que o diretor faria dessa vez. Seria outro sucesso absoluto de críticas?
Para começar, o filme da vez – “Tale of Tales (II Racconto dei Racconti)”, tem um belo elenco: John C. Reilly, Toby Jones, Salma Hakey e Vincent Cassel.
E, além de tudo, não é nada convencional. Dividido em 3 capítulos que se entrelaçam, o longa se passa na idade média, mas capricha muito no fantástico. E isso com dragões marinhos, morcegos gigantes, labirintos...
Mas o próprio Garrone diz que não é um filme para crianças. Já que são três fábulas adultas e com uma temática mais madura. Em uma das histórias, um rei está guiado pelo desejo e obcecado por uma mulher que ele viu pela janela, sem saber que ela se trata de uma idosa. Em outro conto, um rei se surpreende com um inseto que está crescendo cada vez mais ao se alimentar de seu sangue. E por último, a história de um rei e de uma rainha, que frustrados pode não poder terem filhos, entram em contato com um mago, que oferece a receita: capturar o coração de um monstro marinho e fazer com que uma virgem o cozinhe, sem que alguém esteja por perto.
Peter Bradshaw, do The Guardian, deu 5 estrelas em 5! E disse: “ ‘Tales of Tales’ é gloriosamente louco, rigorosamente imaginativo, visualmente maravilhoso: erótico, hilário e perfeitamente consistente. O tipo de filme que, de fato, tem a cara de Cannes. Ele mergulha você em um mundo novo e completamente inventado”. Ele ainda destaca a atuação de Toby Jones e diz que “ele merece ter uma chance como melhor ator, por seu vaidoso, melancólico e ridículo rei”.
Deborah Young, do THR, deu um maior destaque à equipe técnica: “...mergulhados em cores exuberantes, trajes elaborados e uma decoração fantasiosa, as cenas são maravilhosamente integradas na arquitetura barroca da Sicília, Puglia e Lazio, embora alguns dos castelos poderiam ser feitos em trabalhos de CGI. A direção fotográfica de Peter Suschitzky habilmente cria um mundo de imaginação, misturando surpreendentes (e reais) fotografias internas do castelo no estilo barroco, com o excelente design de produção de Dimitri Capuani e com os excêntricos e divertidos trajes de época de Massimo Cantini Parrini (alguns da coleção Tirelli.) Para sublinhar a dimensão poética do filme, a trilha original de Alexandre Desplat é um assombro”.
Robbie Collin, do The Telegraph, elogia o filme e dá ênfase à Toby Jones: “Jones dá uma de suas melhores performances aqui; por vezes enervante, patética, realmente adorável e engraçada (...) O filme de Garrone é extremamente rico e envolvente, mas carregado de maldade. Quando você vê Toby Jones em um roupão abraçando amorosamente um inseto monstruoso e sente vontade de rir - estremecendo ao mesmo tempo, você sabe o Festival de Cannes realmente começou”.
Com essas críticas positivas, e com a boa recepção, “Tale of Tales” pode sair de Cannes com algum prêmio, e Toby Jones com possibilidades de competir para melhor ator.
Se o longa de Garrone conseguir manter as forças, tem boas chances em algumas categorias técnicas do Oscar, como Direção de Arte e Figurino.
Para começar, o filme da vez – “Tale of Tales (II Racconto dei Racconti)”, tem um belo elenco: John C. Reilly, Toby Jones, Salma Hakey e Vincent Cassel.
E, além de tudo, não é nada convencional. Dividido em 3 capítulos que se entrelaçam, o longa se passa na idade média, mas capricha muito no fantástico. E isso com dragões marinhos, morcegos gigantes, labirintos...
Mas o próprio Garrone diz que não é um filme para crianças. Já que são três fábulas adultas e com uma temática mais madura. Em uma das histórias, um rei está guiado pelo desejo e obcecado por uma mulher que ele viu pela janela, sem saber que ela se trata de uma idosa. Em outro conto, um rei se surpreende com um inseto que está crescendo cada vez mais ao se alimentar de seu sangue. E por último, a história de um rei e de uma rainha, que frustrados pode não poder terem filhos, entram em contato com um mago, que oferece a receita: capturar o coração de um monstro marinho e fazer com que uma virgem o cozinhe, sem que alguém esteja por perto.
Peter Bradshaw, do The Guardian, deu 5 estrelas em 5! E disse: “ ‘Tales of Tales’ é gloriosamente louco, rigorosamente imaginativo, visualmente maravilhoso: erótico, hilário e perfeitamente consistente. O tipo de filme que, de fato, tem a cara de Cannes. Ele mergulha você em um mundo novo e completamente inventado”. Ele ainda destaca a atuação de Toby Jones e diz que “ele merece ter uma chance como melhor ator, por seu vaidoso, melancólico e ridículo rei”.
Deborah Young, do THR, deu um maior destaque à equipe técnica: “...mergulhados em cores exuberantes, trajes elaborados e uma decoração fantasiosa, as cenas são maravilhosamente integradas na arquitetura barroca da Sicília, Puglia e Lazio, embora alguns dos castelos poderiam ser feitos em trabalhos de CGI. A direção fotográfica de Peter Suschitzky habilmente cria um mundo de imaginação, misturando surpreendentes (e reais) fotografias internas do castelo no estilo barroco, com o excelente design de produção de Dimitri Capuani e com os excêntricos e divertidos trajes de época de Massimo Cantini Parrini (alguns da coleção Tirelli.) Para sublinhar a dimensão poética do filme, a trilha original de Alexandre Desplat é um assombro”.
Robbie Collin, do The Telegraph, elogia o filme e dá ênfase à Toby Jones: “Jones dá uma de suas melhores performances aqui; por vezes enervante, patética, realmente adorável e engraçada (...) O filme de Garrone é extremamente rico e envolvente, mas carregado de maldade. Quando você vê Toby Jones em um roupão abraçando amorosamente um inseto monstruoso e sente vontade de rir - estremecendo ao mesmo tempo, você sabe o Festival de Cannes realmente começou”.
Com essas críticas positivas, e com a boa recepção, “Tale of Tales” pode sair de Cannes com algum prêmio, e Toby Jones com possibilidades de competir para melhor ator.
Se o longa de Garrone conseguir manter as forças, tem boas chances em algumas categorias técnicas do Oscar, como Direção de Arte e Figurino.
Danilo Teixeira, Juliana Leão - Equipe CETI
As vaias: "Our little sister"
E o Festival de Cannes de 2015 tem a sua primeira vítima.... Não tardou para que as primeiras vaias fossem ouvidas no balneário francês ao término de uma exibição, e ela aconteceu já na manhã do segundo dia do festival, após a apresentação do primeiro filme da mostra competitiva, "Our little sister" (Umimachi Diary). O novo longa do cineasta japonês Hirokasu Koreeda, do belo e inquieto "Pais e Filhos" (2013), era aguardado com grande expectativa do público e crítica desde que foi anunciado sua participação, deve-se ao fato de Koreeda ser um dos principais nomes do cinema japonês atual e, principalmente, por ter sido "Pais e Filhos", o vencedor do prêmio especial do júri do Festival de Cannes de 2013.
A história é baseada no mangá de Akimi Yoshida, onde as irmãs Koda - Sachi (Haruka Ayase), Yoshino (Masami Nagasawa) e Chika (Kaho), 19, mora em alastrando casa ancestral de sua falecida avó, na histórica cidade de Kamakura, sendo a mais velha um referencial maternal para as demais, dado o afastamento da mãe biológica. Ao receberem a notícia da morte de seu pai, que até o momento parecia indiferentes a ela, tendo ele deixado a família e fugido com outra mulher. O que elas não esperavam era conhecer a meia-irmã Suzu e a inserção da jovem adolescente na família.
E o que parecia receita de sucesso, resultou em sonoras vaias ao final. O THR apontou o filme como espirituoso e inspirador, contudo melindroso ao explorar algumas características típicas, como: a sublimação dos relacionamentos familiares e o estilo de novela gráfica, advindo da sua origem mangá. Funcionaria para o público japonês, mas dificilmente farão sucesso no exterior, além dos fãs nipônicos. Outro ponto crítico é o roteiro, que segundo a jornalista Leslie Felperin, traz resoluções previsíveis e pouco críveis através de metáforas e alegorizações fracas, como a fácil aceitação e inserção da personagem Suzu na família tão bem entrosada. O destaque, entretanto, são as atuações, sobretudo a química entre as personagens, o que funciona em cheio na proposta do filme.
A revista Variety já traz uma avaliação mais animadora sobre o longa de Koreeda, que o classifica como um retrato gracioso. O filme pode trazer grande prazer para as plateias mais pacientes, aqueles que apreciam uma trama de ritmo lento e contemplativo, comum nos filmes japoneses com narrativa centrada em famílias. O primeiro conflito acontece após 80 minutos de fita, prova que o estilo “zen” passa de uma atitude ou estilo de vida, para ser a causa da inquietação, uma agonia. Ao final, para o grande público, este retrato da vida das quatro irmãs, encontra-se abafado, ausente de frescor.
As vaias, ato cada vez mais tradicional e desrespeitoso no Festival de Cannes, pode ter sido mais do que o resultado de tédio coletivo pela falta de ação do filme, mas pela quebra de expectativas posta sobre o diretor. Peca por não atender a catarse esperada pelo público, alimentado por seus filmes anteriores, principalmente "Pais e Filhos". Repleto de momentos felizes e sem espaço problematizações, "Our little Sister" acaba por não trazer profundidade para a sua trama, acaba por não oferecer identificação para seus espectadores.
A história é baseada no mangá de Akimi Yoshida, onde as irmãs Koda - Sachi (Haruka Ayase), Yoshino (Masami Nagasawa) e Chika (Kaho), 19, mora em alastrando casa ancestral de sua falecida avó, na histórica cidade de Kamakura, sendo a mais velha um referencial maternal para as demais, dado o afastamento da mãe biológica. Ao receberem a notícia da morte de seu pai, que até o momento parecia indiferentes a ela, tendo ele deixado a família e fugido com outra mulher. O que elas não esperavam era conhecer a meia-irmã Suzu e a inserção da jovem adolescente na família.
E o que parecia receita de sucesso, resultou em sonoras vaias ao final. O THR apontou o filme como espirituoso e inspirador, contudo melindroso ao explorar algumas características típicas, como: a sublimação dos relacionamentos familiares e o estilo de novela gráfica, advindo da sua origem mangá. Funcionaria para o público japonês, mas dificilmente farão sucesso no exterior, além dos fãs nipônicos. Outro ponto crítico é o roteiro, que segundo a jornalista Leslie Felperin, traz resoluções previsíveis e pouco críveis através de metáforas e alegorizações fracas, como a fácil aceitação e inserção da personagem Suzu na família tão bem entrosada. O destaque, entretanto, são as atuações, sobretudo a química entre as personagens, o que funciona em cheio na proposta do filme.
A revista Variety já traz uma avaliação mais animadora sobre o longa de Koreeda, que o classifica como um retrato gracioso. O filme pode trazer grande prazer para as plateias mais pacientes, aqueles que apreciam uma trama de ritmo lento e contemplativo, comum nos filmes japoneses com narrativa centrada em famílias. O primeiro conflito acontece após 80 minutos de fita, prova que o estilo “zen” passa de uma atitude ou estilo de vida, para ser a causa da inquietação, uma agonia. Ao final, para o grande público, este retrato da vida das quatro irmãs, encontra-se abafado, ausente de frescor.
As vaias, ato cada vez mais tradicional e desrespeitoso no Festival de Cannes, pode ter sido mais do que o resultado de tédio coletivo pela falta de ação do filme, mas pela quebra de expectativas posta sobre o diretor. Peca por não atender a catarse esperada pelo público, alimentado por seus filmes anteriores, principalmente "Pais e Filhos". Repleto de momentos felizes e sem espaço problematizações, "Our little Sister" acaba por não trazer profundidade para a sua trama, acaba por não oferecer identificação para seus espectadores.
O sucesso: "Mad Max"
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Todos os anos, em Cannes, existe um burburinho relacionado à escolha do filme de abertura do festival. Geralmente, se escolhe diretores de peso, vencedores de Oscar, ou que ao menos tenha um nome reconhecido mundialmente.
O que esperar então, da não tão conhecida, Emmanuelle Bercot? A diretora francesa prometia um filme de cunho mais intimista e social – que iria se distanciar muito das últimas duas escolhas de abertura do festival, “Grace: A Princesa de Mônaco” – que trazia Nicole Kidman no papel título, e “O Grande Gatsby” de Baz Luhrmann – estrelado por Leonardo Di Caprio.
“La tête haute” acompanha, aproximadamente, 10 anos da vida do Malony, um garoto violento, mas que esconde uma certa fragilidade, interpretado pelo estreante Rod Paradot. Malony precisa lidar com a juíza Florence (Catherine) devido à negligência familiar em sua criação, e por problemas causados por ele em sua adolescência. E a juíza se dispõe a ajudar o menino, da melhor forma que ela puder.
O filme de Bercot, não entra em competição pela Palma de Ouro, mas Catherine Deneuve (protagonista do longa) foi um dos grandes destaques na Rivieira Francesa, ao andar pelo tapete vermelho ao lado da diretora e do ator Benoit Magimel.
Na coletiva de imprensa, Bercot disse um pouco sobre toda a montagem do filme, que para ela é um drama documental: “...Fui ao tribunal de menores de Paris durante várias semanas, aos gabinetes dos juízes, vi os delinquentes que eram julgados, estive em centros educativos fechados, abertos, em estabelecimentos penitenciários para menores... Visitei todas as estruturas que vemos no filme”. Bercot declarou também que era uma honra abrir o festival, e que tirava um pouco da pressão do filme estar em competição.
O longa teve críticas medianas:
Peter Bradshaw, do The Guardian, deu três estrelas em cinco e disse que ‘La tête haute’ é “...um filme com força e propósito, desembaraçado em seu próprio otimismo (...) No entanto, às vezes é esquemático, com um diálogo expositivo elaborado, principalmente no inicio, aonde evidencia tudo o que está acontecendo e tudo que está em jogo”.
Bradshaw ainda fala sobre a atuação de Rod Paradot: “...o adolescente agressivo, em repetidas cenas soa como se tivesse um discurso ensaiado, o que muitas vezes parece indistinguível do discurso violento que nos deu na cena anterior".
Por fim, ele ressalta que é um filme agradável sobre esperança e que insiste que as autoridades podem ser os mocinhos, mesmo sendo um drama pedagógico, é um filme bem pensado e agradável.
Por outro lado, Jordan Mintzer, do The Hollywood Reporter, disse que o filme “...pode ser tão volátil quanto é o personagem principal, oferecendo muita intensidade, mas nem sempre alçando o sucesso dramático. No entanto, o desempenho dinâmico, com o total apoio de Catherine Deneuve e de Benoit Magimel, ajuda a tornar o filme um retrato envolvente de um bad boy gaulês que, por excelência, continua lutando contra as autoridades. Não importando que essas autoridades só queriam ajuda-lo”.
Em outras criticas, de jornais franceses, os elogios couberam a Catherine Deneuve com sua “habitual presença majestosa”.
De um modo geral, ‘La tête haute’ fez uma boa abertura de festival, mas, por enquanto, dificilmente parece que vai ter forças o bastante para chegar até o Oscar, ainda mais com o festival inteiro de Cannes ainda para acontecer.
O que esperar então, da não tão conhecida, Emmanuelle Bercot? A diretora francesa prometia um filme de cunho mais intimista e social – que iria se distanciar muito das últimas duas escolhas de abertura do festival, “Grace: A Princesa de Mônaco” – que trazia Nicole Kidman no papel título, e “O Grande Gatsby” de Baz Luhrmann – estrelado por Leonardo Di Caprio.
“La tête haute” acompanha, aproximadamente, 10 anos da vida do Malony, um garoto violento, mas que esconde uma certa fragilidade, interpretado pelo estreante Rod Paradot. Malony precisa lidar com a juíza Florence (Catherine) devido à negligência familiar em sua criação, e por problemas causados por ele em sua adolescência. E a juíza se dispõe a ajudar o menino, da melhor forma que ela puder.
O filme de Bercot, não entra em competição pela Palma de Ouro, mas Catherine Deneuve (protagonista do longa) foi um dos grandes destaques na Rivieira Francesa, ao andar pelo tapete vermelho ao lado da diretora e do ator Benoit Magimel.
Na coletiva de imprensa, Bercot disse um pouco sobre toda a montagem do filme, que para ela é um drama documental: “...Fui ao tribunal de menores de Paris durante várias semanas, aos gabinetes dos juízes, vi os delinquentes que eram julgados, estive em centros educativos fechados, abertos, em estabelecimentos penitenciários para menores... Visitei todas as estruturas que vemos no filme”. Bercot declarou também que era uma honra abrir o festival, e que tirava um pouco da pressão do filme estar em competição.
O longa teve críticas medianas:
Peter Bradshaw, do The Guardian, deu três estrelas em cinco e disse que ‘La tête haute’ é “...um filme com força e propósito, desembaraçado em seu próprio otimismo (...) No entanto, às vezes é esquemático, com um diálogo expositivo elaborado, principalmente no inicio, aonde evidencia tudo o que está acontecendo e tudo que está em jogo”.
Bradshaw ainda fala sobre a atuação de Rod Paradot: “...o adolescente agressivo, em repetidas cenas soa como se tivesse um discurso ensaiado, o que muitas vezes parece indistinguível do discurso violento que nos deu na cena anterior".
Por fim, ele ressalta que é um filme agradável sobre esperança e que insiste que as autoridades podem ser os mocinhos, mesmo sendo um drama pedagógico, é um filme bem pensado e agradável.
Por outro lado, Jordan Mintzer, do The Hollywood Reporter, disse que o filme “...pode ser tão volátil quanto é o personagem principal, oferecendo muita intensidade, mas nem sempre alçando o sucesso dramático. No entanto, o desempenho dinâmico, com o total apoio de Catherine Deneuve e de Benoit Magimel, ajuda a tornar o filme um retrato envolvente de um bad boy gaulês que, por excelência, continua lutando contra as autoridades. Não importando que essas autoridades só queriam ajuda-lo”.
Em outras criticas, de jornais franceses, os elogios couberam a Catherine Deneuve com sua “habitual presença majestosa”.
De um modo geral, ‘La tête haute’ fez uma boa abertura de festival, mas, por enquanto, dificilmente parece que vai ter forças o bastante para chegar até o Oscar, ainda mais com o festival inteiro de Cannes ainda para acontecer.
FOTOS DO DIA 1
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Começa o grande Festival de Cannes no dia 13! Dentro do evento temos dezenas de filmes que participam da competição e fora dela. Lembrando que Cannes é um ótimo (e primeiro) termômetro para a corrida do Oscar.
Nos últimos anos tem havido grandes destaques, “Amor”(vencedor da Palma de Ouro) estreou no festival e foi indicado em grandes categorias do Oscar, levando a estatueta em Melhor Filme Estrangeiro. “A Árvore da Vida” (vencedor da Palma de Ouro), Jean Dujardin (vencedor de melhor ator por “O Artista”) e “Meia-Noite em Paris” (filme de abertura) estiveram no festival e foram indicados e/ou vencedores ao Oscar.
“Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum” vencedor de O Grande Prêmio recebeu duas indicações ao Oscar: Melhor Fotografia e Melhor Mixagem de Som, “A Grande Beleza” que esteve em competição ganhou a estatueta de Melhor Filme Estrangeiro, “Nebraska” que teve Bruce Dern como vencedor de Ator conseguiu emplacar uma nomeação no Oscar de Melhor Ator, e teve outras categorias nomeadas como Melhor Diretor (Alexander Payne) e Melhor Roteiro Original; “O Grande Gatsby” que foi Filme de Abertura recebeu dois Oscars (Figurino e Direção de Arte).
E ano passado, "Timbuktu", "Relatos Selvagens" e "Leviatã" que participaram da seleção ocuparam três das cinco vagas da categoria de Melhor Filme Estrangeiro - um número impressionante. Ainda houve "Foxcatcher" que saiu com grandes elogios e conseguiu no final abocanhar cinco nomeações, "Sr. Turner" de Mike Leigh sobreviveu na corrida e obteve 4 indicações em categorias técnicas; já "Dois Dias, Uma Noite", teve especialistas que viam a atuação de Marion Cotillard como grandes possibilidades de uma estatueta, mesmo sem a vitória, ela conseguiu a sua segunda indicação a Melhor Atriz do Oscar 2015.
Por isso, fizemos uma lista dos que devemos ficar de olho para corrida do Oscar 2016.
Há possibilidades de aparecerem na categoria de Melhor Filme até Melhor Filme Estrangeiro. Dessa seleção, pode acontecer de ninguém se salvar ao fim da corrida pela estatueta. Mesmo assim, quem gosta de acompanhar toda evolução de uma disputa ao Oscar, saiba que Cannes é o primeiro a dar a temperatura para a corrida das premiações.
Além disso, filmes que não tem atenção nenhuma neste momento (e não estão na lista) podem surpreender até o fim do festival.
Nos últimos anos tem havido grandes destaques, “Amor”(vencedor da Palma de Ouro) estreou no festival e foi indicado em grandes categorias do Oscar, levando a estatueta em Melhor Filme Estrangeiro. “A Árvore da Vida” (vencedor da Palma de Ouro), Jean Dujardin (vencedor de melhor ator por “O Artista”) e “Meia-Noite em Paris” (filme de abertura) estiveram no festival e foram indicados e/ou vencedores ao Oscar.
“Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum” vencedor de O Grande Prêmio recebeu duas indicações ao Oscar: Melhor Fotografia e Melhor Mixagem de Som, “A Grande Beleza” que esteve em competição ganhou a estatueta de Melhor Filme Estrangeiro, “Nebraska” que teve Bruce Dern como vencedor de Ator conseguiu emplacar uma nomeação no Oscar de Melhor Ator, e teve outras categorias nomeadas como Melhor Diretor (Alexander Payne) e Melhor Roteiro Original; “O Grande Gatsby” que foi Filme de Abertura recebeu dois Oscars (Figurino e Direção de Arte).
E ano passado, "Timbuktu", "Relatos Selvagens" e "Leviatã" que participaram da seleção ocuparam três das cinco vagas da categoria de Melhor Filme Estrangeiro - um número impressionante. Ainda houve "Foxcatcher" que saiu com grandes elogios e conseguiu no final abocanhar cinco nomeações, "Sr. Turner" de Mike Leigh sobreviveu na corrida e obteve 4 indicações em categorias técnicas; já "Dois Dias, Uma Noite", teve especialistas que viam a atuação de Marion Cotillard como grandes possibilidades de uma estatueta, mesmo sem a vitória, ela conseguiu a sua segunda indicação a Melhor Atriz do Oscar 2015.
Por isso, fizemos uma lista dos que devemos ficar de olho para corrida do Oscar 2016.
Há possibilidades de aparecerem na categoria de Melhor Filme até Melhor Filme Estrangeiro. Dessa seleção, pode acontecer de ninguém se salvar ao fim da corrida pela estatueta. Mesmo assim, quem gosta de acompanhar toda evolução de uma disputa ao Oscar, saiba que Cannes é o primeiro a dar a temperatura para a corrida das premiações.
Além disso, filmes que não tem atenção nenhuma neste momento (e não estão na lista) podem surpreender até o fim do festival.
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| O próximo domingo é dia de juntar a família em volta da mesa e comemorar com sua mãezinha todo o carinho e dedicação que ela devota a você. Que tal convidá-la para assistir a um filme depois do almoço? O CETI indica, para este fim de semana, um clássico do cinema espanhol, uma obra prima de Pedro Almodóvar: "Tudo sobre minha mãe". Especialista em personagens femininos, Almodóvar conta a história de Manuela, que após a trágica morte do filho, parte para Barcelona a fim de comunicar ao pai do garoto o falecimento. No caminho, ela encontra o travesti Agrado, a freira Rosa e a emblemática atriz Huma Rojo. Irônico, excêntrico, emotivo e sentimental, a fita se transforma numa grande homenagem a mulher. Curioso que seu título faz referência ao clássico "A Malvada" (All about Eve, no original - Tudo Sobre Eve), estrelado por Bette Davis. Laureado com a Palma de Ouro de melhor diretor no Festival de Cannes de 1999 e o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2000, "Tudo sobre a minha mãe" reforça a estética do cineasta, colorido e vibrante. Neste Dia das Mães, nada como um filme que é uma declaração de amor às mulheres, as atrizes, as mães e àquelas que um dia desejam ser. | Quanto mais uma mulher parece com o que ela sonhou para si mesma, mais genuína ela é. |
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Altas expectativas! Foi divulgada a nova capa da famosa revista Entertainment Weekly, que traz estampada três dos oito atores de destaque de "Os 8 Odiados", novo filme de Quentin Tarantino! Nela aparecem os atores Samuel L. Jackson, Jennifer Jason Leigh, e Kurt Russell caracterizados como Marquis Warren, Daisy Domergue e John Ruth.
Na história, Inspirado nos clássicos do gênero "Sete Homens e um Destino" (1960) e "Os Doze Condenados" (1967), o faroeste segue uma diligência contendo vários passageiros, que são impedidos de continuar viagem por causa de uma nevasca. Logo, eles são vítimas de um ataque de caçadores de recompensas e outros criminosos.
O elenco ainda é composto por Walton Goggins, Demian Bichir, Michael Madsen, Tim Roth, Bruce Dern e Channing Tatu.
O filme vem como uma das apostas principais para o Oscar 2016! O chefão (e mestre em campanhas de Oscar) Harvey Weinstein do estúdio The Weinstein Company já adiantou "É bom, muito bom", ao dizer que já viu 40 minutos do longa. Harvey está apostando tanto que colocou a estreia de "Os 8 Odiados" para 25 de dezembro nos cinemas americanos. Ou seja, época em que filmes de tiro quase certeiro para o Oscar são colocados. De acordo com algumas fontes, Harvey ainda mostrará uma prévia durante o Festival de Cannes 2015 - algo que tem feito nos últimos anos. Vamos ter mais novidades em breve!
Por enquanto, a aposta dos especialistas é que Tarantino vai receber a sua quarta nomeação na categoria de Melhor Roteiro Original.
"Os 8 Odiados" ainda não tem data de estreia para o Brasil, mas tudo indica que será para 2016.
Na história, Inspirado nos clássicos do gênero "Sete Homens e um Destino" (1960) e "Os Doze Condenados" (1967), o faroeste segue uma diligência contendo vários passageiros, que são impedidos de continuar viagem por causa de uma nevasca. Logo, eles são vítimas de um ataque de caçadores de recompensas e outros criminosos.
O elenco ainda é composto por Walton Goggins, Demian Bichir, Michael Madsen, Tim Roth, Bruce Dern e Channing Tatu.
O filme vem como uma das apostas principais para o Oscar 2016! O chefão (e mestre em campanhas de Oscar) Harvey Weinstein do estúdio The Weinstein Company já adiantou "É bom, muito bom", ao dizer que já viu 40 minutos do longa. Harvey está apostando tanto que colocou a estreia de "Os 8 Odiados" para 25 de dezembro nos cinemas americanos. Ou seja, época em que filmes de tiro quase certeiro para o Oscar são colocados. De acordo com algumas fontes, Harvey ainda mostrará uma prévia durante o Festival de Cannes 2015 - algo que tem feito nos últimos anos. Vamos ter mais novidades em breve!
Por enquanto, a aposta dos especialistas é que Tarantino vai receber a sua quarta nomeação na categoria de Melhor Roteiro Original.
"Os 8 Odiados" ainda não tem data de estreia para o Brasil, mas tudo indica que será para 2016.
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Nossa querida Meryl Streep surge em um novo filme e mostra mais uma vez que pode trazer algo fresco em sua performance.
Foram divulgados o primeiro trailer e pôster (abaixo) de "Ricki and the Flash". Veja!
Foram divulgados o primeiro trailer e pôster (abaixo) de "Ricki and the Flash". Veja!
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O longa só estreia ano que vem, mas já temos a primeira imagem de "Silence" ("Silêncio" sendo o nome oficial na tradução para Portugal)! A expectativa é alta, afinal é o novo longa do mestre Martin Scorsese. Nesta foto divulgada surge o ator Andrew Garfield, que ainda é acompanhado no elenco por Liam Neeson, Adam Driver, Ciarán Hinds e Rich Graff.
A trama é adaptação do livro homônimo de Shûsaku Endô, e segue dois padres jesuítas do século 17 que enfrentam a violência e perseguição quando viajam para o Japão ao tentarem localizar seu mentor e espalhar o evangelho do cristianismo.
Inicialmente, o longa tinha estreia para este ano, contudo foi adiado para 2016. Assim, a produção só se torna elegível para o Oscar 2017. Scorsese teve seus últimos dois filmes ("A Invenção de Hugo Cabret" e "O Lobo de Wall Street") nomeados na categoria de Melhor Filme. Dessa forma, os especialistas prevêem grandes possibilidades de chamar nomeações nesta nova empreitado do diretor de 72 anos de idade.
Vamos aguardar as próximas novidades!
A trama é adaptação do livro homônimo de Shûsaku Endô, e segue dois padres jesuítas do século 17 que enfrentam a violência e perseguição quando viajam para o Japão ao tentarem localizar seu mentor e espalhar o evangelho do cristianismo.
Inicialmente, o longa tinha estreia para este ano, contudo foi adiado para 2016. Assim, a produção só se torna elegível para o Oscar 2017. Scorsese teve seus últimos dois filmes ("A Invenção de Hugo Cabret" e "O Lobo de Wall Street") nomeados na categoria de Melhor Filme. Dessa forma, os especialistas prevêem grandes possibilidades de chamar nomeações nesta nova empreitado do diretor de 72 anos de idade.
Vamos aguardar as próximas novidades!
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| Mais um feriadão está chegando e o CETI preparou outra recomendação bacana para você que não pretende nem pensar em colocar o nariz pra fora de casa. Ainda inspirados pelo festival de Cannes que se aproxima, recomendamos dessa vez o excelente ‘FLORES PARTIDAS’. O longa – de Jim Jarmusch - vencedor do Grand Prix (Grande Prêmio) de Cannes em 2005, conta a história de Don Johnston, um solteirão e mulherengo que acaba de ser largado pela namorada. Ao mesmo tempo em que ele deixa sentir-se solitário, uma carta cor de rosa e anônima é deixada em sua porta, dizendo que ele tem um filho de 19 anos. Assim, hesitante, mas incentivado por um vizinho apaixonado por romances policias, Don viaja pelos Estados Unidos, atrás das 5 namoradas que ele teve na época, para encontrar alguma pista do seu filho. É impossível não elogiar Bill Murray, em uma atuação com emoções contidas, mas que em alguns momentos beira a melancolia extrema enquanto tenta dizer a si mesmo que está tudo bem. E claro, cada uma das 5 namoradas rouba a cena, mesmo nos poucos minutos que cada uma tem em cena. | O passado se foi. Eu sei disso. E o futuro ainda não chegou, tanto faz o que vai ser. Então, tudo o que há, é isso. O presente. É isso aí. |
‘Flores partidas’ tem uma premissa triste, mas é feito com a leveza daquelas comédias gostosas de assistir ao fim da tarde. A trilha sonora é muito bem escolhida e a fotografia é digna de ser reconhecida como um road-movie. Outro ótimo ponto é o roteiro seguro e muito bem amarrado, que nos entrega personagens reais e nos deixa com vontade de conhecer todos eles mais um pouco. E talvez isso seja o mais importante, os personagens de ‘flores partidas’ são humanos, comuns e extremamente parecidos com a gente.
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